Música ajuda no tratamento de pessoas com Alzheimer
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Música ajuda no tratamento de pessoas com Alzheimer

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Você sabia que a música ajuda no tratamento de pessoas com Alzheimer?

O mal de Alzheimer é uma doença progressiva que destrói a memória e outras funções mentais importantes. Não tem cura, mas existem tratamentos que exercitam o cérebro, e a música é um deles.

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Bailarina com Alzheimer recorda coreografia ao ouvir música. | Foto: Reprodução.

O Alzheimer se dá por um problema no cérebro relacionado ao processamento de proteínas, por algum motivo essas proteínas não são liberadas de forma devida e ficam entre os neurônios. Assim, os neurônios param de funcionar e a pessoa começa a perder a memória.

Uma pessoa diagnosticada com Alzheimer vai perdendo aos poucos a sua capacidade mental. Começa com esquecimentos comuns, como “onde guardei tal coisa?”, “será que tranquei o portão ao sair de casa?”, e, com o passar do tempo, vai ficando cada mais dependente de outra pessoa.

Quais são as fases do Alzheimer?

 A doença possuí três fases:

  • Inicial: onde o paciente encontra dificuldades para encontrar palavras, fica desorientado no tempo e no espaço e com dificuldades para tomar decisões.
  • Intermediário: Nessa fase são comuns dificuldades mais evidentes no dia a dia, com esquecimento de coisas mais marcantes, nomes das pessoas próximas, dificuldade com higiene pessoal, autocuidados, alucinações e alterações de comportamento.
  • Avançado (terminal): Aqui o paciente não consegue mais se alimentar sozinho, apresenta incontinência urinaria, fecal e comportamento inadequado intensificado. A doença também pode progredir ainda com dificuldades motoras, sendo necessário auxílio para caminhar ou, até mesmo, ficar acamado.

As fases podem progredir entre 8 a 12 e ambas necessitam de muito carinho e paciência, pois o paciente sente tudo que se passa a sua volta, porém não consegue se expressar do modo que gostaria.

Mas como a música pode ajudar nesse processo?

Quem nunca ouviu uma música e lembrou de algo ou reviveu um momento esquecido do passado? A música tem esse poder com a gente e, para uma pessoa com Alzheimer, não é diferente. A utilização da música como terapia complementar no tratamento tem se mostrado ser uma ferramenta bastante eficaz, ela não apenas melhora a função cognitiva e o resgate de memória como também um estímulo ao convívio social e às mudanças comportamentais. Além de produzir sensação de bem-estar.

Isso acontece porque a música exercita diversas partes do cérebro ao mesmo tempo, o que também ajuda a prevenir o avanço da doença. Essa inclusão pode ser feita estimulando o paciente a cantar, bater palmas, assobiar ou bater os pés, garantindo a sua capacidade de perceber o corpo. Uma pessoa com essa doença se sente sozinho em um mundo onde não existe nada em que ele se encaixe ou se lembre, ao ouvir uma música que fez parte da sua vida, é resgatada essa lembrança e a sensação de alívio.

Ao conviver com uma pessoa com Alzheimer, percebemos o quanto é importante cada gesto, palavra ou ações, pois, em questão de tempo, o cérebro vai perdendo a sua capacidade e, quanto mais o paciente exercitar, mais tempo ele vai demorar para chegar ao estágio terminal da doença.

Você conhece alguém que passa por essa situação? Não deixe de espalhar essa dica tão preciosa que ajuda cada vez mais pacientes e cuidadores.

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Por Marianne Xavier – Fala! Universidade Cruzeiro do Sul

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