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Paulo André Camilo e os 100 metros abaixo dos 10 segundos

Paulo André Camilo e os 100 metros abaixo dos 10 segundos


Por Heloise Pires – Fala!FIAM FAAM

 

Paulo André , 20 anos, é o nome do atleta que está entre a trindade brasileira mais cotada para alcançar o objetivo de correr os 100m na casa dos 10s.

 

Aos 20 anos, o velocista Paulo André Camilo de Oliveira vive duas realidades diferentes. Nas pistas, ele tenta quebrar um tabu histórico: correr 100m abaixo de 10s. Depois de a marca histórica de 10s06, obtida em julho pelo atleta Robson Caetano, Paulo é o favorito para superar tal feito. No resto do dia, Paulo vive os dilemas de quem acabou de sair da adolescência. Só colocou brinco quando fez 18 anos porque antes o pai não deixava, e até hoje sua mãe liga para saber onde ele anda (ou corre).

Foto: Wagner do Carmo / CBAt

 

Mas a história dele não precisa ser contada assim, de uma forma tão rápida só porque ele é um dos maiores velocistas do Brasil. Paulo é a ponta mais afiada desta trindade brasileira que vem fazendo os nossos olhos brilharem com o ouro no Mundial do ano que vem e nos jogos de Tóquio. As outras pontas do tridente são os atletas Jorge Henrique Vides e Derick Souza, que registraram as marcas de 10s08 e 10s10, respectivamente. Os três competiram no Troféu Brasil de Atletismo, em Bragança Paulista, e mandaram muito bem.

Paulo André Camilo construiu sua carreira e ainda treina em Vila Velha, no estado do Espírito Santo. Embora represente o Esporte Clube Pinheiros nos torneios, ele treina longe dos principais centros de atletismo e isso é proposital. Ele e seu pai criaram um projeto social de iniciação esportiva que procura desenvolver o esporte em um estado sem tradição e atletismo. Hoje, este projeto treina 30 crianças e é chamado “Campeões do Futuro”. Assim, Paulo começou a treinar no projeto e se tornou referência para todos dali.

Pioneiro nesta vida, teve como consequência desafios adicionais. Até um ano atrás, Paulo treinava em uma pista de terra na cidade onde tudo começou, ele sofria lesões por culpa disso. Porém agora ele corre em uma pista boa, a pista da Universidade Federal do Espírito Santo.  Vale a pena ressaltar que a equipe de três profissionais que acompanha o garoto é formada na base do companheirismo, pois eles não ganham nada e lhes faltam patrocinadores.

Neste caso, em nome da história do esporte, não podemos deixar passar batido o nome do pai do atleta, Carlos Camilo, que é um trampolim para o sucesso do filho, pois foi um velocista importante na década de 80. Embora ele tenha sido cortado dos jogos olímpicos de 1984, por culpa de uma lesão, Carlos, correu no mundial dois anos depois, ao lado de lendas como Carl Lewis.

Dentro e fora das pistas, Foguete, como era chamado na infância, fala rápido, quase atropela as palavras. Agitado, transmite boas energias e uma eletricidade de um jovem que quer tudo pra ontem. Seu nome já está na história como recordista sul americano. Agora pensa em correr na casa dos 9s, chegar a uma final olímpica em 2020 e brigar por uma medalha em 2024.

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