Opinião: O ano de 2020 não é normal, o comportamento na pandemia
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Opinião: O ano de 2020 não é normal, o comportamento na pandemia

Opinião: O ano de 2020 não é normal, o comportamento na pandemia

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O Brasil enfrenta a maior crise sanitária do século, a pandemia de Covid-19, com mais de dois milhões de casos confirmados e se aproximando de 100 mil mortos em poucas semanas. Medidas de isolamento social estão ativas desde março e o desenvolvimento de uma vacina tem prazo máximo até julho do ano que vem.

Apesar disso tudo, algumas pessoas decidiram agir como se não houvesse um perigo de infecção, voltando à sua rotina diária sem se preocupar com a saúde de si mesmos e das outras pessoas. Teriam elas imunidade natural do coronavírus? Uma possível cura caso se contaminem? Entenda que, mesmo que os números de casos e mortes aumentem, as pessoas não vão se importar, porque isso já se tornou algo normal em nossas vidas.  

A notícia de um avião com 300 passageiros cair vai chocar mais pessoas que o boletim diário do número de óbitos por Covid-19. Um evento tão inusitado pode assustar a população, deixar em choque, porque não é algo rotineiro.

Claro, essa pandemia é algo inédito e está acontecendo no mundo inteiro, mas ver uma estatística sobre o número de vítimas é abstrato. Para muitos, o total nada mais é que uma estatística, não vidas humanas. Não gera empatia sobre as famílias que perderam um ente querido, que nem poderão enterrar o corpo como se deve. 

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O ano de 2020 não está sendo normal, entenda como pessoas estão se comportando durante a pandemia. | Foto: Reprodução.

Comportamento dos brasileiros em meio à pandemia

No começo dos casos no Brasil, a população estava preocupada com o vírus. Estava com a notícia da primeira morte, dos primeiros mil casos, das primeiras mil mortes. Agora, perto das 100 mil mortes, as pessoas andam despreocupadas, como, se chegaram até aqui sem contrair o vírus, provavelmente não iram contraí-lo. Se existe o Covid-19, na mente delas.

Veículos da imprensa tentam todo dia lembrar que há uma pandemia e tentam relembrar que há pessoas que estão combatendo o coronavírus e que os mortos tinham uma vida antes de falecerem. Infelizmente, o lembrete constante nas notícias sobre isso leva algumas pessoas a se refugiarem do noticiário por causa do número de tragédias. Eu compreendo muito isso, mas a ignorância não é uma benção. É por causa dela que estamos nessa situação.  

Países como Nova Zelândia, Alemanha e Coreia do Sul lidaram com a crise e a curva de contágio, e o número de mortos abaixou. Pegando esses três países, o número de casos dá menos de 300 mil, menor do que o número de casos aqui. Isso se deve porque tiveram a disciplina e foram cientes quanto à pandemia.

O Brasil teve uma liderança dividida com discursos variando de “fique em casa”, “saia com moderação” e “faça o que quiser, não é meu problema”. A falta de uma decisão concreta sobre como lidar com o problema fez com que a população interpretasse as medidas de segurança como quisesse. Use máscara, não use. Saia se for importante, saia quando quiser. Mantenha sua saúde, tome cloroquina.  

Conclusão

Sei que todos estão cansados com o cuidado e queremos voltar como era antes. Mas a situação que vivemos não pode ser a nova norma. 2020 é um ano anormal. As vítimas foram pessoas com famílias e amigos. Se isso não o fez se importar, pense na sua família e amigos. Pense se tivesse sido você que pegasse o Covid-19.  

Cada um pode ajudar com essa crise ficando em casa, ajudando seu vizinho ou a pessoa mais necessitada próxima. A notícia de uma vacina ficando pronta é o sinal de que há luz no fim do túnel e que as coisas vão voltar ao normal. Porque, sem sombra de dúvida, nada do que estamos vivendo é. 

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Por Guilherme Schanner – Fala! Mack

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