Parkour: Adrenalina em meio ao concreto
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Parkour: Adrenalina em meio ao concreto

Parkour: Adrenalina em meio ao concreto

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Os desafios e as delícias de quem tem o parkour como parte da vida.

Você pode nunca ter feito parkour, mas certamente conhece. Se não lembrar, veja se surge alguma coisa em sua mente agora: pessoas pulando entre terraços de prédios, um misto entre escalada e paisagem urbana e uma corrida de obstáculos com um toque a mais de adrenalina. Um frio na barriga só de observar!

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Parkour: Adrenalina em meio ao concreto.

Origem do parkour

Prática surgida na França com o nome de “Lé parkour“, que significa “o percurso”, o esporte busca chegar do ponto A ao ponto B vencendo os obstáculos, ao invés de desviar deles da maneira mais simples possível. Sem a utilização de nenhum equipamento, apenas o corpo como ferramenta para realizar diferentes manobras.

No Brasil, essa forma de atividade física começou a se popularizar por volta de 2004, e hoje é possível encontrar diversas academias que oferecem o treino. 

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Quem pratica o esporte

“Quando eu era criança meu sonho era ser um ninja”, conta Henrique, de 14 anos, que já pratica o parkour faz quatro anos, aprendendo sozinho a partir de aulas online. Ele conheceu o esporte, por acaso, assistindo vídeos no YouTube. Foi amor à primeira vista.

Eu era um moleque energético, gostava de subir nas coisas, então quando eu descobri o parkour, vi na hora que esse era o esporte da minha vida. 

Conta Henrique.

Não é só a paixão pela adrenalina que alimenta a prática, ao contrário: flexibilidade e condicionamento físico se mostram outros ingredientes fundamentais para o aperfeiçoamento das técnicas.

Às vezes a gente vai experimentar algumas coisas, e acaba só se jogando de cabeça na atividade… É bom ter a preocupação de fazer um preparo físico antes: correr, fazer umas flexões, ver como está a questão do alongamento. É importante pra você se conhecer e para o corpo ter um fortalecimento maior, que é necessário até pra conseguir absorver os impactos do parkour.

Explica Julio, de 34 anos, mais conhecido pelo apelido de JJ Parkour, cortesia dos mais de dez anos em que é adepto à prática.

Com os praticantes de parkour, que também recebem o nome de tracers, é assim: o esporte acaba se fundindo com a própria personalidade.

Parkour pra mim significa ter autonomia do meu próprio corpo. Eu considero um complemento do meu caráter como indivíduo conseguir ter essa consciência corporal.

completa JJ Parkour.

Parkour também é para mulheres

Parkour também é para mulheres.

Sabrina, de 37 anos, é outra que teve a vida mudada pelo esporte. Um amigo costumava convidá-la pra participar, e ela recusava por ter medo de altura. Ela foi em um treino pra experimentar e depois não quis mais largar.

O parkour me ensinou que meu corpo foi feito para se movimentar. Ele despertou dentro de mim esse amor ao movimento e à conexão entre o corpo e mente que ele proporciona.

conta Sabrina.

Quanto ao medo, Sabrina diz encará-lo com respeito, como um alerta para trabalhar mais nas coisas que despertam o sentimento. “No parkour, a gente se desafia a cada movimento”, conta.

JJ garante que o medo nunca desaparece completamente, apenas diminui, e Henrique recomenda a visualização mental das manobras como um complemento à parte física. 

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Parkour em São Paulo

Por ter nascido adaptado ao ambiente urbano, a Grande São Paulo oferece uma variedade de locais que são visitados pelos tracers querendo treinar.

Desde destinos mais genéricos como os parques Villa Lobos e Ibirapuera, até os já queridinhos de quem pratica como o parque da Estação Liberdade, o centro municipal Parkour Parque, o Largo da Memória no Vale do Anhangabaú e o Centro Cultural de São Paulo na Rua Vergueiro.

Às vezes lugares não tradicionais também são alvo dos grupos de praticantes, como conta JJ:  “Muitas vezes buscamos locais abandonados e acabamos ocupando eles com o grupo de parkour, o que torna ele até mais seguro por ficarmos por lá até tarde, todos juntos. Acabamos tendo essa interação com o ambiente, dando vida pra ele.”

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Por Ingredi Brunato – Fala!Cásper

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