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Uma Reflexão sobre Padrões

Uma Reflexão sobre Padrões

Gordinha“; “Pluz-size“; “Cheinha“; “Fofinha“. Etc, etc, etc… “Apenas adjetivos”, é o que dizem. “Auto aceitação“, é o que pregam. “Saúde importa, estética não” virou um mantra. Mas como conseguir se olhar no espelho todos os dias e mentir “você é linda“?

E mentir “você consegue”? E mentir “o tamanho da sua roupa não é importante”? E mentir para si mesma todos os dias enquanto chora durante as noites e foge de perguntas durante o dia?

Mulheres gordas

Perguntas…

“Qual o seu tamanho de roupa?”; “quanto você pesa?”; “qual a última vez que foi ao médico?”; “moça, tem maior?”.

O mundo não escraviza, ele prega a abolição. Abolição aos shorts. Abolição às regatas. Abolição aos vestidos e saias. Abolição à blusa cropped e à calça rasgada, abolição às roupas de verão e às roupas de praia. Está tudo abolido do guarda-roupas e do espelho de quem está acima dos 40 quilos.

Como comprar roupas se para entrar no maior tamanho é preciso suar? Como pegar emprestado se vive com medo de rasgar? Como viver em um mundo onde o “bonito” para uma parte é o “desnutrido” para outra? Como continuar?

“A balança é seu inimigo e o GG uma vergonha. Encolha essa barriga, sugue esse ar, prenda a circulação sanguínea, consiga se encaixar, faça como no passado e use corpetes e quebre costelas, oxigênio é supérfluo, num jeans skinny 38 você pode entrar.” (“Na verdade uso 46…”) “No 38 fica mais bonita, é a numeração das magras. Quer ficar bonita? Pare de respirar, se esforce, no 38 você consegue entrar.”

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Por Bruna Janz  – Fala! PUC



1 Comentário

  1. Vilma Balbino Poli
    3 meses ago

    Nao seu fazer como e

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