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Crítica – Millennium: A Garota na Teia de Aranha

Estocolmo, Suécia. Graças às matérias escritas por Mikael Blomkvist (Sverrir Gudnason) para a revista Millennium, Lisbeth Salander (Claire Foy) tornou-se conhecida como uma espécie de anti-heroína que ataca homens que agridem mulheres. Apesar da fama repentina, ela se mantém distante da mídia em geral, levando uma vida às escondidas. Um dia, Lisbeth é contratada por Balder (Stephen Merchant) para recuperar um programa de computador chamado Firefall, que dá ao usuário acesso a um imenso arsenal bélico. Balder criou o programa para o governo dos Estados Unidos, mas agora deseja deletá-lo por considerá-lo perigoso demais. Lisbeth aceita a tarefa e consegue roubá-lo da Agência de Segurança Nacional, mas não esperava que um outro grupo, os Aranhas, também estivesse interessado nele.

 

 

A série Millenium é uma adaptação da interessantíssima trilogia de livros do jornalista sueco Stieg Larsson, que fez sucesso em todo o mundo. A adaptação do primeiro livro aos cinemas,  A garota com tatuagem de dragão, dirigida por David Fincher, foi feliz em tratar com sensibilidade os traumas severos da protagonista Lisbeth, dando um apelo amplo de bilheteria a uma história de dor interna e lutas psicológicas – o que é algo difícil de se fazer. Tão dificil que A Garota na Teia de Aranha não consegue manter a qualidade dos primeiros filmes, tornando Lisbeth em uma espécie de James Bond feminista.

 

 

O filme tem boas cenas de ação e compõe um suspense bem-feito, mas perde muito ao abrir mão da riqueza de história e personalidade da Lisbeth dos livros. Além disso, a atmosfera de constante agressão às mulheres do universo de Millenium foi reduzida a um vilão exagerado e, novamente, bondiano. Se você não assistiu aos primeiros filmes nem leu os livros de Larson, provavelmente irá gostar mais do filme do que os fãs antigos da série.


Data de lançamento
 8 de novembro de 2018 (1h 56min)
Direção: Fede Alvarez
Gênero: Suspense, Drama
Nacionalidade: EUA

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