Qual a importância de Elvis Presley para a história do Rock?
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Qual a importância de Elvis Presley para a história do Rock?

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Elvis Presley é, para muitos, o maior nome da música. Para outros, ele é “apenas” o maior nome de um único, mas extremamente amplo gênero: o Rock

E não é à toa que é chamado de Rei do Rock. Elvis mudou o gênero, praticamente inventou um outro e, com suas performances, deixava milhões de pessoas maravilhadas. Veja o porquê de Elvis Presley ser extremamente importante para o Rock. 

Elvis Presley
Elvis, o Rei do Rock. | Foto: Reprodução.

Biografia

Elvis Aaron Presley nasceu no dia 8 de janeiro de 1935 na cidade de Tupelo, Mississipi, EUA. Mudou-se para Memphis, no Tennessee, aos 13 anos de idade e, seis anos depois, em 1954, começou sua carreira musical.

Em 1956, começou uma carreira de relativo sucesso no cinema, estrelando o filme Love Me Tender. Convocado para o exército em 1958, retomou seu trabalho musical dois anos depois.

Durante os anos 60, passou a maior parte do tempo estrelando em películas e se dedicando a trilha sonoras. 

No ano de 1968, retornou aos palcos e, cinco anos depois, virou o primeiro artista solo a ter um show transmitido ao redor do mundo. 

Porém, o abuso de drogas com o passar dos anos levou o Rei a falecer repentinamente em seu apartamento no dia 16 de agosto de 1977. Ele tinha 42 anos. 

Canções mais famosas 

Entre diversas canções de Elvis Presley, algumas tiveram mais destaque. Sendo elas:

Jailhouse Rock (1957)

Can’t Help Falling in Love (1961)

Love Me Tender (1956) 

Elvis: um Revolucionário

Elvis Presley, durante a sua carreira musical, não foi um músico qualquer. Inovador em suas performances, agitava toda uma geração que estava à beira da explosão: aproximava-se, aos poucos, à época da contracultura.

A agitação começava nos palcos. Um ano antes do grande marco “contracultural” que foi o Woodstock, Elvis fez seu retornos aos palcos. Porém, com a agitação de sempre.

Suas performances eram carregadas de danças e rebolados. A música e o jeito de se apresentar, àquele ponto, já não eram mais os mesmos. As apresentações de Elvis para a TV quebraram todos os recordes de audiência, além de gerarem polêmicas por suas performances “radicais”.

Desafio de preconceitos: além da barreira da cor

À época de Elvis, os Estados Unidos eram um país racista. A partir das Leis Jim Crow ainda em funcionamento, a segregação racial era intensa. Com isso, Elvis Presley teve um objetivo: desafiando a sociedade conservadora a levar a música afro-americana para um público mais amplo.

Com essa responsabilidade, O Rei é considerado, até hoje, como o criador do Rockabilly, um gênero que mistura Country com “Rhythm and Blues”.

Em um especial da NBC TV, realizado poucos meses depois do assassinato de Martin Luther King, Elvis apareceu, no auge do racismo, com o grupo The Blossoms, composto por Fanita James, Jean King e Darlene Love: três mulheres negras. O fato causou polêmica.      

o rei do rock
Elvis Presley e o grupo The Blossoms durante apresentação na NBC TV. | Foto: Reprodução. 

Legado de um Reinado

De alguma forma, as gerações musicais seguintes foram influenciadas, de alguma maneira, por Elvis, o primeiro “mega star” da música popular.     Principal representante da revolução cultural através do Rock n’ Roll, Elvis Presley não apenas definiu-o como um gênero, como também foi um marco da cultura jovem e rebelde.

Além disso, o Rock passou a ser central na cultura estadunidense e facilitou a aceitação da cultura afro-americana. Conforme Little Richard, cantor que ocupou um papel central na música afro-americana, “Ele (Presley) era um integrador. Elvis era uma benção. Eles não deixavam a música negra passar. Ele abriu a porta para a música negra”. 

Elvis Presley é a maior força cultural do século XX. Ele introduziu a batida em tudo e mudou tudo – música, linguagem, roupas. É uma revolução social totalmente nova – os anos sessenta vieram dele.

Afirmou Leonard Bernstein, compositor e maestro. 

Até mesmo John Lennon se ajoelhou perante o Rei, dizendo que “nada realmente o afetou até Elvis.”

Para Bob Dylan, “ouvir Presley pela primeira vez é como sair da prisão”. E de fato é. Elvis foi responsável pelo grito de uma geração que queria passagem, e que pedia para ser libertada de uma era da música que já não tinha mais tanta aceitação. 

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Por Victor Livi – Fala! Cásper

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