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“Olhar Instigado” – confira uma resenha sobre o documentário

Por Fernanda Giachini – Fala! ESPM

Com essa visão, de Bruno Locuras (grafiteiro e pintor), acompanhamos o documentário Olhar Instigado, de Chico Gomes e Felipe Lion. A produção detalha a criatividade e as ações de três artistas da cidade de São Paulo, revelando como eles enxergam essa grande tela em branco.

O filme acompanha o dia a dia de Bruno, Alexandre Orion e André Monteiro, e mostra como o espaço público da cidade pode ser ocupado de formas diferentes, com conceitos e sentimentos distintos.

As imagens trazem muito mais do que o óbvio da arte – exibem de onde ela vem, qual a sua essência, a inspiração de cada artista e qual o recado que cada um quer passar com seus traços, cores, desenhos e riscos, questionando o paradigma de que pichação seria vandalismo e que apenas o grafite pode ser considerado arte.

Vemos, por exemplo, Alexandre pintando um grafite gigantesco em uma escola, com a imagem de uma criança e das casas de sua pobre vizinhança, levando arte e cor para várias pessoas que só viam aquela parede cinza todos os dias enquanto Bruno demostra a importância da pintura e do grafite na sua vida, sempre com a visão de sua mãe, que não o apoia nessas ações por medo das consequências.

O documentário foi lançado em um momento em que o assunto esteve em pauta, tendo em vista o projeto São Paulo Cidade Linda, do prefeito João Dória, que pintou de cinza diversas paredes antes grafitadas no corredor da Avenida 23 de Maio e em entre outros locais.

Este é o primeiro trabalho de direção de Chico Mendes e Felipe Lion. A ideia principal da produção foi mostrar como o paulistano, que mora na maior cidade da América Latina, cheia de trânsito e sem tempo para nada, ainda pode viver a arte e cultura de rua.

O documentário Olhar Instigado traz para os amantes de grafite uma visão mais pessoal de cada artista e todos os perigos que eles enfrentam para poder colocar sua arte à vista e expor suas opiniões nas paredes da cidade.

Confira o trailer

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