Quarentena ajuda jovens a retomarem hábito de leitura; entenda
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Quarentena ajuda jovens a retomarem hábito de leitura; entenda

Quarentena ajuda jovens a retomarem hábito de leitura; entenda

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Semana passada completou-se 3 meses desde que a quarentena foi decretada nas cidades brasileiras. Em pouco tempo, a maior parte das pessoas tiveram suas rotinas atravessadas e passaram a cumprir mais uma regra: a de ficar em casa para amenizar o contágio da Covid-19. Com aulas on-line, trabalho ou estágios em casa, bares e baladas fechados e saídas de casa reguladas a rotina, que antes era conhecida, foi colocada de cabeça para baixo. Então surgiu a grande pergunta: o que fazer com tanto tempo livre? 

Para muitos, a resposta desse dilema estava ali na estante já há algum tempo, meio empoeirado e esquecido. Os livros. A leitura voltou a fazer parte do cotidiano das pessoas. Claro, de forma recreativa ou como lazer, afinal, graduação, cursinho ou escola têm suas exigências de leitura. 

livros para ler na quarentena
Com a quarentena, a leitura voltou a fazer parte do cotidiano. | Foto: Unsplash.

Retomada da leitura foi consequência da quarentena?

É injusto afirmar que ler não era uma ação praticada antes do isolamento social, o momento mais livre que as pessoas tinham para isso era no transporte público se deslocando de casa para faculdade, da faculdade para o trabalho ou voltando para casa no fim do dia. Entretanto, não era exatamente o local mais confortável para tal atividade, além de oferecer uma série de distrações que atrapalhavam o andamento da leitura.

A rotina extremamente cheia também era um grande obstáculo na vida das pessoas. Como encaixar a leitura em um dia que se tem faculdade, estágio, atividade extracurricular, entrega de trabalho, prova, tempo de deslocamento e ainda equilibrar uma alimentação saudável e prática regular de exercícios? Bem desafiador e, obviamente, coisas que não são de primeira necessidade são deixadas para depois.

Além de tudo isso, o cansaço era mais uma pedra no caminho. O excesso de afazeres deixavam as pessoas exaustas, portanto, era muito mais fácil chegar em casa e sentar para assistir a uma série ou um filme do que ler um livro que exigisse atenção e concentração. 

Então, boa parte disso ficou suspenso. Claro que surgiu um buraco no dia a dia e muitos usaram essas oportunidade para voltar ao mundo dos livros. O início do EAD (ensino a distância) e do home office fez com que as pessoas passassem a ficar muito mais tempo em frente a computadores, então, os livros surgiram como uma escapatória do mundo das telas e o cansaço que ele traz consigo.

Além disso, a situação que o país se encontra desde março também é um tanto quanto complicada, logo, as pessoas passaram a mergulhar em histórias ficcionais para poder se afastar por alguns momentos da própria realidade. Em muitos casos, uma fuga por minutos é essencial para manter a sanidade mental em ordem. 

Obviamente, nem todas as pessoas conseguiram aumentar ou sustentar sua frequência de leitura. Viver uma pandemia em isolamento social foi um gatilho emocional para muitas pessoas, que acabaram se sentindo muito mais ansiosas e desanimadas durante esse momento. Esses sentimentos também interferem no processo da leitura, pois a inquietação que a ansiedade dá atrapalha o foco e a concentração. 

Porém, de um modo geral, a leitura, tanto de livros físicos quanto livros digitais, voltou a ter mais espaço na vida das pessoas. Importante lembrar que atividades de lazer são essenciais para momentos como esse, sejam elas quais forem. A retomada de hábitos pode ser um primeiro passo para outras mudanças. 

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Por Natália Poliche – Fala! UFSC

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