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Como era o Museu Nacional antes do incêndio

Bianca Dias, Fernanda Ming e Gabriela Henrique – Fala Anhembi

 

 

O Museu Nacional é (era) considerado um dos acervos históricos mais importantes do Brasil e da América Latina. O local foi criado por Dom João VI, em 1818 e logo depois serviu de moradia para seu neto, Dom Pedro II. Completou 200 anos em junho deste ano e, depois do incidente, anos de história se transformaram em cinzas.

O local tinha cerca de 13.616,79 m², que eram divididos por 3 pavimentos, onde se encontravam 122 salas espalhadas pelos andares. Após 1910 a casa do ex-imperador já estava sendo modificada e adaptada para o novo centro científico e arqueológico do país.

O museu foi construído através de muitas pesquisas, escavações e coletas, além de estar vinculado com a Universidade Federal do Rio, sendo usado para estudos acadêmicos e científicos.

O acervo possuía uma rica variedades de itens que ajudaram em pesquisas e aprofundamentos sobre como nossa história foi construída. Luzia, considerado o fóssil humano mais antigo já encontrado no Brasil, fazia parte de alguns dos mais de 20 milhões de itens presentes no museu. Além dela, estava presente a primeira coleção de múmias egípcias da América Latina e o Bendegó, o maior meteorito já encontrado no Brasil, que foi descoberto no século 18 na Bahia, e trazido para o Rio de Janeiro à mando de Dom Pedro II.

Outras preciosidades que o Museu Nacional tinha eram objetos que contavam a história de vários povos indígenas, exterminados durante a colonização e os movimentos dos bandeirantes nos territórios brasileiros, como uma coleção de trajes que eram utilizados pelos mesmos em rituais do seus povos há mais de cem anos.

Foto: Reuters

Fora os itens, o local também carregava uma grande bagagem histórica da construção do nosso país. Além do local ter sido lar por muitos anos da família real e os mesmos terem começado com a coleção, foi lá que a princesa Leopoldina, casada com Dom Pedro I, assinou a declaração de independência do Brasil em 1822. E mais tarde serviu de cenário para Primeira Assembleia Constituinte da República, marcando o fim do império no país.

A defesa civil já interditou o palácio e há um grande risco de desmoronamento, já que partes da estrutura do prédio já não suportam o mesmo, mas durante entrevistas à própria defesa civil acredita que os problemas não estão só nas partes internas do local, mas nas externas também.

Alunos do curso de Museologia da UNIRIO estão recolhendo imagens para criação de um acervo virtual do Museu Nacional. Quem puder contribuir, é só enviar as fotos para o e-mail: thg.museo@gmail.com.

O Fala! Teve acesso à algumas fotos tiradas por Amanda Ferreira, que visitou recentemente o local e disponibilizou as imagens para produzirmos uma galeria e todos terem acesso há milhares de riquezas que o Museu Nacional guardava. Confira:

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Um comentário

  1. Incompetentes e mediocres gestores do Museu Nacional do RJ. incluindo o Governo Federal. Simplesmente patéticos, pobres de espirito e desprovidos de raízes culturais. Mero cabide de empregos. No sentido popular, não prestam nem mesmo para gerir um bordel ou tomar conta de uma tartaruga.

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