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Propagandas Politicamente Incorretas da TV Brasileira

Propagandas Politicamente Incorretas da TV Brasileira

Thiago Dias – Fala! Anhembi

 

A televisão brasileira surgiu na década de 50 e, com apenas 6 anos de existência, tornou-se o veículo de comunicação preferido da população brasileira e dos anunciantes, ultrapassando o rádio. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano de 1999, 87,7% dos brasileiros tinham ao menos uma televisão, enquanto 82,8% dos brasileiros tinham pelo menos uma geladeira ou eletrodoméstico.

E claro, não haveria televisão sem a presença (e o dinheiro) da publicidade. As publicidades brasileiras são reconhecidas mundialmente, recebendo diversos prêmios internacionais. Segundo o ranking das melhores publicidades do mundo, divulgado em 2016 pela The Directory Big Won, o Brasil ocupou a décima posição, e no ano anterior o país ocupou em 6º em 2015, 3º em 2014, 4º em 2013 e 5º em 2012. 

O Conar, um órgão que avalia propagandas brasileiras que sofrem denúncias, foi fundado em 1979 pela ABP, que é um estatuto em prol da ética publicitária. Segundo avaliação do Conar, o texto publicitário não pode ofender o público, mas deve ter apelos sinceros: um produto tem que transmitir confiança e não ofensa ao espectador.

Trouxemos aqui algumas propagandas históricas que, respeitando ou não os princípios defendidos pela CONAR, foram transmitidas para a população desde a década de 1950. Confira abaixo:

 
Tomou seu Toddy Hoje?- Anos 50

“Tomou seu Toddy hoje, todo mundo vai tomar’’ , “Vou tomar, vou tomar gostoso’’ – 0 jingle do achocolatado Toddy já tinha força nas rádios quando invadiu a televisão em um comercial estrelado pelas musas do cinema e das telenovelas, Norma Bengel e Márcia Windsor.

 
Coca-Cola – Anos 60

A Coca-Cola, desde o início da televisão, soube explorar esse veículo de comunicação para vender seus produtos. Como dizem em “tudo vai melhor com Coca-Cola’’, a empresa sempre vendeu o conceito de  “Cola-Cola família’’. No comercial acima, um homem acaba empurrando a mulher com bastante força na piscina, o que hoje daria o que falar. A Coca ainda tinha campanhas publicitárias com um texto que dizia: “Ah! Que conforto! E como é gostosa essa Coca-Cola! Isto faz um bem…”. Hoje, sabe-se que os refrigerantes, em geral, podem fazer muito mal à saúde.

 
Cigarros Winston (Os Flintstones) – Anos 60

O comercial da marca de cigarros Winston é uma animação dos personagens principais do desenho “Os Flintstones”. A campanha publicitária foi proibida de ser exibida na TV no ano de 1971, quando foram proibidas quaisquer citações a cigarros relacionadas a desenhos infantis.  Durante os anos 50, era comum o anunciante realizar campanhas voltadas ao público infantil e com personagens de desenhos animados. Hoje, sabemos que isso não ia colar.

 

Bombom Garoto – Anos 70

Uma das primeiras campanhas a ser veiculada do bombom Garoto, o filme aborda o comportamento de diversos garotos da década de 70 observando as mulheres, algumas da mesma idade e outras bem mais velhas. Um garoto bem mais novos é atraído pela beleza de uma mulher mais velha, salva-vidas, até que um dia ele se afoga e ela vai salvar a vida dele – e então o menino lasca um beijão na moça. Consegue imaginar um comercial desse passando no intervalo do, sei lá, Jornal Nacional? Textão, textão, textão.

 
LoveXu – Anos 90

O comercial, que foi proibido de ser veiculado na TV brasileira, considerado veiculador de mensagens subliminares, retrata crianças (meninas) encantadas com a sapatinha da Tia Xu e implorando pelo produto de maneira “manhosa’’. O filme foi produzido pela agência de publicidade W/Brasil, do publicitário Washington Olivetto. Em 2014, o Ministério da Justiça considerou abusivas as campanhas que eram direcionadas às crianças, e no mesmo ano a  ”Publicidade Infantil” vira tema da redação do Enem. Hoje, a Rainha dos Baixinhos levou seu carisma para os comerciais da Netflix.

 
Devassa Bem Loura com Paris Hilton – 2010

A campanha, que tinha a presença da socialite Paris Hilton, foi barrada pelo Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar) por denúncias que vieram dos próprios consumidores da marca – eles estavam incomodados com “o apelo sensual excessivo” da propaganda, que estava sendo veiculada na TV aberta.


Hyundai HB20 Spicy – 2016

O comercial produzido pela agência Z+ tinha o tema “a escolha mais fácil da sua vida’’. Inicialmente, a peça intencionava mexer com o imaginário masculino, defendendo que “nada pode ser tão fácil quanto a escolha pelo HB20 SPICY’’, nem mesmo apaixonar-se pela mulher ideal. A polêmica existe pelo filme começar apresentando a mulher perfeita perante a visão masculina, e a partir daí equipara a mulher a um carro perfeito – e não a trata como um ser humano.

 
MEC – SISU 2016

“E você que perder o prazo de inscrição do SISU, do Prouni e do Fies, além de perder a chance de definir o seu futuro, você vai até perder o namorado de novo. E perder o namorado de novo não dá, né?”. Até o MEC ( Ministério da Educação) já errou em uma campanha publicitária: o filme de apenas 30 segundos não agradou a população e foi considerado machista. E se a menina não quisesse fazer faculdade e optasse por ser mãe solteira em 2016, como fica MEC?

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