Próximo à eleição, Eduardo Paes vira réu e é alvo de busca e apreensão
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Próximo à eleição, Eduardo Paes vira réu e é alvo de busca e apreensão

Próximo à eleição, Eduardo Paes vira réu e é alvo de busca e apreensão

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O ex-prefeito e novamente candidato, Eduardo Paes, é acusado de receber R$ 10,8 milhões do Grupo Odebrecht; agentes do MP-RJ cumpriram mandado em sua casa nesta terça-feira (8)

Eduardo Paes, na última semana oficializado como candidato à prefeitura do Rio de Janeiro pelo Democratas (DEM), se tornou réu pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral, após denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro. Na manhã desta terça-feira (8), o seu imóvel, na Zona Sul da cidade, recebeu um mandado de busca e apreensão.

Segundo a denúncia apresentada, o ex-prefeito teria tido o recebimento indevido de aproximadamente R$ 10,8 milhões do Grupo Odebrecht para a sua campanha de reeleição, em 2012, por caixa dois. Em troca, Paes teria favorecido a organização.

Na acusação, os investigadores apresentam, além de planilhas dos sistemas internos da Odebrecht, documentos, mensagens enviadas por aparelhos Blackberry, e-mails e delações.

Por volta das 7h30, agentes do MP-RJ estiveram na casa de Paes e saíram com documentos. Poucas horas depois, fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), compareceram para entregar uma intimação ao ex-prefeito.

Eduardo Paes vira réu e é alvo de busca e apreensão

O juiz responsável por aceitar a denúncia e expedir a ordem de busca e apreensão é Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, da 204ª Zona Eleitoral. Itabaiana é o mesmo que atuou no caso das “rachadinhas”, processo que envolveu o gabinete do senador Flávio Bolsonaro, do Republicanos-RJ, na época em que era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

De acordo com o G1, também foram denunciados: Pedro Paulo, deputado federal pelo DEM-RJ; Benedicto Barbosa da Silva Junior, ex-executivo da Odebrecht; Renato Barbosa Rodrigues Pereira, marqueteiro de Paes; e Eduardo Bandeira Villela, sócio de Renato. O portal também noticiou que a Procuradoria-Geral do Município do Rio diz ter encontrado “elementos indicativos de que valores oriundos dos cofres públicos do Município foram desviados”.

Mesmo sendo réu no processo, Eduardo Paes poderá disputar a eleição municipal deste ano e concorrer à prefeitura fluminense. O fato só o tornaria inelegível caso fosse julgado e condenado, conforme a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 135 de 2010).

Eduardo Paes
Ex-prefeito, e novamente candidato, Eduardo Paes. | Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo.

Paes se diz com a certeza de que a ação foi motivada por uma iniciativa de um procurador do prefeito Marcelo Crivella, com o objetivo de prejudicá-lo na disputa eleitoral – segundo ele, situação semelhante à denúncia que recebeu em 2018, quando era candidato ao cargo de governador do estado do Rio de Janeiro.

No mesmo dia (8), Eduardo Paes publicou uma nota oficial em sua rede social, afirmando que “está indignado que tenha sido alvo de uma ação de busca e apreensão numa tentativa clara de interferência do processo eleitoral”. A nota também informou que a sua defesa ainda não teve acesso aos termos da denúncia e que o seu pronunciamento será realizado após o conhecimento dos detalhes do processo.

Na sua conta do Twitter, o candidato também publicou dois vídeos contestando a denúncia:

Corrida eleitoral

Em razão da pandemia do novo coronavírus, com o primeiro turno adiado para 15 de novembro, e o segundo, para 29 de novembro, as eleições municipais de 2020 estão se aproximando. Na capital do Rio de Janeiro, Eduardo Paes é um dos protagonistas, é favorito à prefeitura, segundo pesquisas.

Em um levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas, em dois cenários pesquisados, Paes lidera com mais de dez pontos percentuais de vantagem para o atual prefeito, Marcelo Crivella, com margem de erro de 3,5% para mais ou para menos. Entretanto, há um adendo: a pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 19 de agosto, isto é, antes de Eduardo Paes se tornar réu, acontecimento que pode afetar o seu número de votos até novembro.

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Por Leo Rodrigues – Fala! Faculdades Integradas Hélio Alonso

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