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Razan Suliman – uma refugiada à procura do recomeço

Por Guilherme Strabelli e Julia Cosceli – Fala! Cásper

Quando a Primavera Árabe ganhou força e destaque, iniciou-se um dos maiores confrontos da atualidade: A Guerra Civil na Síria. Em decorrência do conflito, milhões de sírios fugiram de sua terra natal em busca de um recomeço.

Razan Suliman, de 28 anos, é uma dessas pessoas. No Brasil desde 2014, ela sustenta a sua família cozinhando e vendendo comidas árabes.

Para saber um pouco mais sobre este contexto, entrevistamos Razan, que cedeu um pouco do seu tempo para nos contar sobre a sua realidade – confira:

Fala!: Como você chegou aqui em São Paulo?
Razan: Na angústia de fugir daquele caos, vendi todos os meus bens e embarquei com a minha família para o Líbano, para assim chegarmos em Paris. Infelizmente, nosso visto foi negado, e na procura de países que nos acolhessem, o Brasil foi o primeiro. Porém, o visto valia apenas para mim, já que estava grávida. Tive de deixar meu marido e filhos na Europa.

Fala!: Pode nos contar um pouco sobre seu processo de adaptação?
Razan: Foi complicado, estava totalmente desamparada! Os preços aqui são muito mais altos que na Síria. Ao me alojar na capital, recorri ao programa “Bolsa Família”, que me ajudou bastante.

Fala!: Além do custo de vida mais alto, quais foram as diferenças mais marcantes entre os países aos quais você passou?
Razan: Levando em conta a minha cultura, ao chegar aqui o meu maior choque foi ver casais do mesmo sexo juntos em público, e também a maneira que as mulheres se vestem – elas mostram demais o corpo. Além de que aqui, diferentemente da Europa, eu me sinto livre para sair de burca sem sofrer preconceitos.

Atualmente, com seu filho de 2 anos, Razan nos relata a importância que dá a sua cultura na educação do filho:
“Não quero que ele perca nossa essência, em casa faço questão de lhe ensinar nossa língua e religião. A cultura Síria vai muito além do que veem na televisão, vai muito além da Guerra, é uma cultura muito bonita em que me orgulho muito de fazer parte!”

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