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100 anos de Nelson Mandela: uma reflexão

100 anos de Nelson Mandela: uma reflexão

Por Elnatã Queiroz – Fala!Anhembi

Gostaríamos de ser legais como norte americanos ou europeus, não é? Vivemos para eles, por eles e tentando sê-los. Eu, se pudesse, seria da África do Sul – é até um bom roteiro para intercâmbio, procurado por poucos, mas minha próxima viagem será para lá, já que o imperialismo estadunidense e os resquícios do britânico nos obrigam a estudar inglês para ter uma boa carreira profissional em comunicação.

Foto: Pinterest

 

Queria ser sul africano porque lá nasceu um dos meus maiores ídolos, um Nobel da Paz, valente, guerreiro, Mandiba (grande pai, paizão – e que pai, baita pai). Nelson Rolihlahla Mandela nasceu em 18 de julho de 1918, e exatamente hoje faz um século que tivemos a sorte de receber aquele ser iluminado. Mandela foi o primeiro presidente negro da África do Sul (entre 1994 e 1999),  que mesmo sendo um país africano ainda era dominado pela elite branca que invadiu e se instalou naquele território, causando dores imensuráveis àquele povo.

 

Em 1993, Mandela e seu antecessor, Frederick de Klerk, ganharam o Prêmio Nobel da Paz por contribuírem com o fim do regime racista. (Foto: Divulgação)

 

O regime do apartheid, por exemplo, era pautado pela le: negros eram oficialmente inferiores, tinham que ser submissos aos brancos. Mandiba ficou quase três décadas preso por se revoltar, era um rebelde, grande rebelde.

Nenhum herói é vitalício como as intermináveis figuras da Marvel, com a visão eurocêntrica, que começamos a derrubar, um exemplo disto é o filme “Pantera Negra” – embora tenha caído no modo norte americano de existir (para vender – o sonho americano vende), trouxe uma nova proposta; rentável, muito rentável nos dias atuais.

Apesar de representarem quase 90% da população, os negros e mestiços sul africanos eram obrigados a viver como seres de segunda classe. (Foto: Elliott Erwitt)

 

Mandela nos deixou há cinco anos, em 05 de dezembro de 2013, mas sua missão foi concluída com sucesso, ele tornou o mundo mais bonito e melhor, um legado para o seu povo, um orgulho para a nação negra mundial. Que o exemplo nos faça lembrar: chegamos aqui porque houve luta, não nos rebaixemos, continuemos a saga de homens como Mandela, não aceitaram as coisas como eram – nocivas ao coletivo – entregam suas vidas e tempo para mudar o jogo e fazer deste lugar “a better place to live equality ever”.

Estátua de 9 metros em homenagem a Nelson Mandela, localizada na sede do governo sul africano, inaugurada em 16 de dezembro de 2013 (é uma das centenas de referências pelo país). Os braços abertos remetem à conciliação pregada pelo líder durante sua vida política. (Foto: Foto: Matt Dunham/AP)

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