Nova nota de R$ 200 traz falta de acessibilidade para cegos
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Nova nota de R$ 200 traz falta de acessibilidade para cegos

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Para Organização Nacional dos Cegos do Brasil (ONCB), a marca tátil não é o suficiente para diferenciar as notas

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Notas. | Foto: Banco Central do Brasil.

O tamanho da nota de R$ 200 é igual a da nota de R$ 20, dificultando aos deficientes visuais o reconhecimento fácil de qual nota eles estão pegando.

Nota de R$ 200 e o problema da acessibilidade para cegos

O Banco Central do Brasil divulgou, neste mês, a nota de R$ 200, sendo a sétima cédula monetária do país. A nota foi introduzida no sistema econômico devido a maior circulação de dinheiro em espécie.

Segundo o Banco Central, a circulação aproximada de dinheiro vivo era de R$ 260 bilhões no final de março. Em 17 de agosto, esse valor já era de R$ 350 bilhões.

O formato da nova nota é idêntico ao da cédula de R$ 20 (14,2 cm x 6,5 cm). A escolha desse formato acaba dificultando o reconhecimento para deficientes visuais. O Banco Central explica que a escolha do novo tamanho foi feita para agilizar o processo de disponibilização em caixas eletrônicos e demais equipamentos automáticos que aceitam e dispensam cédulas.

A Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB) alega “retrocesso social sem precedentes, passível de denúncia nos organismos internacionais”, na adesão desse novo tamanho. A organização, junto a outras entidades ligadas ao tema da deficiência visual, participaram diretamente na conquista dessa diferenciação dos tamanhos das cédulas monetárias.

Em manifesto público, a ONCB aponta como a diferenciação facilita a identificação das cédulas e sem esse mecanismo “o Estado diminui a autonomia de quase 7 milhões de brasileiros cegos ou com baixa visão nas transações financeiras”.

O Banco Central, em resposta ao Fala! Universidades, aponta que a nova nota de R$ 200 têm marcas táteis para facilitar a diferenciação. No entanto, para a ONCB, só esse recurso não basta, ela pode, sim, servir como um complemento.

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Recursos de identificação da nota de R$ 200, onde é possível ver marca tátil. | Foto: Banco Central do Brasil.

Para o deficiente visual Diniz Candido, ele sempre identificou as notas pelo tamanho e a marca tátil se desgasta com o tempo. “A marca tátil, no caso das cédulas novas, é quase imperceptível ao tato. No dinheiro desgastado pelo tempo de uso, então, o relevo simplesmente não existe”, explica Diniz.

O Banco Central infelizmente não pensou nisso e precisa nos ouvir.

Afirma Diniz.

A Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB) encaminhou um ofício ao Banco Central, ao Ministério da Justiça e a deputados e senadores, exigindo as providências necessárias para a reparação deste erro. 

Tanto a população de cegos no Brasil como a ONCB esperam que o Banco Central do Brasil faça a correção desse problema, visando maior acessibilidade.

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Por Thalisson Luan – Fala! PUC

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