Redação de uma nova Constituição chilena deve ser votada em outubro
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Redação de uma nova Constituição chilena deve ser votada em outubro

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30 anos depois do plebiscito que decidiu se Augusto Pinochet ficaria no poder, chilenos vão decidir se mudam ou não a Constituição

No dia 25 de outubro, os chilenos vão às urnas para decidir um plebiscito histórico: se mudam ou não sua Constituição. Herança militar do governo ditatorial de Augusto Pinochet, ela é muito controversa.

Muitos a criticam por sua legitimidade e por deixar o Estado de fora do papel de prestação de serviços básicos, o que, por acaso, incitou as manifestações no final de 2019, após um aumento nas tarifas do metrô. Uma das demandas dos manifestantes, na época, era a formação de uma nova Assembleia Constituinte para a elaboração de um novo documento.

Os eleitores deverão decidir se aprovam ou não a nova carta e vão escolher quem a redigirá. Se aprovarem a mudança, diversos assuntos deverão ser discutidos, como, por exemplo, se mantém o sistema presidencialista e o quão centralizado ou descentralizado será o país.

Em pesquisa realizada pela empresa Activa na segunda quinzena de agosto, estima-se que 52% da população deve ir às urnas no dia 25 de outubro, sendo que 89,4% desses votaria para aprovar.

nova Constituição do Chile
Nova Constituição chilena deve ser votada em outubro. | Foto: Reprodução.

Plebiscito para uma nova Constituição do Chile

Aqueles entre os políticos que apoiam uma nova constituição – a maioria da esquerda – acreditam que esse processo poderá trazer ao Chile uma sociedade mais justa. Já aqueles que não apoiam, maioria de conservadores, acreditam que a mudança pode ocorrer sem que haja a necessidade de refazer o documento que trouxe estabilidade para o país.

Um empecilho para a votação, porém, é a pandemia. Sem formas de votação eletrônica ou que evitem aglomerações, os serviços eleitorais ainda não têm uma alternativa segura, em um país que ainda não controlou a pandemia e onde a maioria dos votantes é idosa.

Por apresentar voto facultativo, e uma das maiores taxas de abstenção da América Latina, a campanha eleitoral para decidir o futuro do país segue a todo vapor, mesmo que ainda incerta.

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Por Isabela Novelli Maciel – Fala! Cásper

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