Mulher negra é agredida por PM, em SP, e relembra caso George Floyd
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Mulher negra é agredida por PM, em SP, e relembra caso George Floyd

Mulher negra é agredida por PM, em SP, e relembra caso George Floyd

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Em vídeo, mulher negra é agredida por um policial no bairro de Parelheiros, em São Paulo. Assim, tendo seu pescoço pisado pelo PM, a violência se assemelha ao caso George Floyd.

De acordo com a vítima de 51 anos, no programa Encontro com Fátima Bernardes, ela relembra a cena várias vezes antes de dormir e não compreende o motivo pelo qual o policial fez tal atrocidade.

Achei que ia morrer que nem ele [George Floyd]. (…) Eu continuo lembrando da primeira imagem, quando ele estava me pisoteando. Ainda não consigo dormir a noite inteira, acordo várias vezes.

Mulher negra é pisada como George Floyd
Mulher negra é pisada por PM, em SP, e relembra caso George Floyd. | Foto: Montagem.

Relembre o caso George Floyd

No dia 26 de maio, George Floyd, um homem negro, foi agredido por quatro policiais na cidade de Minneapolis, nos Estados Unidos.

Em um vídeo que viralizou na Internet, a vítima afirmava que não conseguia respirar (“I can’t breath”, dizia), uma vez que o policial branco Derek Chauvin fixara o joelho em seu pescoço. Diante da situação, Floyd não resistiu e faleceu.

Em meio à atrocidade, pessoas começaram a se manifestar e protestar contra a violência policial. Assim, movimentos antirracistas foram às ruas ao redor do mundo e hashtags foram levantadas nas redes sociais, como Black Lives Matter (Vidas Negras Importam, em tradução livre).

Violência policial

Infelizmente, a violência policial contra negros é cotidiana no Brasil. Segundo estatísticas apresentadas pelo portal UOL, entre janeiro e julho de 2019, a polícia do Rio de Janeiro matou 1.075 pessoas, sendo 80% delas negras.

Ainda, de acordo com a mesma pesquisa, o número de mortos é o dobro das vítimas em todo os EUA no mesmo período.

Ou seja, casos como o de George Floyd são muito presentes no país tropical, apesar de muitos não saberem sobre eles – ou os assassinatos serem tão recorrentes que são vistos com uma certa “normalidade”.

mulher negra asfixiada como george floyd
Mulher negra é pisada por PM, em SP. | Foto: Fantástico/Globo.

Reações à agressão

De acordo com o portal UOL, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), concluiu que os agressores responderão a inquéritos na Justiça. Ainda, em uma coletiva de imprensa, o governador afirmou estar perplexo diante da situação e teceu críticas à abordagem policial.

Quero deixar claro que o estado de São Paulo não tolera e não tolerará nenhum comportamento que seja de violência praticada pela Polícia Militar, pela Polícia Civil, pelo Corpo de Bombeiros ou qualquer outra polícia que esteja sob o comando do governo.

Afirma João Doria.

Na Internet

Na Internet, a repercussão do caso tomou redes sociais, como Instagram e Twitter, com diversos protestos dos usuários.

Sendo assim, até famosos se manifestaram sobre a quase asfixia da mulher. Logo, Taís Araújo foi uma das atrizes que se pronunciou. Confira seu post no Twitter:

No entanto, o espaço de debate não se limitou aos famosos. Desta forma, veja alguns dos comentários sobre o caso:

Portanto, a violência contra negros não é uma casualidade no Brasil. Assim como a mulher negra, de 51 anos, que quase foi asfixiada por um policial – relembrando o caso George Floyd -, há outras vidas que são tratadas com desprezo e descaso no país.

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Por Isabela Cagliari – Redação Fala!

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