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Festival Path: “A importância da tecnologia na preservação amazônica”

Festival Path: “A importância da tecnologia na preservação amazônica”

Por Gabriel Ribas – Fala!Anhembi

A Floresta Amazônica é um dos ambientes de maior diversidade de fauna e flora em todo o mundo. Toda essa abundância de biodiversidade faz com que o sistema seja visado nacionalmente e internacionalmente para exploração, caça e comércio ilegal de animais silvestres.

Foi pensando na defesa dessa nossa riqueza natural que surgiu o Instituto Mamirauá. Sendo o único instituto na região da Amazônia central, ele tem fundamental importância na preservação, divulgação, pesquisas de biodiversidade e combate aos impactos que o homem causa na floresta. E esse trabalho fundamental foi apresentado na palestra Tecnologia na preservação amazônica, no segundo dia do Festival Path.

O Mamirauá fica numa imensa região de floresta de várzea (área que fica alagada durante a cheia dos rios). Após o período da cheia, a floresta se torna ainda mais fértil, pois as matérias orgânicas ficam depositadas nos sedimentos dos solos. Assim, essa inundação ajuda na renovação desse ecossistema e na valorização da biomassa.

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável tem como função o mapeamento de espécies ameaçadas de extinção para monitoramento e controle ambiental, levantamento de dados estatísticos sobre populações da fauna e preservação do habitat das espécies que vivem na área de várzea.

O Mamirauá utiliza colares de monitoramento que transmitem em tempo real a localização do animal, isso os ajuda a saber a real posição e comportamento do bicho – toda a captura e devolução é feita por profissionais qualificados e os animais não sofrem mal tratos. Todo esse trabalho é fundamental, porque ajuda o Mamirauá a avisar as pessoas sobre a aproximação de um animal selvagem, evitando assim, encontros perigosos e que, na maioria das vezes, acabam com a morte do animal pela população.

Ainda, o Instituto conseguiu quebrar o paradigma em relação ao turismo ecológico de visitação e observação das espécies, pois eles utilizam o turismo de baixo impacto, onde apenas 16 visitantes são liberados por ano para observação das espécies em seu ambiente natural. Com o dinheiro arrecadado pelo turismo, o Mamirauá investe em novos equipamentos (recarregáveis com energia solar) para a preservação da fauna, pois não possuem ajuda governamental. Esses equipamentos conseguem capturar imagens e sons dos animais que são transmitidos para a central de monitoria. Após a transmissão dos dados, os pesquisadores conseguem identificar por meio de um software as espécies que vivem em determinada área, seus predadores e a população total dos mesmos.

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