Opinião: Os jogadores de base não respeitam mais seus clubes
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Opinião: Os jogadores de base não respeitam mais seus clubes

Opinião: Os jogadores de base não respeitam mais seus clubes

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Na manhã de ontem (30), o setorista do São Paulo, Marcelo Hazan, noticiou através do Globoesporte.com, que o atleta das categorias de base do Tricolor, Lucas Fasson notificou a diretoria são paulina com um pedido de rescisão contratual devido a um possível interesse do Barcelona no atleta.

Fasson teve seu vínculo renovado em 2017, estendido até o ano de 2021, com uma multa rescisória estabelecida em 40 milhões de euros e, obviamente, o clube exige a cobrança da multa e entrará na justiça contra o atleta.

Zagueiro da base do São Paulo
Lucas Fasson, zagueiro da base do São Paulo. | Foto: Reprodução.

Quem é Lucas Fasson?

Você, mesmo que acompanhe o futebol diariamente, muito provavelmente nunca ouviu falar em Lucas Fasson. Zagueiro de apenas 19 anos e formado no CFA Cotia, era considerado um jogador relativamente promissor, mas jamais foi considerado uma das grandes joias da base são paulina.

Antigamente, os jovens jogadores faziam o possível e o impossível para tentarem se destacar e realizarem o sonho de vestir o uniforme de suas equipes no time profissional. Aqueles que, atualmente, são considerados lendas do nosso futebol, todos tiveram passagens pelos seus clubes formadores e honraram suas camisas, mas, hoje em dia, parece que esses valores foram transformados em ganância e ingratidão.

Dificilmente veremos um jovem jogador se destacar nas categorias de base e também ter uma longa passagem, marcada por conquistas, no time profissional. Cada vez mais, os grandes times do Brasil, que um dia foram o grande sonho dos jovens, que viviam para conquistar uma oportunidade de jogar em times como São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Flamengo, Cruzeiro, agora, são apenas uma ponte entre atletas de base e o futebol europeu.

A atitude de Lucas Fasson demonstra tremenda falta de respeito, consideração e gratidão com a instituição que lhe forneceu todos os caminhos para buscar seu sonho de se tornar um jogador profissional. Logo, na primeira oportunidade, aparentemente vale virar as costas para tudo isso e forçar o clube a liberá-lo, sem que o mesmo se quer possa ganhar uma compensação financeira por uma possível venda do mesmo.

Jogadores que desvalorizaram seus clubes

Agora, vamos falar de outro exemplo… você, provavelmente, se lembra de Oscar, aquele que é conhecido por marcar o único gol da seleção brasileira na maior humilhação da história da camisa canarinho, o 7×1 contra a Alemanha na Copa de 2014. 

O ano é 2009, e Oscar era uma das grandes promessas da base do tricolor paulista, mas forçou a saída por conta de um interesse do Internacional de Porto Alegre, e deixou o São Paulo. O jogador até chegou a ter uma passagem interessante pelo Chelsea da Inglaterra, mas nunca se tornou o atleta que todos esperavam, e hoje está jogando no futebol chinês.

Diogo, Gustavo Hebling, Lucas Piazon, João Schimidt, Augusto Galván e Marquinhos Cipriano. Esses são alguns nomes de jogadores, só do São Paulo, que tiveram atitudes semelhantes as de Fasson e Oscar, e de alguma forma desvalorizaram o clube que os formou, visando apenas sua vontade de jogar na Europa, passando por cima dos interesses e direitos do São Paulo Futebol Clube.

Não preciso nem dizer que nenhum desses obteve um grande sucesso em suas carreiras. Hoje, todos estão completamente fora da elite do futebol mundial, espalhados por todo o planeta, jogando em equipes de prateleiras bem inferiores às que, um dia, os fizeram passar por cima de quem lhes deu todas as oportunidades, visando unicamente seus próprios interesses.

Esses são exemplos de atletas são paulinos que tomaram tais atitudes, pois, obviamente, não são uma regra, e ainda existem muitos atletas que valorizam a camisa que vestem, entendem e respeitam a história de seus clubes, mas isso é muito mais comum do que parece e deveria. Jogadores, assim, estão em todas as categorias de base do país, e os clubes se tornaram reféns desse tipo de atleta, em uma realidade já não tão nova, em que o funcionário é quem manda no patrão.


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Por Filipe Saochuk – Fala! PUC

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