Opinião - Covid-19: Nós utilizaremos máscaras para sempre?
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Opinião – Covid-19: Nós utilizaremos máscaras para sempre?

Opinião – Covid-19: Nós utilizaremos máscaras para sempre?

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Ao completarmos um ano de pandemia da Covid-19, é possível analisar que isso que estamos vivendo não é mais uma ”fase”, como se tornou realidade há algum tempo já. Criamos novos costumes, outros olhares para o mundo, uma nova vida. Entretanto, estudos indicam que alguns desses novos hábitos higiênicos provavelmente permanecerão no ”pós-pandemia”, como lavar as mãos com frequência e limpar os produtos ao chegar do mercado, tendo em vista que passaram por diversas mãos e lugares para chegar até nós. Mas e as máscaras? Até quando elas serão necessárias? 

Máscaras no pós-pandemia

Apesar das máscaras também (possivelmente) entrarem no contexto de costumes que adotaremos após a Covid-19, como em casos de utilizá-las por um curto período de tempo ao pegar uma gripe (por exemplo), há uma falsa ideia de que, ao tomar a vacina imunizadora do coronavírus, sua eficiência no combate à pandemia é descartada, o que não é verdade. Especialistas afirmam que a máscara segue indispensável no combate à doença, e que a vacina não substitui o acessório até porque, mesmo imunizada, uma pessoa vacinada ainda pode transmitir o vírus pela população, a única diferença é que não afetaria a própria. 

É claro que o acesso a todas as vacinas é algo para celebrar, mas é importante não se cegar com a felicidade e ansiedade ao querer reviver o que conhecíamos como ”normal”.  De modo que Antônio Bandeira – diretor da sociedade brasileira de infectologia – afirmou, toda vacina implica em uma redução de transmissão, todavia, a manutenção dos combates básicos precisa ser mantida até que grande parte da população (em média 70%) seja vacinada ou atinja imunidade de rebanho. 

Ainda nesse mesmo raciocínio, é importante lembrar que praticamente todas as vacinas disponíveis necessitam de uma segunda dose e que o corpo começa a gerar anticorpos por conta da vacina após, aproximadamente, 10 dias. Logo, tudo é um processo. Não é apenas a disponibilidade da vacina no mercado, tomar unicamente a primeira dose não anula o resto, não é só vacinar o grupo de risco. É necessário tempo e dedicação. Talvez aquilo que algum dia conhecemos como ”normalidade” volte, mas ainda faltam etapas a serem concluídas. Dúvidas como: ”por quanto tempo o corpo estará protegido contra o vírus?”, ou ”as variantes ainda são um problema?” só poderão ser respondidas com um alto nível de pessoas imunizadas e com tempo para os testes. É preciso esperar. 

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As máscaras tornaram-se um hábito necessário. | Foto: Poder360.

Então, até quando usaremos?

Em suma, as previsões são de que larguemos os acessórios quando grande parte da população (ou da nação brasileira, sendo mais específica) esteja imunizada. Isto é, há uma esperança de que não vire eternamente um ”traje a rigor” obrigatório. Contudo, esse é um dos grandes problemas, já que não existe uma previsão exata para tal evento. Existem esperançosos que acreditam que até o final do ano (2021) grande parte da população esteja vacinada, mas, há especialistas que afirmam que viveremos essa crise sanitária por meses ainda, talvez anos, com prognósticos de até 2024, como o presidente do Instituto Serum, da Índia, afirmou em agosto do ano passado.

O mesmo bilionário e dono de uma empresa familiar que é uma das maiores fabricantes de vacina do mundo – com capacidade de produção de até 2 bilhões de vacinas por ano – teria dito que as empresas farmacêuticas não aumentaram sua capacidade de produção rápido o suficiente tal qual seria necessário para uma vacinação em massa em curto período de tempo. Dados como o da Federação Internacional das Indústrias Farmacêuticas mostram que: grandes laboratórios fecharam contratos para entregar vacinas anti-Covid que superam sua capacidade de produção anual, lembrando que não apenas as vacinas para o vírus em destaque serão fabricadas e estão nessas contas, como também as já existentes e necessárias.

Ao pensar em todos esses dados, onde são estimados que para imunizar todo o planeta seriam necessárias (visando que cada pessoa precisaria de duas doses de vacina) em média entre 12 e 15 bilhões de doses, estaríamos todos mais preocupados em nos livrar das quase indiferentes (nessa altura do campeonato) máscaras do que em superar verdadeiramente a pandemia que está afundando o mundo?

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Vacinas de Covid-19. | Foto: Canaltech.

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Por Sofia Carnavalli – Fala! Cásper

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