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Análise: Red Dead Redemption 2 – uma beleza selvagem!

 


Por: Henri

Oito anos após o lançamento do glorioso primeiro jogo, Red Dead Redemption 2 volta aos nossos videogames agora em outubro. E o game da Rockstar se revelou por um breve instante. Tivemos um acesso rápido ao game da Rockstar, mas foi o suficiente para fazer nossas bocas encherem de água.

Criar expectativa sobre um jogo é uma faca de dois gumes porque muitos estúdios atrasam suas produções. E isto está se tornando a marca registrada da Rockstar que, já convencida de sua imbatível qualidade, pode se permitir adiar uma franquia como Red Dead Redemption por quase dez anos.

Enquanto o lançamento se aproxima, a Rockstar e Take Two nos deixaram ter uma ideia rápida de como será o desempenho do game mais esperado do ano. O último gameplay publicado pelo estúdio permitiu que os milhões de jogadores percebessem a magnitude da coisa. Mas né…?! E o joystick na mão?


Gigantesca natureza (ou com inversão/ Natureza Gigantesca)

Os mais informados já sabem: o segundo episódio nos colocará nas botas de Arthur Morgan, um fora da lei um tanto quanto rude, membro do bando de Dutch Van der Linde, um bandido violento e idealista. Assim que o ano de 1900 se aproxima, e que a industrialização começa a promover o crescimento econômico do território, o pequeno grupo de criminosos nômades se recusa a abandonar os seus costumes.

Numa busca constante por dinheiro, eles vão percorrer o país perseguidos pelas autoridades locais e os clãs rivais. Arthur poderá ainda contar com seus colegas Bill Williamson, Javier Escuella, Micah Bell, John Marston, e outros companheiros para enfrentar naturezas e inimigos impiedosos. Juntos, eles vão escrever as últimas páginas do Oeste selvagem.

Não demorou muito para entender que a Rockstar queria, na verdade, aprimorar ainda mais a força principal da obra anterior: o ambiente. Sem cair em um discurso cheio de superlativos, se trata, muito provavelmente, do jogo mais bonito à voltar para nossos consoles. Com suas vastas extensões, Red Dead Redemption 2 nos coloca novamente como seres minúsculos dentro de um mundo imenso. Este é, sem dúvidas, um episódio que renova a exploração e a liberdade dos cenários cheios de vida.

As metrópoles de GTA, e outros games, desenharam a verdadeira atmosfera de um “formigueiro urbano”, com uma enorme quantidade de NPC’s e de veículos. Mas é, de fato, a primeira vez que essa exuberância encontra um correspondente em escala da natureza. E, mais montanhoso que nunca, o mapa exibe paisagens até à perder de vista.

Alguns planos visuais são tão impressionantes que merecem que se imprima um modo fotográfico digno de sua qualidade. Aproveitamos para destacar que é possível jogar em primeira pessoa, como nas versões next-gen de GTA V. O jogo foi exibido em um PS4 Pro e um belo monitor, mas a distância de visão realmente foi de surpreender.

Como sempre acontece nos modos abertos, é a imensidão de detalhes do jogo que nos permite passar por uma experiência de realismo concreto. E esse episódio parece ser um exemplo disso. Tudo o que você precisa fazer é pegar uma trilha dentro do jogo para entender que a natureza é agora um personagem por si só, reagindo à sua presença. Os coelhos saem de suas tocas, os pássaros voam para longe, os cavalos selvagens continuam sua corrida maluca, mas ninguém está esperando por você. Ninguém precisa de você e cada vez menos esse jogo tem sido um “convite para passear”.

Os vilarejos aparecem perturbadores, onde não se deixa o direito de existir. As aldeias transbordam missões secundárias, e farão delas também um objeto repleto de mínimos detalhes. Cada mercado, feira, posto policial, parece ter saído diretamente de um filme de Sergio Leone. Se discute, se disputa, se agride como na época, sem ao menos se preocuparem com a sua presença. Esta cinematografia é acentuada pela playlist, composta de 192  pistas de áudio dinâmicas, que se adaptam às ações.


Simples como um Bom Dia

E onde você entra em tudo isso? É… bem, você é quem sabe. Se o game leva a própria experiência de jogo para o mundo aberto, ele mesmo se cria, com seus inúmeros vai-e-vens e a diversidade de missões. A Rockstar decidiu nos deixar o direito de escolha. Uma simples pressão sobre L2/LT (sem armas) em direção aos NPC’s ou animais é o suficiente para sugerir inúmeras possibilidades de diálogos.

Um simples “bom dia” para um andarilho e ele já saberá tudo sobre sua reputação na área. Especialmente quando eles são atingidos pelos seus progressos (ou falhas). O mecanismo também funciona quando sua arma está fora do coldre: você será capaz de ameaçar, intimidar ou subjugar aqueles que você conhece… Mas lembre-se, no faroeste, tudo que vai, volta, então: tenha cuidado!

Da mesma maneira, você poderá ainda acariciar e escovar o seu cavalo. O relacionamento que você terá com ele foi bastante aprofundado, mas os cavalos não dispõem todos eles das mesmas habilidades. Além disso, eles permitem transportar materiais suplementares e agora agem também como pequenas bases de viagem. Resumindo: sua importância é crucial.

Pelo visto, a Rockstar quis amadurecer a interação geral em delinear a trama e a gama de pequenas escolhas morais que definirão a honra de seu personagem. Se você é mais respeitado (ou admirado), alguns trabalhadores pagarão melhor. Por outro lado, se você é conhecido como um “sem fé e sem lei”, os roubos poderão valer mais a pena. Suas ações mais banais refletirão no cenário, que se distancia da figura do solitário cowboy de John Marston, do primeiro jogo. Arthur Morgan faz parte de um grupo feroz que deverá lutar para sobreviver.


A força de um grupo
 

Ao contrário do que ouvimos, a instalação de um acampamento não pode ser feita em todos os lugares, porque ela é controlada pela história, mas sua presença deve ocupar uma boa parte da aventura dentro do jogo. Além disso, ele gira como um  um núcleo de atividades gerais, onde será possível modificá-lo para armazenar mais comida, munição ou medicamentos.

Da preparação de um roubo às partidas de poker; passando por histórias no corredor de fogo até degustar frutas de suas caças, assim o grupo sobrevive. Todo incidente ou ato de armas será comentado por seus colegas, estando eles bêbados ou não. Além disso, se imagina que muitas missões auxiliares serão liberadas por membros sempre prontos para dar “um pequeno golpe” em sua companhia. E aí, preparado?

A missão em que participamos acentuou essa impressão de fazer parte de uma gangue. Se trata de atacar os O’Driscoll, que parece ser o principal bando rival da região, e interessado em capturar um dos seus companheiros. Com uma simples pressão sobre o pad, foi possível enviar um dos membros para abater um guarda enquanto estávamos cuidando de outro. Não demorou muito para que um tiroteio começasse, o que nos permitiu constatar que a jogabilidade faz lembrar o nosso queridíssimo Max Payne 3.

Também curtimos muito a física motora que desarticula de maneira super realista os inimigos atingidos, ou a possibilidade de utilizar o Dead Eye, que diminui a ação para executar um tiro preciso. Inicialmente, as brigas armadas nos parecem, apesar de tudo, ser o ponto em que se tem menos evolução desde o último episódio, embora representam uma grande parte da aventura, mas é claro, será preciso praticarmos muito mais para progredirmos. A mesma observação foi feita para o modo multiplayer, que ainda não vimos nada.

Red Dead Redemption 2 se vale, antes de tudo, do padrão do jogo em modo aberto. É verdade que ele é um jogo de estética e que alguns gamers impacientes, passado o “choque” visual, poderão acabar deixando de lado os longos passeios à cavalo. A diversificação de interações que temos visto também nos levou a missões “obrigatórias”, que provavelmente servirão como tarefas, e o jogador terá que liberar.

Mas essas pequenas inquietudes desaparecem quando se sabe que a Rockstar costuma guardar seus segredos sob sete chaves. Pensamos, em especial, na descrição dos personagens, que promete ser particularmente bem sucedida, e que nos permite enxergar uma alma para história. Depois de uma hora de jogo, só tínhamos um desejo: voltar à sela do nosso cavalo e continuar a nossa jornada.

Red Dead Redemption 2 será lançado para PS4 e Xbox One em 26 de outubro de 2018.

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