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Minha visão como drag atleticana no JUCA 2017

Minha visão como drag atleticana no JUCA 2017


O JUCA é um evento gigantesco, e a LAACA (Liga Acadêmica das Atléticas de Comunicação e Artes) começou um trabalho que tem tudo pra evoluir conforme o tempo. Víamos cartazes, frases em telões, objetos para torcida com frases anti-opressão e pontos anti-opressão espalhados por toda parte.

Ou seja, as marcas finalmente perceberam a importância do apoio às causas “minoritárias”.

Entrei na Atlética de Comunicação da PUC-SP em meados de novembro pra dezembro de 2016, e a primeira coisa que me disseram foi – “nós precisamos entregar um JUCA de respeito e que seja legal para todes” – e assim começamos a bolar planos com pequenas ações em nossas festas.

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Seguranças LGBTTs, performances e DJs drags também fizeram parte da programação do evento,  e foi aí que a LAACA me encontrou pra fazer aquela performance pra mais de 5 mil pessoas:

Sonho é pouco pra tudo isso que aconteceu. Como vocês devem saber, a desconstrução é necessária – e quanto mais você se desconstrói, mais você evolui.

V
Foto: JUCA / LAACA / Usina Universitária.

 

O espaço e acolhimento que as pessoas da Atlética e a entidade em si me deram foi gigantesco. Aprendi coisas novas, aprendi a me comunicar melhor, e quando me dei conta estava ao lado um time de atleticanos (as) ENORME, mega dedicados (as) e prontes pra fazer um JUCA acontecer.

II
Foto: JUCA / LAACA / Usina Universitária.

 

Foi aí que surgiu a ideia de ter um banheiro fluído no alojamento (pisa menos banheiro fluído). A preparação para colocar um banheiro fluído em um alojamento com pessoas de índole e posicionamentos totalmente diferentes foi enorme – desde conversas com coletivos feministas até conversas com a equipe de seguranças, explicando o quão necessário era uma segurança feminina na porta, pronta pra expulsar qualquer um que não se encaixasse naquela descrição:

“MINAS E MONAS,

Este banheiro é destinado a mulheres cisgenero, transexuais e homosexuais que não se sentem bem encaixades em padrões héteronormativos criados pela sociedade”.

Essa era a placa ao lado da porta.

Parece pouca coisa, mas não é.

As pessoas notaram isso e nós conseguimos sentir o quão nosso JUCA estava acolhendo todes. Pequenos gestos e ações como essas, fazem com que as pessoas que já perderam a fé na sociedade e no meio universitário, percebam que ainda há uma chance e que podemos sim ocupar e (r)existir em todos os lugares!

sem-opressão

Na balada do meio tivemos o shot afeminado, que te libertava de todos os padrões e deixava você ser quem realmente é, realizar desejos que no dia-a-dia são reprimidos pela sociedade maluca na qual vivemos, sem se preocupar com o que os outros iriam achar, afinal, o que acontece no JUCA, fica no JUCA (hehe).

Teve também a Mia Moon, a DJ Drag que acompanha a PUC-SP nas festas, dando close e mostrando que drag também tem espaço.

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Falando em espaço, é válido avisar que o do JUCA 2018 será mil vezes maior e que mais surpresas vão chegar ao longo do ano.

Deixo para encerramento, uma frase que costumo usar e levar comigo, para que percebam que sempre vale a pena lutar pelos seus sonhos e ajudar as pessoas sem esperar nada em troca (se vier algo em troca, é consequência do trabalho que você teve):

“Diga sua verdade mesmo que sua voz fraqueje. Viva sua verdade mesmo que seu corpo se parta. O espírito sobreviverá”.

III
Foto: JUCA / LAACA / Usina Universitária.

 

Beijos da drag puquiana mais linda da história e até o próximo JUCA!

IV
Foto: JUCA / LAACA / Usina Universitária.

 

Confira também:

– JUCA da Diversidade – conheça o projeto

– As 10 maiores peculiaridades do JUCA 2017

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