Por que homens não tomam anticoncepcionais?
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Por que homens não tomam anticoncepcionais?

Por que homens não tomam anticoncepcionais?

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A gravidez é um “tabu” na sociedade, consequentemente, os métodos contraceptivos também. Apesar de o preservativo masculino ser o contraceptivo mais famoso, a maioria dos outros métodos é de uso feminino. Com o avanço da medicina e das tecnologias, tornou-se mais evidente que os anticoncepcionais podem ser produzidos tanto para homens quanto mulheres e traz a questão: por que homens não os utilizam?

anticoncepcionais
Entenda por que homens não tomam anticoncepcionais. | Foto: Reprodução.

O machismo sobre os anticoncepcionais

Assim como grande parte dos problemas de desigualdade de gênero, o uso de anticoncepcionais é uma das maiores problemáticas do feminismo, pois eles foram um grande marco do movimento, representando o controle da mulher sobre o próprio corpo, mas ainda assim há uma manipulação sobre o seu uso pelo machismo na sociedade. Ele representa a principal resposta da indagação do título: os homens não querem tomar anticoncepcionais.

O argumento insultante às mulheres é o essencial motivo que não permite a fabricação desses recursos; afinal, são os homens que comandam essa indústria. O poder de optar por não efetuar esses procedimentos colabora ainda mais na desigualdade de gênero nas responsabilidades sexuais.

Em contrapartida, é comprovado que os homens querem ajudar nesse processo, tornando irônica a forma como eles próprios lidam com a situação. Em suma, querem ajudar na anticoncepção, mas o machismo estruturado faz com que a mentalidade das pessoas seja afetada e os projetos de fabricação de contraceptivo masculino sejam atrasados ou cancelados muitas vezes.

Controle maior

Outro argumento diz respeito à quantidade de gametas, alegando que é de maior facilidade o controle de um óvulo do que de milhares de espermatozoides. Apesar de parecer válido, na realidade, com a tecnologia da medicina atual é mais provável criar um método de conter os espermatozoides sem prejudicar, em grande escala, sua saúde do que o contrário.

Esse argumento também não se sustenta porque um homem pode engravidar alguém durante toda sua vida, enquanto uma mulher só pode engravidar apenas nos anos entre sua primeira menstruação até a menopausa, portanto, se a intenção é não aumentar o número de gestantes, é mais fácil deter o homem e seus espermatozoides do que a mulher. A responsabilidade do homem pela gravidez é bem maior, mas nada é feito sobre sua ausência.

Durante o século passado, o anticoncepcional hormonal parecia ser inofensivo, hoje sabe-se que pode haver sérias consequências para aquelas que não o tomam corretamente. Todos os testes dos contraceptivos masculinos não foram avançados pelos efeitos colaterais, mesmo eles sendo ⅓ menos perigosos do que o anticoncepcional oral das mulheres. Isso poderia ser mudado, mas não há previsão para esse acontecimento.

Indústria farmacêutica não libera

Como já foi mencionado, o machismo estrutural influencia na não produção de anticoncepcionais masculinos e no interesse comercial do uso feminino dos contraceptivos. No entanto, essa cultura também prejudica o fato de que as indústrias se aproveitam disso e comercializam produtos extremamente caros.

Durante cinco anos uma mulher que utiliza anticoncepcional chega a usar: um DIU de cobre, um DIU hormonal, até dois implantes, 195 adesivos, 1800 pílulas anticoncepcionais, 65 anéis vaginais ou 65 injeções; sendo todas encontradas a preços por volta e, muitas vezes acima, de R$ 100, além de não possuírem total eficácia. As mulheres já precisam lidar com os custos menstruais e muitas ainda precisam contabilizar mais esse gasto, além das consequências que podem sofrer na saúde.

O fato de não educar as pessoas sobre o assunto também constrange boa parte ao falar e pesquisar sobre, até mesmo com seus ginecologistas. Infelizmente, esse fator implica em muito despreparo e gestações indesejadas.

Consulte um médico

Mesmo com uma problemática tão complicada, é importante que todos os conselhos sobre os métodos contraceptivos sejam de um médico, preferencialmente um ginecologista. Sem a devida precaução, esses métodos podem acabar com a saúde de alguém. Sempre consulte um médico previamente!

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Por Camila Lutfi – Fala! Cásper

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