O consumo de carne animal: a alimentação que dilacera vidas
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O consumo de carne animal: a alimentação que dilacera vidas

O consumo de carne animal: a alimentação que dilacera vidas

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Algum dia você já parou para pensar no porquê comemos carne animal e em como isso foi tão enraizado pela nossa cultura? E como conseguimos nos alimentar de algo que provém de dor, sofrimento e opressão, sem sequer pensarmos nesse cenário no momento de nossas refeições?

carne animal
Exemplos de carne animal. | Foto: Reprodução.

O consumo de carne animal

O consumo de carne animal teve início entre 1 milhão a 500 mil anos atrás. Hominídeos utilizavam da carne vermelha para alimentação, partindo de sobras de carcaças sem a utilização de fogo, criando um elo com os animais para saciar a fome. Após muitos anos, com o descobrimento do fogo e o início das primeiras civilizações, a carne animal começou a ser comercializada, cada vez mais sendo vista como um produto. Os animais se sentiam seguros na companhia do homem e dessa forma o processo de criação e abatedouro foi resultando em uma reprodução assistida.

Atualmente, consumir carne é uma ação pouco pensada, ao passo que já se solidificou a ideia de ver o animal como um alimento ou como um produto. Dessa forma, infelizmente, não há uma saída tão efetiva (pensando em parâmetro mundial) para esse problema, já que a maioria dos indivíduos têm essa visão sobre os animais.

Diariamente, são utilizadas milhões de toneladas de carne para consumo pelos seres humanos, fazendo com que a morte de bois, porcos e outros animais se torne cada vez mais frequente. Isso se dá devido ao padrão de alimentação existente no cotidiano dos indivíduos que, muitas vezes, não se veem com tempo, vontade ou até mesmo incentivo em parar de consumir. Alguns acreditam também na necessidade em se alimentar para manter uma vida digna e saudável, deixando muitas vezes de lado os legumes, verduras e outros alimentos ricos em proteínas.

Especismo e senciência

A ideia de consumir um ser que tenha passado por um processo doloroso, se constrói pelo o que chamamos de Especismo. O termo define-se como “preconceito contra seres de outras espécies que não a humana, dando o direito de explorar, matar e escravizar os mesmos por considerá-los inferiores”.  Assim, devido à naturalização na ingestão de carne animal, inconscientemente nos alimentamos cada vez mais de cadáveres, enxergando essas espécies como produtos do mercado, fazendo com que seus interesses se tornem secundários ou até mesmo ignorados.

Um ser senciente é aquele que tem a habilidade de avaliar as ações dos outros, juntamente com a sua, estimando o risco, demonstrando alguns sentimentos e tendo um grau de consciência. Assim, se olharmos para os animais como produtos e alimentos, estamos posicionando-os em um local externo ausente de consciência e merecimento de vida. Assim, a instrumentalização animal se dá por uma postura dualista de os objetificar e maltratar, enquanto também são seres sencientes e, assim, se constituem de consciência.

veganismo
Propaganda de leite com a ilustração do animal feliz. | Foto: Reprodução.

Ao passo em que vamos entendendo sobre o assunto, podemos concluir que os animais são instrumentalizados para a gula e para o prazer, colocando-os em uma posição de opressão perante a indústria e o consumo exacerbado. Além disso, a imagem que se passa nas embalagens e nos comerciais não retrata a realidade violenta e cruel desses animais.

Se formos analisar minuciosamente cada objeto, o porco está sempre feliz naquele pacote de bacons, a vaca super contente por você se deliciar com o leite dela e o frango mostrando seu corpo sarado no invólucro de carne. Esse cenário só acentua a distorção que a indústria faz da situação para suavizar o processo de matança. E nos enganar.

De longe, parar de consumir carne animal é um desafio, pois a sociedade como um todo foi ensinada a se alimentar dessa forma, mas não é saudável desconhecer todo esse horror por trás de nossas refeições. 

Assim, é de extrema importância utilizar-se da Ética Animal e entender que todos nós merecemos um espaço adequado no mundo, sem dor, sofrimento e sem fins preestabelecidos. É necessário amar, cuidar e entender, sem se alimentar de um enquanto se dá carinho para o outro.

Referências

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Por Giulia Freitas – Fala! Cásper

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