Putin afirma ter a vacina contra o coronavírus.
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Putin afirma que Rússia já tem vacina contra o coronavírus

Putin afirma que Rússia já tem vacina contra o coronavírus

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O anúncio do presidente da Rússia nessa terça-feira (11) tem levantado discussões ao redor do mundo. Putin afirmou que a Rússia é o primeiro país a ter uma vacina regulamentar contra a COVID-19 e estabelece um novo patamar para a corrida global no encontro da vacina mais eficaz.

Contudo, a rapidez, que durou 2 meses aproximadamente, para o resultado da vacina é preocupante. A disputa entre países para encontrar tal imunização pode acarretar resultados não sólidos, como o caso da Rússia, essa que apesar de confirmar ter uma solução para o coronavírus, na realidade, não expôs todas as fases de testes propostas pela OMS.

Em meio a pandemia de extrema preocupação com o novo coronavírus, a busca pela vacina não se trata apenas de salvar vidas. Para alguns países, encontrar a imunização é a chance de crescer economicamente e estampar o desenvolvimento científico para o mundo.

Assim, o caso russo tem intrigado cientistas por todo mundo. Porém, Vladimir Putin insiste:

“Sei que funciona de maneira bastante eficaz, forma uma forte imunidade e, repito, passou em todas as fases de verificações necessárias.”

O presidente ainda afirma que uma de suas filhas recebeu a vacina, mas não detalhou sobre outros indivíduos. Além disso, declara que a imunização será produzida em massa.

O que dizem as autoridades?

A OMS possui uma página na internet na qual acompanha o avanço das vacinas mundialmente e consta em sua última atualização, 31 de julho, a qual o Instituto de Pesquisa da Gamaleya estava na fase I da vacina contra a doença.

Também foi registrado pelo jornal “The New York Times” a fase inicial da vacina russa a qual tinha previsões de produção para o final do ano, segundo o presidente da Câmara Parlamentar da Rússia.

Vladimir Putin afirma que Rússia tem a vacina contra o coronavírus./ Foto: AFP.

O processo da vacina contra o coronavírus

Teste pré-clínico: Os experimentos são aplicados em animais, como camundongos ou macacos, em busca de uma resposta do sistema imunológico.

Ensaio Fase I: Ocorre a aplicação da vacina em um número pequeno de pessoas para comprovar a eficácia e a resposta à imunidade do corpo humano.

Ensaio Fase II: A vacina é aplicada em centenas de pessoas e em diferentes grupos na sociedade, como crianças, adultos e idosos, reafirmando o estímulo imunológico.

Ensaio Fase III: Os cientistas vacinam milhares de pessoas, segundo a FDA, a eficácia de uma vacina se dar por proteger pelo menos 50% dos indivíduos. Também é uma fase onde se explora os efeitos colaterais e compreende mais sobre a vacina.

Aprovação: A vacina é analisada pelos países para decidir se aprovam ou não. Porém em casos extremos, como uma pandemia, a vacina pode receber uma autorização de uso sem necessariamente está aprovada. Após a aprovação é essencial a supervisão dos cientistas ainda com os resultados da vacina.

Quem está mais próximo da vacina contra o coronavírus?

Segundo o jornal “The New York Times”, atualmente, há vacinas em Fase III, as mais promissoras são:

A moderna e a National Institutes of Health: A primeira consiste em vacinas baseadas em RNA mensageiro para que as proteínas virais sejam produzidas. O Instituto experimentou a vacina em macacos e depois em humanos, ambas com resultados promissores. Essa vacina está sendo financiada pelos Estados Unidos.

BioNTech, Pfizer e Fosun Pharma: Estão em Fase Combinada, ou seja, quando as pesquisas se juntam em prol de um desenvolvimento mais rápido da vacina. Estando nas fases II/ III, sua eficácia se mostrou nos pacientes que tiveram resultados positivos no combate ao vírus no corpo. Tanto os Estados Unidos quanto o Japão já fizeram parcerias com tais empresas para ter a vacina.

CanSino Biologics: Essa empresa chinesa faz parceria com a Academia de Ciências Médicas Militar do país. Em agosto (9), sua parceria com a Arábia Saudita permitirá o teste da Fase III e está em negociação com outros países.

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