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Projeto incentiva alunos a irem a pé para a escola

Projeto incentiva alunos a irem a pé para a escola

Vamos de Carona a pé?

Ao andar todos os dias para a escola, Carolina Padilha, professora de um colégio na região centro de São Paulo, percebeu que havia algo de curioso:

“Eu via uma criança indo sozinha, outra com a babá, outra com os pais levando de carro, outras de van… Sendo que vamos todos para o mesmo lugar e moramos no mesmo bairro – então por que não vai todo mundo junto?”, explica Carol.

“Vivemos em um coletivo, precisamos olhar em volta com um olhar mais crítico, e por que não incluir essas crianças nesse olhar?”, completa.

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Como professora, Carolina acredita que a educação não se dá apenas dentro da sala de aula, e sim, em todos os ambientes. Por isso, o projeto beneficiaria a todos e, principalmente, ensinaria algo muito valioso para os pequenos.

Ir com essas crianças até a escola, além de garantir companhia, é uma ótima estratégia de aprendizado, pois é um momento em que todos estão atentos ao trânsito, aos carros, aos outros pedestres e, ao mesmo tempo, se divertindo com seus amigos e colegas de sala.

Após todas essas ideias, a professora mapeou todos os endereços dos alunos. Para sua surpresa, só no caminho que ela realiza todos os dias, haviam dezessete estudantes.

“Estavam indo para a escola de que jeito? De carro mesmo morando tão perto? Fizemos uma rota piloto, onde sete crianças começaram de início, mas depois essa rota foi ganhando fôlego e agora conta agora com as 17 crianças”.

O projeto, que em julho completará dois anos, cresce cada vez mais e atualmente conta com 80 crianças e 20 pais que se voluntariam e organizam-se para levar todos os estudantes ao colégio.

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Existem diversas rotas, cada uma sai de pontos e ruas diferentes do bairro Higienópolis, em São Paulo, portanto cada rota se organiza de uma forma diferente em relação aos horários.

Renata, mãe colaboradora do projeto, diz que desde o início quis participar e sempre confiou muito no projeto e nos outros pais que se revezariam para levar a sua filha de 9 anos à escola.

“Minha filha adora. Íamos nos mudar e a primeira reação dela foi de choro por que se nos mudássemos, não teria mais como participar do Carona”.

As crianças preferem até mesmo irem andando ao invés de carro. Segundo Carol, praticamente não existem casos de atraso: “As crianças entendem que elas têm um compromisso com a escola e com seus colegas de sala, que estarão lá em baixo na portaria do prédio o esperando, e que se ela atrasar, irá prejudicar todo um grupo”.

O projeto está crescendo de tal forma que conquista recursos não apenas para eles, mas sim, para toda a comunidade, como por exemplo, uma faixa de pedestres que precisa ser pintada, um semáforo que precisa ser colocado em uma rua movimentada:

“Somos apenas uma parte do bairro que está olhando para tudo, mas com enfoque na infância”.

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O Carona a Pé é totalmente gratuito, e com isso os pais não gastam para levar os filhos ao colégio. Os interessados entram em contato com a Carol e sua equipe para que possam ser encaixados em alguma rota, e que possam revezar com os demais pais organizando o trajeto.

O único custo é o kit para fazer parte, que contém a faixa para ser usada nas crianças (fica mais fácil de sinalizá-las), junto dos calendários de horários. O kit tem um valor de aproximadamente 50 reais, e é o único valor a ser gasto no projeto. Nos dias de chuva também acontece o Carona, e mesmo com a atenção na rua redobrada, as crianças se divertem.

“Para eles é uma aventura, falam que são os melhores dias”, conta Carolina.

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