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Por que os brasileiros ainda não conhecem a ozonioterapia?

Por que os brasileiros ainda não conhecem a ozonioterapia?

Por Clara Peduto Pecoraro Feleto – Fala!PUC

Em vários países desenvolvidos, como a Alemanha e Estados Unidos, é praticada um tipo de medicina alternativa chamada ozonioterapia. A técnica não é nova, tendo sido utilizada desde a 1º Guerra Mundial por médicos que cuidavam dos soldados feridos, que consideravam a maneira mais confiável de tratar possíveis complicações de saúde, conforme já publicado na revista THE LANCET, nos anos 1916 e 1917.

A ozonioterapia consiste na aplicação do oxigênio e ozônio medicinal no corpo humano ou animal. A inserção da substância pode ser realizada de várias maneiras. De acordo com Maria Emília Gadelha Serra, presidente da Associação Brasileira de Ozonioterapia (ABOZ), “injeção subcutânea, água e óleo ozonizados, sauna e bolsa plástica são as principais formas de uso”. As sessões regulam alterações do humor, de sono, auxiliam no controle de inflamações, aceleram o processo de cicatrização favorecendo a oxigenação e regeneração dos tecidos e também destroem paredes bacterianas, ou seja, impedem a reprodução desses microorganismos.

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Com exceção dos que possuem a deficiência G6PD, a terapia é indicada para quem tem doenças desde hérnia de disco, úlceras e inflamações crônicas à queimaduras, herpes, problemas circulatórios e baixa imunidade. Visto ser recomendada até para auxiliar no tratamento de câncer e depressão, já que as substâncias ajudam a promover sensação de bem estar e eliminar o stress oxidativo (excesso de radicais livres), é no mínimo questionável o fato de ainda não ser aceita no Brasil. Não é novidade, entretanto, que o país deve no quesito sistema de saúde. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil se encontra em 125º lugar.

Conselho Federal de Medicina (CFM) não reconhece a técnica, tratando-a como um procedimento experimental, fazendo com que médicos não a receitem e permaneçam batalhando contra a sua regulamentação com o argumento de que não há pesquisas suficientes sobre a segurança e eficácia do método alternativo. Entretanto, muitos artigos científicos feitos no exterior provam o contrário. Um deles é o Scientific and Medical aspects of Ozone Therapy, escrito pelo italiano Velio Alvaro Bocci. Além disso, aproximadamente 15.000 médicos utilizam esse método na Europa.

Na maioria das vezes, a tática elimina a causa da doença. Ao contrário de alguns remédios, o tratamento não é eterno. Ou seja, talvez não exista, por parte do órgão CFM, interesse econômico de patentear a ozonioterapia.

É agonizante pensar que o país não progride em razão de interesses políticos e econômicos e, mais que isso, acabam se sobrepondo a saúde da população. Enquanto isso, a indústria farmacêutica se torna, na verdade, a indústria do lucro. Indústria essa que investe mais na doença do que na cura.

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