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Festival Path: A potência orgástica feminina como via de empoderamento

Festival Path: A potência orgástica feminina como via de empoderamento

Por Júlia Nagle – Fala USP!


O Fala! na palestra: A potência orgástica feminina como via de empoderamento

No último fim de semana, o Fala! acompanhou o Festival Path 2018. O festival aconteceu sábado e domingo, com palestras, oficinas e atividades em vários locais espalhados pelo bairro de Pinheiros. Parte da experiência é montar sua própria agenda e conhecer o percurso e a cidade durante o fim de semana.

A última palestra que acompanhamos foi uma das mais lotadas do evento, e essa audiência era quase totalmente feminina. Isso porque o tema divide as opiniões e interesse de muitas pessoas, principalmente homens: a potência orgástica feminina como via de empoderamento. A palestrante, Mariana Stock, abandonou sua carreira em Marketing para se formar em terapia tântrica e dedicar-se à iniciativa Prazerela, um espaço de empoderamento do prazer para mulheres.

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Durante a palestra, Mariana procurou “des-tabulizar o prazer da mulher”. Ela explica que o lugar da mulher na sociedade patriarcal em que vivemos não permite que sintamos o prazer com a potência que poderíamos. E que isso se deve a inúmeros fatores sociais, por exemplo a visão do corpo feminino como objeto, como pecador, e não-educado.

Objeto porque, como a palestrante exemplificou, nossa sociedade vê e trata a mulher como algo e não alguém, algo que deve se cobrir, se proteger, se guardar. Como exemplo do corpo pecador, a Mariana citou a origem do termo ‘boceta’: que em francês significa caixinha, era utilizado como analogia à Caixa de Pandora, para se referir à vulva. Para exemplificar o corpo não-educado, ela falou sobre o tabu da sexualidade feminina, e como mulheres são ensinadas a não expressar ou conhecer sua sexualidade. Mariana citou ainda casos de mutilação clitoriana, procedimento religioso que ocorre em muitos países africanos. Jovens na puberdade tem, sem consentimento, o clitóris mutilado em uma tentativa de impelir sua sexualidade.

A Mariana frisou que é muito importante desconstruir a relação das mulheres com seu corpo, para que a potência do prazer e do orgasmo feminino seja ampliada e libertadora para a mulher. Na casa PrazerEla, são oferecidas oficinas análogas ao tantra, criadas e organizadas pela Mariana numa tentativa de, cada vez mais, libertar o corpo feminino do tabu e expor a sexualidade da mulher de maneira benéfica e espiritual.

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