O legado de J.R.R. Tolkien na cultura e sua literatura fantástica
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O legado de J.R.R. Tolkien na cultura e sua literatura fantástica

O legado de J.R.R. Tolkien na cultura e sua literatura fantástica

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Não é exagero dizer que J.R.R. Tolkien é a maior referência para a literatura fantástica. Além de suas obras terem atraído milhares de fãs pelo o mundo inteiro, também é a base para toda a fantasia moderna, seja pela a história de aventura em um mundo mágico, a presença de seres encantados, como elfos e anões, ou pela sutileza poética em sua narrativa. 

A obra mais reconhecida de Tolkien, O Senhor dos Anéis, conta a história de Frodo Bolseiro, um hobbit que recebeu a missão de destruir o Um Anel para derrotar Sauron, o Senhor do Escuro. Ao longo de sua jornada, Frodo e seus amigos passam por perigos e desafios até a conclusão da aventura.

Esse tipo de história inspirou na criação de muitas outras desse gênero, como a saga de Harry Potter, de J.K. Rowling, ou As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin. Embora a narrativa de cada um seja distinta, ambas contêm em seus respectivos mundos os aspectos de magia e de aventura. A própria autora J.K. Rowling afirmou isso:  

Penso que, se deixarmos de lado o fato de que os livros falam de dragões, varinhas mágicas e magos, os livros de Harry Potter são muito diferentes, especialmente no tom. Tolkien criou toda uma mitologia. Não penso que alguém possa dizer que eu tenha feito isso.

J.R.R. Tolkien
J.R.R. Tolkien é uma referência na literatura fantástica. | Foto: Reprodução.

J.R.R. Tolkien e sua escrita

Apesar de Tolkien ter “criado” a literatura fantástica, o foco da narrativa pode variar com o escritor. No mundo de Senhor dos Anéis, segue a ideia de que o mal pode ser vencido pelo bem e nas ações de bondade e amor das pessoas. A magia está em todo o canto e diferentes criaturas fantásticas, como elfos, anões e hobbits, representam aspectos únicos de nossa própria humanidade.

Em As Crônicas de Gelo e Fogo, a narrativa foca na crueldade humana e no mal que as pessoas podem fazer umas com as outras. A magia que existia nesse mundo foi esquecida e é raramente vista, já sendo caracterizada como um “ideal” de uma época passada.

O que é comum entre essas duas histórias é o detalhamento e a complexidade criada pelos escritores para criar um mundo novo e diferente do nosso. O que deixa esses “mundos” interessantes para o leitor é a maneira do autor de abordar também temas da nossa realidade e fazer analogias para que a experiência tenha uma relação mais concreta, como se essa realidade estivesse muito próxima com a nossa.

Reflexos do escritor na cultura

Vale dizer que a Mitologia Tolkien tenha também influenciado na criação de um novo gênero de jogos de tabuleiro, RPG (Role Playing Game). O primeiro RPG, Dungeon and Dragons, foi uma forma de interagir com essa realidade e na criação de novas aventuras pelos jogadores.

Com o passar do tempo, os RPGs chegaram para os videogames, se tornando a categoria mais prestigiada entre gamers. A imersão em um ambiente fantástico combinada com o potencial de grande interação por parte do jogador resulta em uma das melhores experiências que um game pode prover. Não é à toa que jogos como Elders Scrolls V: Skyrim e Witcher 3: Wild Hunt sejam considerados dentre os melhores já produzidos. 

Até mesmo o movimento rock’n’roll se inspirou no Tolkien. Led Zeppelin fez várias referências aos livros. Na canção Ramble on, Robert Plant canta sobre sua uma mulher que “conhecera em Mordor”, que fora roubada por Gollum. Há referências também em Misty Mountain Hop e The Battle of Evermore

O legado de J.R.R. Tolkien está presente em todas as áreas da cultura e irá inspirar muitas pessoas a interagirem mais e mais com o mundo que ele criou. Porque, de certa maneira, nos sentimos refletidos nas aventuras que lemos e imaginamos em nossas mentes. 

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Por Guilherme Schanner – Fala! Mack

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