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Reivindicação pelas reformas verde-amarelas

Reivindicação pelas reformas verde-amarelas

Manifestações pró-governo foram realizadas em todo o Brasil em defesa das propostas da gestão Bolsonaro; em São Paulo, marcha foi na Paulista

Por Arthur Santos Eustachio e Felipe Oliver – Fala!Cásper |Fotos por Nicoly Bastos e Isabella Gomes – Fala!Cásper

Mais de 150 cidades do Brasil foram palcos de atos a favor do presidente Jair Bolsonaro neste domingo (26). Manifestantes foram às ruas para demonstrar apoio ao governo e às propostas de sua agenda. As passeatas ocorreram onze dias após o primeiro protesto contra o contingenciamento orçamentário anunciado pelo Ministério da Educação (MEC).

As Pautas defendidas pelos Manifestantes

Entre as principais pautas defendidas pelos participantes estavam a reforma da Previdência e o pacote anticrime do Ministro da Justiça, Sérgio Moro. Além delas, a aprovação da Medida Provisória 870 de reorganização dos ministérios e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lava Toga, que investiga membros do Supremo Tribunal Federal e de tribunais superiores do país, foram lembradas.

Na capital de São Paulo, o movimento começou às 14h na Avenida Paulista e reuniu milhares de apoiadores que, em grande parte vestidos das cores verde e amarelo, carregavam cartazes e também bandeiras do Brasil. Cerca de cinco carros de som foram espalhados pela avenida.

Frederico Viotti, advogado e membro da associação católica Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, analisou que nem todos protestantes tinham pautas idênticas, mas apontou um sentimento comum de defesa de um modelo de país que havia sido esquecido nos últimos treze anos. “Há uma defesa geral da família, da propriedade privada e da livre iniciativa, e contra as políticas esquerdistas da era do PT”, resumiu.

Na visão de André [que preferiu não dizer o sobrenome], professor de História que estava nas ruas, os projetos apresentados pelo governo são cruciais para que realmente haja uma mudança no cenário do país e disse apoiar, por exemplo, a Nova Previdência pelo contexto total. “Não podemos pensar só no nosso lado, estamos brigando por mudança faz tempo e temos feito a mesma coisa. Não dá para fazer bolo diferente usando a mesma receita”.

A COAF na Economia

Outro ponto, citado por Ricardo [que preferiu não dizer o sobrenome], engenheiro que participou do evento na Paulista, foi o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) cuja função é proteger os setores econômicos contra a lavagem de dinheiro.

Na última quarta-feira (22) a Câmara aprovou por 228 votos a 210 a transferência do órgão do Ministério da Justiça para o da Economia. Para ele, essa medida “não tem qualquer lógica a não ser por interesses políticos”. Ele falou que a maioria na manifestação “não deve ter Bolsonaro como ídolo”, mas que ele é o único que “se propõe a acabar com a ideologia de esquerda que destruiu o país nas últimas décadas”.

MBL contra as manifestações

A aposentada Olga [que preferiu não dizer o sobrenome], também presente, comentou o fato do Movimento Brasil Livre (MBL) ter feito oposição às manifestações e se descolado da gestão de Bolsonaro. Na opinião dela, o não envolvimento do grupo foi em razão das manifestações minoritárias acerca do fechamento do Congresso e do STF.

Me parece que eles não quiseram se envolver por causa disso, mas não estou aqui por estas razões. Os políticos que estão lá foram escolhidos pelo povo, mesmo a gente não concordando com tudo que eles fazem. Queremos mudanças para que o país consiga andar.

Das reformas reivindicadas pela população que participou do ato, a reforma da Previdência ainda tramita na comissão especial da Câmara dos Deputados. O pacote anticrime de Moro e a CPI da Lava Toga seguem em estado de espera para votação. Apenas a MP 870, que reformula a estrutura administrativa e reduz o número de ministérios de 29 para 22, foi aprovada na Câmara semana passada e agora segue para votação no Senado prevista para terça-feira (28).

O ato ocupou sete quarteirões desde a Rua Padre João Manoel até a Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, com focos em frente ao Masp, em frente ao prédio da Gazeta e em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). O anúncio oficial de encerramento foi às 17h devido à reabertura para carros na Avenida Paulista.

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