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5 Mulheres Mackenzistas para se inspirar

5 Mulheres Mackenzistas para se inspirar


Por Louise Teixeira Diório – Fala! Mack

A Universidade Presbiteriana Mackenzie foi pioneira na área educacional ao trazer métodos de inclusão até então inexistente no País. O que poucos sabem, entretanto, é que a ideia inicial surgiu de uma mulher, a missionária norte-americana Mary Ann Annesley Chamberlain. Ao longo desses 148 anos de história, diversas mulheres foram essenciais para o progresso desse grande complexo educacional que conhecemos hoje. Com isso, preparamos um TOP 5: mulheres mackenzistas para se inspirar:

1 – Mary Ann Annesley Chamberlain

Ao lado de seu marido George Chamberlain, foi precursora de toda a história do Mackenzie ao abrir sua residência para lecionar para crianças que não pertenciam a elite paulistana da época. As classes eram mistas, com filhos de escravos e estrangeiros. Mary era contra castigos, punições, lições decoradas e a favor da educação e formação integral do ser humano, rompendo com preconceitos de classe social, raça, gênero e etnia.

Na época, a repercussão foi tão grande que, em 1878, a Escola Americana, como era intitulada inicialmente, recebeu a visita imperial de Dom Pedro II que, impressionado com o estilo de ensino americano dos missionários, ajudou posteriormente para que a escola ganhasse maior potência.

2 – Maria Antônia da Silva Ramos

Você já se perguntou a quem pertence o nome dado para uma das ruas mais movimentadas ao redor do Mackenzie? A Rua Maria Antônia é uma homenagem à Maria Antônia da Silva Ramos, filha do senador do Império João da Silva Machado, barão de Antonina, da alta elite e herdeira de terras na região do Higienópolis e Consolação. Ela não chegou a estudar na instituição, mas teve um papel fundamental para seu crescimento.

A baronesa Antonina vendeu parte de sua propriedade, por um valor simbólico, ao reverendo George Chamberlain. O terreno com cerca de 27,7 mil m² corresponde atualmente a parte tombada do campus, conhecidos como o Bosque de Arquitetura, Edifício Mackenzie (prédio 1), Biblioteca George Alexander (prédio 2), Edifício Horace Lane (prédio 3), Edifício Chamberlain (prédio 10), Edifício Marcia P. Brown (prédio 16), Diretoria do Colégio Presbiteriano (prédio 17), o muro de arrimo entre as Ruas Maria Antonia e Itambé e o Monumento em homenagem a Revolução Constitucional de 1932.

3 – Adelpha Silva

Adelpha Silva Rodrigues de Figueiredo foi uma das primeiras bibliotecárias do Brasil. Nascida em 1894, em Sorocaba, interior de São Paulo, começou sua vida profissional como professora na Escola Americana. Sua paixão por livros e seu interesse em organizar e preservar acervos, a levaram posteriormente para o curso de biblioteconomia na Universidade de Columbia, em Nova Iorque.

Ao retornar, passou a trabalhar na biblioteca George Alexander, prédio 2, onde implantou o sistema dewey de catalogação, registro de acervo e classificação de material. Algo que até o momento era inédito para a época, virou rotina para os frequentadores como, por exemplo, o acesso livre aos livros das estantes. Além do Mackenzie, também trabalhou na Biblioteca Pública Municipal Mário de Andrade e fundou a primeira Escola de Biblioteconomia do Estado, em 1936.

4 – Esther de Figueiredo

Advogada e professora, foi pioneira ao ser a primeira mulher a assumir o cargo de Ministra no Brasil, na pasta de Educação, de 1982 a 1985, durante o governo do presidente João Figueiredo que, apesar do sobrenome, não continham grau de parentesco.

Na área acadêmica, foi a primeira mulher da América Latina a comandar a reitoria de uma universidade, no caso, a Universidade Presbiteriana Mackenzie. Nascida em Mococa, interior de São Paulo, possuía o talento para as artes. Era uma exímia pianista e gostava de escrever poesias nas horas vagas.

5 – Chu Ming Silveira

Diretamente de Xangai, para o Brasil, Chu Ming Silveira foi a criadora do protetor telefônico, popularmente conhecido como ‘Orelhão’. Formada em Arquitetura no Mackenzie, em 1964, ganhou reputação no design brasileiro e no mobiliário urbano mundial. O projeto foi desenvolvido durante o tempo que chefiou o Departamento de Projetos da Companhia Telefônica Brasileira.

Sinônimo de sucesso, sua criação foi projetada em diversos países, como Moçambique, Angola, Peru, Colômbia, Paraguai e China. Sua inovação foi citada até mesmo por Carlos Drummond de Andrade, em uma das crônicas do Jornal do Brasil. “De repente – notaram? – a rua melhorou em São Paulo, com o aparecimento do telefone-capacete… A verdade é que a rua ficou sendo outra coisa, com as pessoas descobrindo que não precisam mais fazer fila no boteco ou na farmácia para dar um recado telefônico”, escreveu.

Para saber mais sobre a história do Mackenzie, acompanhe o @chcmackenzie no Facebook, Instagram e Twitter.

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