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O mercado informal em ascensão nos setores de trabalho

O mercado informal em ascensão nos setores de trabalho


Nos últimos anos, com os altos índices de desemprego, um novo setor econômico vem crescendo e atraindo muitos brasileiros, o trabalho informal.  Trabalhadores informais são aqueles que não possuem registro na carteira.  Dados levantados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) apontam 2018 com o maior número de pessoas trabalhando sem carteira assinada desde 2012. A pesquisa mostra que de 91,8 milhões de trabalhadores ocupados no ano passado, 32,9 milhões não tinham carteira assinada.

O mercado de trabalho vem sofrendo uma profunda mudança, a tecnologia vem ocupando os espaços de trabalho, as empresas investindo na terceirização e exigindo maior qualificação. Esses fatores, ligados a crise econômica, são os responsáveis pelo alto nível de desemprego, que hoje, atinge cerca de 13 milhões de brasileiros. O aumento de trabalhadores informais é resultado desse cenário de desemprego no Brasil.

Esse setor se resume basicamente ao comércio nas ruas, pequenos negócios sem registro e bicos. São os ambulantes, lavadores de carro, catadores de papelão. Além de eletricistas, encanadores e domésticas sem registros. É um mercado amplo, que tem sido fonte de renda para milhões de pessoas e que está em ascensão principalmente nas grandes cidades.

Comércio ambulante no centro de São Paulo.

 Muitos desses trabalhadores gostariam de estar trabalhando formalmente, mas em consequência da falta de vagas ou pouca qualificação, acabam no setor informal para ter uma renda. Eles se enquadram naquilo que o IBGE denomina como desemprego oculto por desalento. São trabalhadores que não buscam mais emprego porque estão fazendo isso há um, dois anos, e acabaram desistindo.

Para buscar emprego é preciso ter dinheiro para condução, para alimentação, e essas pessoas não têm. Por isso optam pelo mercado informal. Outros, se enquadram na categoria de desemprego oculto pelo trabalho precário. São aqueles que fazem bicos para sobreviver, mas que continuam buscando serviços formais.

 Embora os empregos informais sejam a única fonte de rendimentos para muitos trabalhadores, eles são desvantajosos, pois  além de não gerarem uma renda fixa, não os permitem usufruir dos benefícios que lhes são de direito, como vale-refeição, vale-transporte, FGTS, direito à licença maternidade, auxílio do governo em caso de desemprego. Para o poder público, esse setor também não é vantajoso, pois significa menos arrecadações para os cofres públicos.

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Por Isabella Candido da Silva – Fala! PUC

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