Os sonhos realmente têm significado? Sigmund Freud explica!
Menu & Busca
Os sonhos realmente têm significado? Sigmund Freud explica!

Os sonhos realmente têm significado? Sigmund Freud explica!

Home > Notícias > Urbano > Os sonhos realmente têm significado? Sigmund Freud explica!

Desde o início dos tempos, os significados dos sonhos sempre foram uma grande incógnita para os seres humanos. Algumas culturas acreditavam que, nos sonhos, surgiam mensagens do além ou profecias que prometiam esclarecer o futuro. No caso da mitologia, existe um Deus chamado Morfeu que trabalhava como mensageiro dos deuses e seus meios de comunicação eram os sonhos.

Todos esses significados eram puramente fantasiosos e filosóficos; a ciência dificilmente atribuía uma função psíquica a eles antes de Freud. Eles os consideraram como um processo físico sem qualquer significado, alguns os classificaram como “alucinações inofensivas”.

Sigmund Freud foi o primeiro a reconhecer a importância psíquica dos sonhos e sua teoria agora se mostrou correta.

Por que sonhamos?

Freud explica que a principal função do sonho é a realização psíquica de um desejo que geralmente não sabemos que temos.

O que os sonhos significam de acordo com Freud?

“A descoberta do significado dos sonhos é um processo psíquico especial, sem qualquer precedente para nosso conhecimento”, ele cita em seu livro A Interpretação dos Sonhos.

Freud explica que o sonho é um substituto do pensamento, um canal de expressão de desejos e afetos dos quais nem sempre temos consciência, e explica que existem dois tipos de conteúdos que regulam a comunicação dos sonhos:

  • O conteúdo manifesto: O que é lembrado ao despertar;
  • O conteúdo latente: O significado que o cobre.

Ao contrário de muitas crenças comuns, para Freud, eles não têm significados generalizados, cada pessoa tem uma interpretação particular dos sonhos de acordo com sua própria experiência.

sonhos
Saiba mais sobre os sonhos. | Foto: Choreograph/iStock.

Todos os sonhos têm significado?

Não, embora todos estejam relacionados ao ambiente do indivíduo, alguns são puramente situacionais. Para isso, Freud os divide em 3 tipos:

No tipo 1, os sonhos fazem sentido e são compreensíveis, podemos entender facilmente o que significam. Exemplo: fazer dieta e sonhar com um hambúrguer.

Já no tipo 2, eles são claros e coerentes, mas nos surpreendem, não sabemos realmente o que significam ou o porquê sonhamos. Isso acontece quando as ideias não são especificadas, mas todos os tipos de pensamentos são desenvolvidos pela metade. Podem ser situações engraçadas, angustiantes ou assustadoras. Ex: Sonhar com casa antiga.

Por fim, no tipo 3, eles não fazem sentido ou coerência, simplesmente são absurdos em nosso entendimento. Esses tipos de sonhos são os que realmente possuem mais matéria psíquica, pois mostram detalhes ocultos do inconsciente representados visualmente.

Por que esquecemos o que sonhamos?

Enquanto sonhamos, são criadas múltiplas ideias, às vezes inteligíveis e até surreais, que são difíceis de explicar, isso pode ser explicado como um mecanismo de disfarce de que o inconsciente tem de deixar passar algumas mensagens importantes sem ser filtrado pela consciência.

Durante o sono, a censura imposta pelo próprio indivíduo é “relaxada”,  e é quando os pensamentos e desejos inconscientes encontram e aproveitam ao máximo o canal de expressão das imagens nos sonhos. Quando uma pessoa acorda, a censura da consciência retoma sua força total e essa parece ser a razão pela qual “esquecemos” algumas partes dos sonhos. Porém, quando são muito transcendentais, costumam aparecer no pensamento “por acidente”, essas partes que decidem voltar à memória são as que mais escondem o conteúdo psicológico.

______________________________
Por Juliana Michenko – Fala! Unicesumar

Tags mais acessadas