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Mudança Climática: a COP 23 e o que esperar da COP 24

Por Giovanna Campos – Fala!Cásper

 

A COP 23 (Conferência das partes) da UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) aconteceu em novembro de 2017 em Bonn, na Alemanha. A proposta inicial da edição foi cumprida: analisar propostas que farão parte de um “livro de regras” que ajudará na implementação efetiva do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas.

Com o lema “mais longe, mais rápido, juntos”, apenas o “juntos” parece ter sido efetivo nas negociações e debates. Apesar da eterna diferença entre países pobres e ricos; subdesenvolvidos e desenvolvidos; os quase 200 países presentes na conferência reafirmaram o compromisso com o acordo.

Os pontos “mais rápido e mais longe”, porém, ficaram de lado. É notável a necessidade de metas mais ambiciosas, uma vez que, segundo relatório divulgado pela ONU em outubro de 2017, mesmo se os países cumprirem 100% dos compromissos firmados, ainda faltará ⅔ para combater as mudanças climáticas – especialmente no que se refere à meta de manter o aquecimento global em até 2ºC. Ou seja, o que se tem até agora, não é está nem perto do suficiente para mudar efetivamente o rumo do planeta.

O clima de “transição” que a edição da conferência apresentou, porém, já era esperado. A discussão sobre as responsabilidades de cada país foi a pauta principal, bem como o caminho e regras que serão implementadas para a obtenção de tais metas. Nesse contexto, foi firmado o projeto Diálogo Talanoa, em que os países deverão apresentar, em 2018, os planos para reduzir as emissões domésticas e manter o aumento da temperatura do planeta abaixo dos 2ºC.

Brasil

O Brasil apresentou um discurso sobre a diminuição do desmatamento na floresta amazônica – a taxa é de 16% entre agosto de 2016 até julho de 2017. Porém, alguns atos do presidente Michel Temer desmascararam a falácia do país, que foi um grande exemplo da frase: “faça o que eu digo, mas não faça o que faço”. Ainda assim, o Brasil recebeu um reforço financeiro da Alemanha e do Reino Unido no total de R$ 420 milhões.

A caminhada antitética se completa com o prêmio “Fóssil do dia” recebido pelo Brasil por conta da medida provisória que visa reduzir impostos de exploração de gás e petróleo. “O ganhador do Fóssil de hoje é o Brasil, por propor dar às companhias de petróleo US$ 300 bilhões em subsídios”, diz o perfil da organização do prêmio no Twitter

A COP24

A próxima Conferência das Partes acontece em Katowice, na Polônia, entre os dias 3 e 14 de dezembro deste ano. Espera-se que o encontro seja capaz de fazer o que a COP23 não conseguiu: aumentar a ambição e as metas em relação às mudanças climáticas e o aumento do aquecimento global. O “livro de regras” iniciado na edição anterior deve ser finalizado.

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O Diálogo de Talanoa acontecerá em 2018 e os países apresentarão suas propostas e planos efetivos para reduzir as emissões domésticas. Assim, a produção de dióxido de carbono e formas de como diminuí-la continuarão na pauta da cúpula climática.

Outro assunto que deve vir à tona são as formas de energia renovável e quais esforços os países têm feito para implementá-las. A Polônia é grande consumidora e produtora de carvão. Mais de 80% da energia produzida no país é desta fonte não renovável. O ministro polonês do Meio Ambiente, Jan Szyszko, declarou em 2017 que fará os esforços necessários para alcançar um processo transparente de negociações de energia que esteja alinhado com o Acordo de Paris.

Segundo o site do Copernicus, um programa europeu de observação da Terra, a Polônia também quer demonstrar uma forma de neutralizar os gases de efeito estufa (GEE), de forma a equilibrar a emissão de CO2. Utilizando, para isso, o solo e as florestas.

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