Referências e a Criatividade
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Enquanto está na faculdade, você não vai parar de ouvir os professores falando sobre referências, mostrando referências e discursando sobre o quanto elas são e serão importantes para a sua vida, para a sua formação profissional e blá, blá, blá… Provavelmente você deve pensar que estas referências não irão ajudar você em nada e que quando as procura, em uma hora de pesquisa, acha duas ou três peças que interessam e nada mais.

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O fato é que é necessário olhar as referências e esta busca por elas de uma forma diferente. A efetividade de contínuas buscas por inspiração não pode ser encarada a curto prazo. Estas buscas irão ajudar você a médio e longo prazo, e nós vamos explicar por que. Quando você tem um job específico e sai à procura de referências, é fato que dentre tudo o que vai encontrar em sua pesquisa, pouca coisa vai te interessar de imediato. Mas, o fato é que todas estas outras peças que você visualizou, mas não te ajudaram neste job, irão ser armazenadas em sua cabeça, e te ajudarão futuramente nos próximos Jobs.

Como? É o seguinte, a inteligência criativa, dentre outras atividades, é feita de constantes associações e do poder de pegar uma, ou mais, soluções ou conceitos e adaptá-los de forma que se encaixem para a solução de seu problema. A exemplo disso veja esta citação de Steve Jobs:

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“… boa parte daquilo em que tropecei seguindo minha curiosidade e intuição se provou valioso mais tarde […] Na época, o Reed College talvez tivesse o melhor curso de caligrafia do país. Todos os cartazes e etiquetas do campus eram escritos em letra belíssima. Porque eu não tinha de assistir às aulas normais, decidi aprender caligrafia […] Fiquei fascinado. Mas não havia nem esperança de aplicar aquilo em minha vida. No entanto, dez anos mais tarde, quando estávamos projetando o primeiro Macintosh, me lembrei de tudo aquilo. E o projeto do Mac incluía esse aprendizado. Foi o primeiro computador com uma bela tipografia. Sem aquele curso, o Mac não teria múltiplas fontes…”.

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Ou seja, a cada referência que vemos ou ouvimos (e isso serve tanto para propaganda, como para desenhos, música, vídeos, narrações, etc.), é armazenada em nosso cérebro. É este conjunto de imagens, sons e textos que formam nosso censo criativo. Assim como diz o artigo de Suzana Herculano-Houzel:

“…segundo a neurociência, ela resulta de um processo semelhante no cérebro: da combinação “criativa” da atividade de partes do cérebro…”

Suzana Herculano-Houzel

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Quando temos algo para criar, um job para resolver, ou arte para refazer, essas referências que formam nosso senso criativo são acionadas e interligadas, afim de que seu cérebro encontre uma maneira original de solução. Esta gama de conteúdos armazenados em seu cérebro, junto com o poder de interligá-los e criar algo original são seu poder de criação.
Portanto, quando falamos em pesquisas e busca por referências, estamos falando também de nossa capacidade de absorver informações relevantes, que futuramente irão potencializar nosso pensamento cognitivo e consequentemente aumentar nosso poder criativo.

Agora que terminou de ler essa matéria, que tal dividir algumas referências com a gente para publicarmos em nossa próxima edição? Envie para: equipe@falaanhembi.com.br

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