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Basta abrir uma plataforma de streaming que a categoria “podcast” está na barra de busca. Para um fiel ouvinte de rádio, pode ser insólito ter a opção de selecionar conteúdos que deseja ouvir; ao mesmo tempo pode ser reconfortante eleger, pausar e avançar um episódio de podcast. 

Fato é que essa nova tecnologia auditiva está tomando os ouvidos de muitos jovens e está começando a ser reconhecida por adultos. A praticidade de ouvir um áudio a caminho do trabalho faz a magia dos podcasts ser tão encantadora. Com materiais de, em média, 20 minutos, essa invenção digital traz comodismo ao ouvinte que precisa apenas de um celular e um fone para escutar no transporte público. 

Essa praticidade atrelada ao dinamismo e mobilidade do podcast verifica a forte atuação deste na era pós-digital em que vivemos. É inegável que o globo foi pressionado a adotar novos meios de comunicação com o objetivo de fomentar a informação em um âmbito mais tecnológico com apuração de dados, formação de perfil on-line através de algoritmos e reserva na nuvem. 

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Os podcasts são muito bem quistos na atualidade. | Foto: Reprodução.

Podcast na era digital e pós-digital

Os episódios de podcasts são disponibilizados em plataformas de streaming, ou seja, aplicativos que já coletavam e organizavam a movimentação do usuário na escolha de músicas e artistas. Agora, com a chegada dos perfis de podcast, sites como Spotify, Apple Music e Deezer continuam resguardando dados, porém, dessa vez, para criar ao cliente uma página com outros episódios que sejam do interesse dele. 

A disponibilização de conteúdos on-line nada mais é do que uma vitrine na tela do celular. As plataformas de streaming passaram a ser imperativas para o usuário, isso porque este se encontra rodeado por opções de áudio que foram moldadas para o perfil dele, não conseguindo evitar a vontade de acessar um dos episódios. Portanto, a inovação dos podcasts possui uma grande influência na Transformação Digital do tempo atual, pois essa vitrine virtual configura mais uma forma de consumo camuflada de tecnologia e inovação. 

Entretanto, não é possível negar que os podcasts são trabalhos de excelência. Muitas vezes feitos por jornalistas renomados, os conteúdos podem conter diferentes temáticas. Enquanto é possível encontrar áudios sobre política e atualidade – como o podcast Café da Manhã, criado pela Folha de S. Paulo, ou o podcast Mamilos, criado pelas comunicólogas Ju Wallauer e Chris Bartis – também é possível se deparar com games, humor, astrologia e muitos outros temas. 

Naturalmente, por ser um conteúdo inserido em uma base digital com atuação de um mecanismo de computação e maior acesso aos jovens, a linguagem dos podcasts é clara e moderna, evitando palavras eruditas. Porém, mesmo que a compreensão dos episódios não seja difícil, é visível uma limitação de alcance a todos os públicos.

Vê-se nos podcasts um problema já enfrentado pelo rádio na década de 40: a falta de acessibilidade. Escutar um episódio depende, de modo direto, do uso da Internet e de um smartphone com processador que suporte plataformas de streaming, utensílios que nem todos os cidadãos possuem. De fato, criar um meio de comunicação que seja viável para todos em primeira instância não é exequível, entretanto, o baixo alcance dessa nova produção terá de logo achar um modo de atingir todas as camadas da sociedade. 

Os podcasts já são um novo apêndice do jornalismo e podem facilmente agregar informações prestigiadas. Todavia, é uma tecnologia que ainda precisará de muitas adaptações.

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Por Laura Vicaria – Fala! Cásper

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