O impacto no mercado do turismo com a pandemia
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O impacto no mercado do turismo com a pandemia

O impacto no mercado do turismo com a pandemia

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O mundo não é mais o mesmo. Desde a chegada da pandemia do novo coronavírus, o planeta vem passando por diversas adaptações, as quais podem ser positivas ou negativas, com o objetivo de conter o avanço da doença. Dessa forma, diversos setores econômicos sofreram mudanças, sendo o turismo um dos quais foi exposto a maiores impactos. Isso ocorreu pois é uma área majoritariamente social, seja na hospedagem, no lazer, no transporte ou na venda de pacotes e passagens.

Assim, com as medidas de isolamento aplicadas ao redor do mundo, houve grandes prejuízos para aqueles que trabalhavam com viagens, fazendo com que muitos buscassem por alternativas para manterem-se no mercado. Portanto, irei apresentar algumas dessas opções, além de alguns prejuízos sofridos por aqueles em contato com a área de turismo.

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O mercado do turismo sofreu diversos entraves com a pandemia. | Foto: Divulgação/ Senac-RS.

Impacto da pandemia no turismo

Primeiramente, é importante ressaltar que, mesmo o setor sofrendo de prejuízo geral, os impactos em cada nação são muito variados, por existirem diferentes níveis de dependência econômica. Por exemplo, em países como a República das Maldivas e Aruba, em 2019, ambas possuíram 32% de seu produto interno bruto (PIB) advindo da atividade turística, enquanto em locais como os Estados Unidos tal número corresponde a apenas 2,6%. Porém, mesmo com pesos diferentes, todas as nacionalidades vêm sofrendo as consequências da pandemia em seus mercados de viagens. Vamos ver algumas delas?

1- Desemprego

Como mencionado anteriormente, por ser um campo voltado principalmente para interações sociais, as atividades turísticas foram fortemente prejudicadas. Hotéis diminuíram seu funcionamento, passagens foram adiadas, pontos turísticos fechados, a compra de pacotes de viagens diminuiu e, junto com todas essas mudanças, veio o desemprego. Isso ocorre por não ser mais necessário ou possível uma interação social presencial, pelo menos por agora, fazendo com que haja uma onda de demissão em massa.

Um exemplo é o caso da cidade de Joinville, em Santa Catarina. De acordo com uma pesquisa realizada pela Univille, a maioria expressiva de empresas da cidade que está ligada à área de eventos e turismo contabilizou queda significativa no faturamento. A pesquisa também revelou que “52,9% demitiram ou devem demitir seus trabalhadores por perda de receita e 45,2% recorreram a medidas para preservação do emprego, como a MP 936, que permite a redução de jornada e de salário”.

2- Fim de pequenos negócios 

Mesmo com a crise mundial, as grandes empresas internacionais não foram afetadas de forma tão de negativa por possuírem maior destaque nas nações, fazendo com que recebam maior auxílio nacional para manterem-se economicamente estáveis. Porém, isso não ocorre com pequenos negócios como as empresas de transporte rodoviário, as quais são majoritariamente nacionais e radicalmente impactadas pela interrupção dos fluxos de viajantes em geral.

Obviamente, isso é socialmente inaceitável, considerando-se, por exemplo, no caso brasileiro, a importância local e regional que tem os pequenos negócios, tanto no que se refere à geração de empregos como para os consumidores desses serviços, pois, ao existir a diminuição da concorrência, o controle concentra-se nas mãos de poucos grupos.

3- Reinvenção virtual

A principal adaptação mundial gerada pela pandemia é a substituição de atividades presenciais por virtuais, com o objetivo de evitar aglomerações. Isso não foi diferente na parte turística, com a instalação de aplicativos e sites, mesmo a compra digital sendo pouco personalizada e cheia de dificuldades.

Por outro lado, as compras on-line reduzem custos, por muitas empresas estarem realizando promoções, e trazem maior conforto ao cliente. Além disso, mesmo que no momento de agendar uma viagem as indicações de amigos ainda sejam prioridade, a pesquisa on-line para encontrar experiências, destinos e acomodações vem sendo fundamental. 

4- Viagens mais restritivas 

Mesmo com altas nos números de mortos mundialmente, a oportunidade de viajar ainda é considerada por muitos, principalmente com a mudança do serviço presencial para o home office. Dessa forma, tem sido realizadas viagens mais restritivas, com menor duração de tempo, em localidades mais próximas da residência dos indivíduos, evitando o uso de transportes públicos. Além disso, hotéis e pontos turísticos locais já vêm adaptando-se para a retomada de suas atividades, seguindo as normas de segurança contra o coronavírus, com todas as medidas necessárias. É o caso de locais como Disney World, Coliseu e Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. 

Dessa forma, pode-se perceber as consequências radicais enfrentadas por aqueles ligados ao setor turístico no ano de 2020, como forma de reação à pandemia da Covid-19. Porém, é de esperar-se que, quando esta etapa for superada, o mercado de viagens esteja mais forte do que nunca!

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Por Lorena Lindenberg – Fala! Cásper

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