Onde está Maddie? Veja tudo sobre o caso de Madeleine McCann
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Onde está Maddie? Veja tudo sobre o caso de Madeleine McCann

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A maioria das informações que constituem essa reportagem foram retiradas de matérias da época que aconteceu, artigos, dados soltados pela mídia e pela nova série do Netflix – O Desaparecimento de Madeleine McCann.

As férias perfeitas e o desaparecimento de Madeleine McCann

Kate e Gerry McCann não imaginariam que uma simples viagem de férias com a família pudesse resultar em uma grande perda. No dia 28 de abril de 2007, o casal saía de sua casa em Rothley, Inglaterra, para embarcar em um avião com seus três filhos com destino a Algarve, Portugal. 

A família estava em grupo com nove adultos e seus respectivos filhos. O local escolhido fora o resort Ocean Club, na Praia de Luz, que parecia perfeito para uma viagem em grande grupo. O local se assemelhava a uma vila de pequenos apartamentos e casas, além de contar com quatro piscinas, quadra de tênis, um clube infantil – onde os filhos do casal passavam a maioria das manhãs fazendo atividade – e o diferencial: uma creche noturna, porém o grupo da família McCann decidiu não utilizá-la quando foram jantar no restaurante do resort, o Tapas.

Um dos motivos para ter escolhido o local era a proximidade entre o restaurante e o apartamento do casal (5A), a distância entre um e o outro era de, aproximadamente, 90 metros e, segundo Gerry, dava para ver o apartamento onde as crianças dormiam da mesa onde eles ficavam. Era quase como “jantar na varanda de sua casa”.

Tudo ia extremamente bem, Kate e Gerry se divertiam e se entrosaram com outros adultos de manhã e, à noite, foram jantar no restaurante Tapas, enquanto seus filhos, Madeleine (3 anos) e os gêmeos Sean e Amelie (2 anos), interagiam com outras crianças em clubes infantis e em atividades em grupos. Porém, todo o sossego e divertimento iria se esvair em uma semana, na noite de 3 de maio de 2007, quando a Madeleine sumiria.

ocean club
Resort Ocean Club. | Foto: Reprodução.

A noite do desaparecimento, 3 de maio de 2007

Seguindo o cronograma dado por Kate durante as investigações (informações obtidas pela série especial da Netflix, O Desaparecimento de Madeleine McCann, e de reportagens e dados da época).  

  • 17h: Kate McCann busca as crianças no clube infantil e as leva para o apartamento (5A). Lá, ela começa a ler uma história para os pequenos, esses dormem em pouco tempo por estarem cansados. Nesse meio tempo, seu marido – Gerry – entra no quarto e vai se arrumar no banheiro para jantar no Tapas. Logo mais, Kate faz o mesmo. 
  • 20h30: Kate e seu marido caminham até o restaurante, deixando a porta da varanda aberta para que, como todas as outras noites, eles fossem ao quarto das crianças a cada 20 ou 30 minutos, para saberem se elas estavam bem. 
  • 21h05: Gerry vai checar as crianças pouco mais de 30 minutos depois de chegarem ao restaurante. As crianças dormem felizmente. 
  • 21h15: Horário em que Jane Tanner, amiga dos McCann, alega ter visto um homem carregando uma criança atravessando a rua perto do apartamento 5A. A fisionomia do homem descrita por Tanner foi usada para fazer um esboço sem rosto de um suspeito. A criança carregada pelo homem usava um pijama de cor clara, o que bate com a descrição do traje de Madeleine na noite de seu desaparecimento
  • 21h25: Era a vez de Kate checar, porém, Matt Oldfield – um dos pais que viajaram junto com os McCann – se ofereceu para ir. Ele entrou pela porta da varanda, contudo, não entrou no quarto das crianças. Segundo o mesmo, no quarto, havia uma luz acesa e ele ouviu um som vindo de dentro do cômodo, mas parou rapidamente. Ele não viu motivos para entrar no quarto. Acredita-se que se Oldfield tivesse entrado no quarto, ele seria a última pessoa a ver Madeleine ou pegar o seu sequestrador no ato.
  • 21h15 – 22h: Um casal irlandês com seus filhos avista um homem andando apressadamente com uma criança loira de pijamas claros em seus ombros. 
  • 22h: Kate fora checar novamente, passados quase 30 minutos da ida de Oldfield. A diferença entre as ida de Kate e a de Matt, fora o fato de que Kate se surpreendeu ao ver uma luz vinda do quarto e a porta mais aberta do que tinha se lembrado de deixar antes de sair. Ao adentrar no quarto, ela se deparou com a janela aberta e a cama de sua primogênita, Madeleine, vazia.

Em um ímpeto, ela saiu correndo até o restaurante gritando: “Alguém pegou Madeleine”. A partir desse momento, a vida do casal iria mudar bruscamente e buscas feitas pelos próprios hóspedes e funcionários do resort começariam. Cerca de 60 pessoas começaram a procurar a pequena Maddie – apelido que circulou pela imprensa -, busca que duraria até às 4h30 da madrugada junto à polícia. 

 A busca não demorou muito para se estender à praia e à área infantil, outros hóspedes pegaram seus carros e dirigiram até o norte de Algarve em busca de algo suspeito durante a madrugada e depois voltaram ao hotel. O número de colaboradores pela procura da pequena aumentou rapidamente em pouco tempo.

Investigação do caso Madeleine McCann

A investigação seguiu duas vertentes: a de sequestro e a de rapto com intuito de abusos sexuais.

Começo (3 de maio de 2007 – dia do desaparecimento de Madeleine): 

  • 22h41: GNR (Guarda Nacional Republicana, patrulha de cidade pequena) que patrulhava perto do resort é contatada. Segundo relatos, a polícia não compareceu de primeira, Gerry e um acompanhante tiveram que ir até a recepção do hotel ligar novamente para polícia exigindo sua presença. Nessa ligação, a GNR pega o sinal. 
  • 23h: GNR chegam ao Ocean Club, se juntam aos hóspedes e funcionários nas busca. 
  • 23h50: A policia jurídica fica ciente do acontecimento. Porém, o chefe da polícia local estava ocupado e mandou em seu lugar um investigador e inspetor ao local. 
  • 00h: Oficiais da polícia civil/jurídica (unidade de investigação de crimes graves, uma espécie de “FBI” de Portugal) chegam ao local. Os aeroportos são notificados do desaparecimento.

No primeiro momento, a polícia portuguesa achou que Madeleine havia saído do apartamento 5A sozinha e estaria dormindo em algum lugar na mata do resort – local onde as buscas estavam intensas. Essa informação cedida pela polícia para a mídia local não convenceu a quase ninguém.

Segundo o investigador acionado pela polícia civil, tanto a “GNR quanto a polícia civil haviam sido notificadas tardiamente e, por conta deste atraso, houve consequência: má preservação do local”. A demora de ambos os polícias, o tardio isolamento da cena do desaparecimento e a entrada de pessoas no quarto, as possíveis pistas que poderiam estar ali – digitais, fluidos, fios de cabelo e outros – eram impossíveis de se achar.

Isso se deu pela constante entrada de pessoas no apartamento 5A, portas de armários que foram abertas e fechadas, roupas que estavam espalhadas pelo quarto, assim como travesseiros e cobertas. As possíveis provas eram alteradas a cada vez que alguém entrava no quarto para ajudar.  

5 de maio de 2007 – 2 dias do desaparecimento: 

A polícia portuguesa comunica que descarta a possibilidade de que a criança tenha simplesmente sumido, revelando haver a possibilidade de um possível rapto e que eles tinham o esboço de um suspeito. 

6 de maio de 2007 – 3 dias do desaparecimento:

As autoridades dizem que tinham identificado um suspeito e acreditavam que a criança seria encontrada ainda viva. A polícia dá aos cães roupas de Madeleine para que eles investiguem com os animais ao redor do resort. E é por conta dos cachorros que a  informação de que Maddie chegou a passar por dentro de um outro apartamento antes de desaparecer é descoberta. 

7 de maio de 2007 – 4 dias do desaparecimento:

A polícia civil de Portugal se comunica com o SIS (Serviço de Informações de Segurança) para obter auxílio. O SIS entra em contato com os serviços de Informações de Segurança espanhola e inglesa. 

8 de maio de 2007 –  5 dias do desaparecimento: 

As autoridades voltam atrás em seu discurso do dia 6 de maio e dizem que não tem mais certeza sobre o estado de Madeleine. 

9 de maio de 2007 – 6 dias do desaparecimento: 

Interpol emite alerta amarelo – para anunciar pessoa desaparecida – a todos seus filiados. 

11 de maio de 2007 – 8 dias do desaparecimento: 

O local das investigações foi declarado após não obter resultados em 8 dias. 

13 de maio de 2007 – 9 dias do desaparecimento: 

A polícia portuguesa admite que nunca houve um suspeito em ‘vista’. A investigação da polícia jurídica se baseava em fotos tiradas em Algarve na época do desaparecimento de Madeleine McCann. 

14 de maio de 2007 – 10 dias do desaparecimento: 

É iniciada às investigações com base nas fotografias. 

caso Madeleine McCann
Madeleine McCann, sua marca de nascença. | Foto: Reprodução.

A polícia britânica manda representantes para ajudar a família em Portugal e especialistas chegam a Algarve para assistir às investigações de perto. Uma nota é dada pela mídia de que a polícia britânica informou as autoridades portuguesas de cerca de 130 pedófilos britânicos estiveram em Algarve nos últimos dias, antes da pequena ser raptada.

Uma explicação para isso ocorrer é o fato de que praias são atrativos para famílias com crianças pequenas, logo, esses são os lugares escolhidos para predadores sexuais infantis cometerem seus crimes, dada a facilidade de uma criança se perder em uma praia. 

Problemas com a polícia portuguesa

A polícia portuguesa sofreu duras críticas da mídia, da polícia internacional e da própria família da menina, sobre como estavam conduzindo suas investigações – que foram afetadas, na época do ocorrido, pela falta de  instalação de câmeras de segurança no país e pelo fato da população da Praia de Luz triplicar na época das investigações.

Problemas na investigação policial

Além da falta de câmeras de segurança em Portugal, outro fato que incomodou muita gente na época foi como a polícia investigou o caso. Eles o trataram como se fosse furto/assalto. O procedimento de investigação de um furto é bem mais leve e, de certo modo, supérfluo. 

Um dos inspetores do caso na época, Gonçalo Amaral, ao prestar seu testemunho ao especial do Netflix, O Desaparecimento de Madeleine McCann, alegou que : “A abordagem inicial não vou dizer que foi mal feita, mas era inadequada.”, segundo o mesmo, em Portugal o desaparecimento de uma pessoa não é considerado crime e não pode ser punido.

Se a PJ (polícia judiciária) utilizasse de uma investigação mais profunda com técnicas e procedimentos, seria tratar o ato de desaparecer como crime, o que, até os dias de hoje, não é considerado no país. 

Outra crítica destinada à polícia foi a lentidão com a qual ela lidou o caso: demorando para instalar blitz nas principais avenidas, fechamento de fronteiras e bloqueios. Além do fato de que a polícia não tinha habilidade e capacidade de lidar com um crime tão grande com uma patrulha pequena. 

Polícia versus Mídia  

Como de praxe, a mídia chegou em peso e rapidamente na frente do Ocean Club. De um dia para o outro, o que eram apenas poucos jornalistas – maioria local – se tornou em uma grande disputa por lugar de câmeras e tumultos. Jornais do mundo todo mandaram seus correspondentes para cobrir o desaparecimento em Algarve.

A cobertura do caso de Madeleine foi massiva e contou com todos os tipos de equipamento: desde helicópteros para Sky News e repórteres plantados 24h na frente do resort e da delegacia, o que não demorou muito para tornar-se um problema.

Um dos grandes empecilhos que assolou o caso foi o clima tenso que se formou entre a mídia internacional e nacional com a PJ. De um lado, a imprensa reclamava de que a polícia não fora clara sobre o que estava acontecendo e nem cedia informações necessárias. Já a PJ, afirmava que, em casos como aquele, o sigilo era algo importante.

Estávamos 24h por dia, ao vivo, e não sabíamos nada. Tudo que sabíamos era que ela estava desaparecida.

Relata Sandra Felgueiras, para o documentário sobre o caso de Madeleine da Netflix. 

Fora o fato de a mídia alegar falta de informações para apuração,  alguns veículos de notícia – em sua maioria internacionais – alegaram que os policiais estavam “perdidos” e que “não sabiam o que fazer ou como lidar com o caso”. 

Como consequência da pressão da mídia internacional, aumentou-se mais de 150 detetives nas buscas por Madeleine e começou-se a fazer blitz e revistar carros nas principais rodovias.

Para muitos, as revistas e blitz foram feitas tardiamente, após 4 dias do desaparecimento, uma vez que precisaria somente uma hora e meia para quem que estivesse com a criança sair do resort e atravessar a fronteira de carro. 

Polícia versus McCann

Kate e Gerry McCann
Kate e Gerry McCann, pais de Madeleine McCann. | Foto: Reprodução.

Dias depois das investigações, em uma entrevista cedida a uma rádio inglesa, uma amiga do casal, Jill Renwick, relatou que a última vez que conversou com Kate McCann, ela pedia ajuda, pois, não confiava na polícia portuguesa (PJ). Já se era sabido que os pais de Maddie tinham conexões com a imprensa e eles usaram isso a favor para conseguir ajuda internacional nas investigações.

Não se prolongou muito para a polícia britânica (CEOP – Comando de Exploração infantil e Proteção Online) começar a agir e pedir para, quem estivesse na quinzena do desaparecimento de Madeleine, mandasse fotos tiradas na praia ou resort com intuito de identificar algum pedófilo já fichado ou alguém que tivesse as características do raptor. 

Diferente da PJ, a autoridades britânicas tentaram ser as mais inovadoras possíveis utilizando de sua tecnologia e táticas mais avançadas. 

Suspeitos de raptar Madeleine McCann

Robert Murat

Murat morava junto com sua mãe, na casa de Liliana, esta ficava há 200 metros do apartamento 5A, e estava  ajudando como tradutor para a PJ, tornando-se a ponte entre os pais de Madeleine e a policia, quando dois jornalistas britânicos – Lori Campbell e Jon Clarke – começaram a suspeitar de seu comportamento. Segundo Clark, o comportamento de Murat era similar ao das meninas Sohan, o qual o zelador que se mostrava prestativo e pronto a ajudar nas investigações era quem havia as raptado e matado. 

No décimo dia do desaparecimento de Madeleine, após Campbell comunicar à polícia de suas suspeitas, designou-se uma equipe para vigiar sua casa, telefone e colocaram radares para escanear sua casa. No décimo primeiro dia, eles revistaram a casa de Robert Murat e o levaram para a delegacia de Portimão para dar depoimento. Logo depois, ele foi liberado por falta de provas. 

Atualmente, Murat diz que as acusações contra ele “destruíram sua vida”. 

Sergey Malinka

Sergey era morador da Praia de Luz que trabalhava com manutenção de eletrônicos e, na época das investigações, estava fazendo um site imobiliário para Robert Murat. Quando houve a revista na casa de Murat , as autoridades se depararam com computadores que revelaram a conexão entre Malinka e Murat. Em todo julgamento, ele afirmou que sua relação com o suspeito era estritamente profissional e que não o conhecia pessoalmente.

A PJ fez uma revista em seu apartamento e encontrou computadores com rastro de conteúdo pornográfico, porém, os computadores que foram detidos pela PJ não eram pertencentes a Malinka, eram computadores de seus clientes. Além disso, foi achada uma ligação de Murat para Malinka na noite do desaparecimento de Madeleine, às 23h30. Ambos não se lembram de ter feito essa ligação. 

Assim como Murat, ele sofreu acusações de jornais, majoritariamente sensacionalistas, muito se fora escrito que ele pertencia à máfia russa, que era um pedófilo e raptor. Essas alegações depois foram confirmadas falsas. 

Malinka foi libertado e não sofreu acusações por não ter provas suficientes contra ele. 

Kate e Gerry McCann

Em setembro de 2007, foi confirmado pela PJ que os pais de Madeleine haviam entrado para a lista de suspeitos. O inspetor do caso, Gonçalo de Amaral, chegou à hipótese de que Madeleine havia falecido no quarto do hotel e o casal havia encenado a cena de rapto para encobrir a morte da criança. A causa da morte poderia ter sido um excesso de medicamento. 

Muito se foi falado que os pais aplicavam anestésicos – uma vez que ambos eram médicos e levavam sedativos nas bagagens – em seus filhos para poderem sair à noite, o que poderia explicar o fato dos gêmeos não acordarem ou manifestarem qualquer comportamento estranho quando Madeleine sumiu. 

Essa teoria de que os pais haviam matado a criança tinha por base o fato de que cães treinados para detectar cheiro de sangue e fluidos reagiram no quarto do hotel e no carro alugado pelo casal. Contudo, não pode se tomar como prova, pela falta de provas forenses – não acharam mancha de sangue no carro nem no apartamento, muito menos DNA. 

Outro fator que os colocou na lista de suspeitos foi o comportamento do casal diante a situação, apresentavam-se sempre calmos e pouco emotivos desde o início do desaparecimento. Pouco tempo depois, foi revelado que eles foram instruídos a agir assim caso o sequestrador pudesse sentir prazer em ver os pais de sua vítima sofrer. 

Em 2008, após dois jornais anunciarem que os amigos de Kate e Gerry haviam feito um pacto de silêncio para que ninguém falasse sobre o caso e que ambos eram culpados pela morte da garotinha, o casal aceitou o pedido de desculpas e uma indenização dos dois veículos de notícia. 

Atualizações sobre o caso de Madeleine McCann

Segundo o jornal The Mirror, no dia 15 de junho de 2020, depois de 13 anos do desaparecimento de Madeleine, o caso se reacendeu com uma carta do promotor alemão Hans Christian Wolters. Destinada aos pais da menina, nela, ele dizia que a garota estava morta, contudo, não poderia revelar como sabia da informação. A polícia britânica, que assumiu o caso e que derrubou a linha inicial de investigação da PJ, evita confirmar a morte da menina.          

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Suspeito de ter raptado Madeleine McCann. | Foto: Reprodução.

No começo do mês de junho, a polícia alemã apresentou um novo suspeito: Christian Brückner, de 42 anos, que já fora detido por crimes sexuais. Um deles cometidos na Praia de Luz, em 2005, sua vítima foi uma idosa. Porém, não há acusações suficientes para levá-lo ao tribunal. 

Na época do desaparecimento de Madeleine, ele estava morando em Praia de Luz, há poucos quilômetros do resort, e assumiu um passado pedófilo, tendo cumprido pena por estuprar um menino de  17 anos.

Entre os dias 27 e 29 de julho, a polícia começou a revistar um terreno em Hanover, o qual Christian havia alugado no ano do desaparecimento de Madeleine. Segundo um vizinho do terreno, Brückner queria fazer um isolamento térmico de uma barraca, que tinha um pequeno porão embaixo. 

Segundo a imprensa alemã, as autoridades acharam roupas infantis em seu carro, posses de pornografia infantil e uma espécie de poço. Além de apontar as possíveis provas, a imprensa criticou a polícia alemã por ter, supostamente, em 2013, informado ao Christian que suspeitava dele, o que poderia ter dado a ele tempo suficiente para destruir provas importantes para o desfecho do caso.

Até agora, nenhuma nota foi solta de que Christian é o real culpado pelo desaparecimento de Madeleine McCann ou registro de seu corpo, caso ela estiver morta. A polícia britânica trabalha com a hipótese de tráfico infantil e exploração sexual.

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Por Maria Clara Vaiano – Fala! Cásper

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