Rapidez da criação de vacina russa contra o coronavírus alerta especialistas
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Rapidez da criação de vacina russa contra o coronavírus alerta especialistas

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Vacina do coronavírus
Primeira vacina contra o coronavírus é russa

Vladimir Putin anunciou nessa terça-feira (11) que a primeira vacina contra o COVID-19 foi desenvolvida em seu país. O processo de sua criação começou apenas há dois meses e alerta especialistas.

De acordo com o presidente russo, a vacina passou por todos os processos necessários para que seja produzida e distribuída em massa para a população, o que aconteceria a partir de outubro.

Para a CNN, o ex presidente da Anvisa Gonzalo Vecina Neto, é necessário calma e desconfiança com a nova vacina russa. “Os russos provavelmente estão queimando algumas etapas. Uma vacina, para ser colocada à disposição da população, tem que demonstrar que é segura. Vacina não é como um remédio que você dá a um doente, você dá para quem não tem doença. É inadmissível que cause alguma doença”, disse.

Em uma entrevista para Veja Saúde em 2018, o pediatra David Greenberg afirmou que a produção de uma nova vacina é um caminho longo. “São de 10 a 15 anos para desenvolver uma nova solução para uma doença infecciosa. É preciso primeiro saber a causa da doença, estudar a fundo o vírus ou a bactéria, entender a reação do organismo… Quando temos todas essas informações, começamos a trabalhar na vacina em si. Isso vai tomar mais alguns anos até chegar aos ensaios clínicos.”

As pesquisas para a produção de uma vacina durante essa crise humanitária e sanitária desse calibre, no entanto, está muito mais rápida do que o normal. A preocupação dos profissionais da saúde nesse momento é a manutenção das medidas de proteção e qualificação, especialmente em relação à vacina russa, uma vez que.

Conforme o diretor do Instituto Gamaleya, que desenvolveu a vacina, é possível que ela não funcione em todo mundo. Como um medicamento, pode provocar reações. Portanto, pessoas com doenças crônicas, por exemplo, deverão consultar especialistas antes.

Além da falta de transparência por parte do governo da Rússia com as pesquisas, críticos acreditam que a imunização russa foi desenvolvida tão rápido devido à pressão do Kremlin para que o país seja visto novamente como potência científica global.

A Organização Mundial de Saúde já se pronunciou cautelosa em relação à nova vacina. “Acelerar o processo não deve significar comprometer a segurança”, disse porta-voz Tarik Jasarevic.

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Por Domitilla Mariotti – Redação Fala!

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