Qual a importância da representatividade feminina na política?
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Qual a importância da representatividade feminina na política?

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A política conta com maior representatividade feminina, mesmo que ainda seja tímida

Antigamente, existia a ideia de que as mulheres não podiam trabalhar e sustentarem a si mesmas. Assim, eram delegadas apenas a tarefas domésticas como cozinhar, limpar, cuidar dos filhos e deixar tudo em ordem para quando seus maridos chegassem. Além disso, a maioria das empresas contratavam apenas homens, já que a visão vigente é de que as mulheres não são capazes de realizar os mesmos trabalhos.

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Entenda qual é a importância da representatividade feminina na política. | Foto: Reprodução.

Representatividade feminina na política

Durante anos, mulheres de todo o mundo lutaram para que isso fosse diferente e exigiram direitos iguais. Na política não foi diferente, principalmente considerando-se que apenas em 1933 as mulheres conquistaram o direito do voto e que, em 1934, Carlota Pereira de Queiros foi eleita a primeira mulher brasileira a se tornar deputada federal pelo estado de São Paulo, onde executou esse posto de 1934 a 1937. Em 2010, no Brasil, Dilma Rousseff, foi eleita a 36ª Presidente e 1ª mulher a ser eleita para este cargo no país, sendo reeleita em 2014 e prosseguindo até 2016, onde sofreu um processo de impeachment.

Apesar disso, o número de representatividade feminina na política brasileira continuou baixo. Em um ranking divulgado em 2018 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dentro de 190 países, o Brasil ficou em 152º lugar quando se trata de um percentual de parlamentares homens e mulheres na Câmara dos Deputados. Um número totalmente desproporcional já que na política assuntos como direitos das mulheres, aborto e feminicídio são discutidos com frequência, fazendo com que homens decidam nosso futuro, quando o correto seria a presença feminina em maior abundância.

Um exemplo de injustiça é o projeto de lei proposto pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE), onde diz que mulheres gestantes que foram vítimas de estupro e decidirem prosseguir com a gestação, irão receber um auxílio de aproximadamente um salário mínimo até a criança completar 18 anos, porém as mulheres seriam obrigadas a deixar o abusador a ter convivência com seus filhos e não poderão negar nenhuma informação paterna para a criança, ou seja, elas não apenas iriam prosseguir com uma gestação indesejada como também seriam obrigadas a conviver com seus estupradores. Depois de uma grande revolta nas redes sociais sobre o assunto, o projeto foi negado.

A advogada, cofundadora do perfil @Direito.dela e representante da OAB no Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Juiz de Fora, Camila Rufato Duarte (29), diz que é essencial que mulheres estejam presentes na política, já que ela acredita que: “é uma forma de exercício da cidadania e deliberar sobre o futuro desta”. A advogada conta também que, assim que as mulheres tomam frente a assuntos políticos abrem portas para outros assuntos a ponto de “alcançar a representatividade e efetivar os direitos da mulher”.

Por fim, com o passar do tempo, as mulheres vêm finalmente conquistando seu espaço dentro do mundo político? Acredita-se que sim! Apesar de ser pouca a quantidade de vagas que são ocupadas por mulheres a cada eleição, elas vêm, sim, conquistando, tendo mais voz e ocupando seus devidos espaços no âmbito político.

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Por Ellen Coutinho – Fala! Anhembi

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