O consumo desenfreado do fast fashion e suas armadilhas
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O consumo desenfreado do fast fashion e suas armadilhas

O consumo desenfreado do fast fashion e suas armadilhas

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Entenda os impactos por trás das roupas que compramos

Com a demanda cada vez mais veloz da indústria da moda, o conceito de Fast Fashion surge na década de 70, como estratégia para continuar produzindo roupas a custo baixo.

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Lixo produzido pelo descarte de roupas. | Foto: Reprodução.

O termo traduzido ao pé da letra significa “moda rápida” ou instantânea – que é quase a mesma ideia dos fast-foods, pagar menos por um produto de uso imediato. Exemplos de lojas com essa ideologia são Renner, Marisa, Zara, Riachuelo, Forever 21, C&A e Pernambucanas.

Mas, afinal, por que as fast fashions são tão ruins?

Para continuar produzindo muito, suprir a grande demanda e disputa pela melhor oferta, a indústria têxtil começou a fabricar em países da Ásia, onde a mão de obra é barata – sem direitos trabalhistas, em condições precárias e subumanas.

Os impactos sociais não param por aí: muitas vezes, essas pessoas são obrigadas a trabalhar de 14 a 16 horas, 7 dias por semana, ganhando apenas 3 dólares por dia, para cumprir o prazo de entrega de uma marca.

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Quanto mais compramos fast fashion, mais lixo produzimos. | Foto: Reprodução.

As peças fabricadas em grande escala e em menor tempo dão uma falsa ideia de economia, pois são roupas de baixa qualidade e feitas para não durar. Logo, quanto mais se compra em fast fashions, mais descartes são feitos – torna-se um ciclo: comprar, usar e descartar.

A indústria da moda é a segunda mais poluente do mundo: só no Brasil, são produzidas 12 toneladas de resíduos têxteis por dia. No processo de corte e costura de uma peça, os retalhos de tecido são todos descartados.

Outro impacto ambiental causado pela fabricação de roupas, é o gasto com água: Em média, são gastos 2.720 litros de água para a produção de apenas uma camiseta. Para uma calça jeans, são gastos 4 mil litros de água. Além disso, o processo de tingimento das peças é responsável por 20% da poluição da água potável.

A produção acelerada de peças de vestuário é responsável também por até 10% de emissão de CO2. Isso acontece porque alguns tecidos são derivados de combustíveis fósseis, aumentando a emissão de gases tóxicos no planeta. 

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O fast fashion incentiva o trabalho análogo à escravidão. | Foto: Reprodução.

Como podemos ajudar a mudar isso?

Você, provavelmente, acha que para ajudar em um mundo mais sustentável é necessário muito dinheiro para consumir de lojas mais caras, mas existem diversas maneiras de “fugir” das fast fashions, listamos algumas abaixo:

  • Comprar em brechós – geralmente existem produtos de alta qualidade com um preço muito mais acessível e justo. E são peças únicas! Só você vai ter;
  • Evitar compras desnecessárias. Você realmente precisa disso? Essa peça combina com as que já tem no seu guarda roupa? Essa peça será usada para uma ocasião específica e você usará depois? Essas perguntas são importantes, assim, você evita gastar dinheiro à toa e acaba utilizando suas peças por mais tempo;
  • Faça um bazar de trocas com seus amigos e familiares – evite jogar roupas que não usa mais no lixo.
  • Doe para instituições de caridade – as peças que você descartaria, servirão para outras pessoas.

Comprar de fast fashions é uma zona de conforto – lógico, são várias opções, com preços que parecem acessíveis, mas com peças que, na verdade, são descartáveis. Sair dessa zona de conforto não é cômodo, mas, sim, necessário. Antes de decidir comprar, pense em como as peças foram feitas e por quem. E aí, vamos juntos pela causa?

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Por Renata Carvalho – Fala! Anhembi

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