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Relembre os melhores momentos de brasileiros na Fórmula 1

Relembre os melhores momentos de brasileiros na Fórmula 1

Por Pedro Conceição

Recordar é viver! Essa famosa frase é utilizada frequentemente para relembrar grandes momentos do esporte nacional. No mundo da Fórmula 1, tal citação não poderia ser mais apropriada.

Criada em 1950, a Fórmula 1 é uma das modalidades esportivas mais populares no Brasil, devido à presença de pilotos que representaram e honraram o país ao longo dos quase 70 anos da principal categoria do automobilismo no mundo.

Muitos brasileiros passaram pela F1 como Antônio Pizzonia, Roberto Pupo Moreno, Bruno Senna (sobrinho de Ayrton Senna) e José Carlos Pace (o qual dá nome ao Autódromo de Interlagos), mas vamos destacar os 5 que mais se sobressaíram.

Emerson Fittipaldi

Nascido em 12 de dezembro de 1946, em São Paulo, Fittipaldi estreou na Fórmula 1 em 1970 no Grande Prêmio da Grã-Bretanha, pela equipe da Lotus. Nesta corrida, mesmo largando nas últimas posições, o brasileiro conseguiu terminar em oitavo, o que representou um excelente resultado para um novato.

Logo na temporada de estreia, obteve um grande momento ao conquistar a vitória do Grande Prêmio dos Estados Unidos de 1970, tornando-se o primeiro brasileiro a vencer uma corrida de Fórmula 1.

Em 1972, Fittipaldi fez sua melhor temporada na F1, ganhando 5 das 12 corridas e terminando em 1º lugar com 61 pontos contra 45 de seu rival, Jackie Stewart. Assim, conquistou seu primeiro título na categoria, entrando

para a história da Fórmula 1 como o primeiro brasileiro a se sagrar campeão mundial. Recorde o momento de triunfo do piloto, no GP da Itália, logo abaixo:

2 anos depois, em 1974, o piloto trocou a Lotus pela McLaren e, no ano de estreia pela nova escuderia, conquistou o bicampeonato da F1 ganhando 3 dos 15 circuitos, sendo uma de suas vitórias alcançada no Grande Prêmio do Brasil, em Interlagos.

Fittipaldi continuou na Fórmula 1 até 1980, vencendo apenas mais duas corridas desde que se tornou bicampeão da categoria. Como números finais, o brasileiro disputou 149 GPs, obtendo 14 vitórias, 35 pódios, 6 poles e 2 títulos.

Nelson Piquet

Carioca nascido em 17 de agosto de 1952, estreou no final da temporada de 1978 no Grande Prêmio da Alemanha, em Hockenheim, com um carro alugado da escuderia Ensign. Visto como uma grande promessa, Piquet fechou contrato com a Brabham no ano seguinte, tendo como companheiro de equipe o austríaco já bicampeão Niki Lauda.

Em 1980, na sua segunda temporada completa na Fórmula 1, o brasileiro foi vice-campeão mundial e conquistou sua primeira vitória na categoria no Grande Prêmio dos Estados Unidos, assim como Fittipaldi.

Em 1981, pilotando sua Brabham Ford, conquistou seu primeiro título mundial em uma histórica batalha contra o argentino Carlos Reutmann, da Williams. Na última corrida, o GP de Las Vegas, nos EUA, Piquet terminou em 5º lugar, marcando 2 pontos, enquanto seu rival não pontuou chegando em 8º. Dessa forma, foi campeão ganhando o campeonato por apenas 1 ponto de diferença (50 para o brasileiro e 49 para o argentino).

No ano de 1983, Piquet conquistou o bicampeonato mundial, derrotando os franceses Alain Prost e René Arnoux. Assim como em 1981, o brasileiro chegou à etapa final da temporada em desvantagem (tinha 55 pontos contra 57 de Prost), e conseguiu reverter na última hora (terminou em 3º lugar, conquistando 4 pontos e encerrando o campeonato com 59, enquanto o francês teve de abandonar a corrida e não pontuou). Relembre os melhores momentos da corrida em que Piquet foi bi e as comemorações:

No campeonato de 1986, o brasileiro, trocou a Brabham pela Williams, equipe de seus dois vice-campeões. Apesar de não conquistar o título neste ano, seu principal momento aconteceu no Grande Prêmio da Hungria, em Budapest, no qual Piquet realizou sobre Ayrton Senna o que muitos consideram a mais bela ultrapassagem de todos os tempos na Fórmula 1 –pelo lado de fora de uma curva de 180 graus, no final da reta dos boxes e deslizando nas quatro rodas. Veja abaixo o feito de Piquet:

Em 1987, Piquet tornou-se tricampeão após uma temporada marcada por um grande duelo tanto dentro quanto fora das pistas. Dentro, o brasileiro disputava o título com seu companheiro de equipe, o inglês Nigel Mansell, enquanto fora brigava com a própria escuderia, que visivelmente favorecia o britânico.

Diante dessas adversidades, Piquet usou de suas artimanhas, como confidenciar ajustes para outros pilotos e testar uma configuração ruim do carro, para que os mecânicos de Mansell a copiassem, e modificá-la momentos antes do treino ou da corrida, para ganhar o campeonato. Nesse contexto, o terceiro título do brasileiro representou uma conquista, literalmente, para inglês ver.

Cansado das desavenças com Mansell e a Williams, o piloto fechou contrato com a Lotus para o campeonato de 1988. Entretanto, Piquet teve problemas para acertar o carro durante sua passagem pela nova equipe, não conseguindo repetir o desempenho das temporadas anteriores.

Em 1990, trocou a Lotus pela Benetton, onde disputou suas duas últimas temporadas na Fórmula 1 e conquistou seus três últimos triunfos. Piquet encerrou sua participação na F1 com 208 GPs disputados, 23 vitórias, 60 pódios, 24 poles e 3 títulos.

Ayrton Senna

Nascido em 21 de março de 1960, em São Paulo, Ayrton Senna é com certeza o melhor piloto brasileiro da história do automobilismo. Marcado por seu carisma e simpatia, conquistou o respeito e a admiração de todos os fãs da Fórmula 1 no Brasil. Durante seus anos na categoria, pilotou com maestria em uma demonstração de talento ímpar e inquestionável, deixando um grandioso legado para as gerações futuras.

Ayrton fez sua estreia pela modesta equipe da Toleman, em 1984, no Grande Prêmio do Brasil, em Jacarepaguá. Nessa temporada, seu principal resultado aconteceu logo na sexta etapa do ano, o GP de Mônaco (uma das pistas preferidas do brasileiro), quando conseguiu chegar em 2º lugar após ter largado em 13º em uma corrida marcada por uma chuva extremamente intensa.

Em 1985, trocou a Toleman pela Lotus, uma das principais equipes da época. Nessa temporada, conseguiu seu primeiro triunfo na Fórmula 1 ao vencer o Grande Prêmio de Portugal, em Estoril, também sob forte chuva, além de encerrar o campeonato com excelentes números para alguém que estava apenas em seu segundo ano (quarta colocação no mundial com 38 pontos e duas vitórias).

Em 1988, Senna foi contratado pela McLaren, passando a ter como companheiro de equipe o francês Alain Prost. Nesse ano, o brasileiro fez o melhor campeonato de sua carreira. Disputando com Prost corrida a corrida, estabeleceu o recorde de 8 vitórias e 13 poles em uma mesma temporada e conquistou seu primeiro título de campeão mundial de Fórmula 1.

Sua atuação no GP do Japão foi o grande momento desse feito, na qual, após largar na pole e enfrentar problemas na largada, perdendo 16 posições, reagiu de maneira esplêndida para vencer a corrida e conquistar o título. Relembre os instantes finais da prova:

No ano seguinte, Senna e Prost voltaram a duelar pelo título, mas dessa vez o francês levou a melhor. Na corrida decisiva, mais uma vez o GP do Japão, em Suzuka, o europeu estava em vantagem (caso nenhum dos dois pontuasse, Prost ficaria com o título). No final da prova, o francês, ao tentar ser ultrapassado pelo brasileiro, jogou seu carro em cima do de Senna, causando um acidente no qual pareciam não ter mais condições de voltar à pista. Entretanto, Ayrton conseguiu retornar e vencer a etapa, mas foi desclassificado pela FIA, deixando título nas mãos de Prost.

Em 1990, ano no qual Prost deixou a McLaren para acertar com a Ferrari, foi a vez do brasileiro dar o troco. Ambos chegaram à prova derradeira, novamente em Suzuka, na mesma situação do ano anterior, mas, desta vez, a vantagem era de Senna no caso de os dois não pontuarem. Na largada, Ayrton atirou seu carro sobre o de Prost, acabando com o campeonato. Dessa maneira, Senna se tornou bicampeão da Fórmula 1 no Japão, mesmo local de seu primeiro título. Veja a batida:

Na temporada de 1991, o motor da McLaren de Senna começava a mostrar sinais de decadência. Para piorar, a Williams estava em ascensão, colocando o inglês Nigel Mansell como concorrente ao título. Nesse cenário, o brasileiro teve de utilizar seu talento para superar as adversidades e terminar o ano à frente de Mansell (96 pontos para Ayrton e 72 para Mansell), conquistando, dessa forma, o tricampeonato mundial da Fórmula 1.

O grande momento dessa temporada de Senna foi decerto sua vitória em Interlagos, no Grande Prêmio do Brasil, a primeira da carreira do brasileiro. E ela veio de maneira dramática.

Ayrton liderava com uma boa vantagem quando, faltando seis voltas para o fim, a caixa de câmbio de seu carro começou a quebrar, deixando o brasileiro apenas com a sexta marcha. Mesmo assim, Senna conseguiu guiar sua McLaren, debaixo de chuva, para conquistar a vitória em Interlagos. Com dores e cansado, devido ao enorme esforço utilizado para terminar a prova, precisou receber atendimento médico e, no pódio, quase não teve forças para levantar o troféu. Relembre os últimos momentos de um dos maiores triunfos da carreira de Ayrton Senna:

Nos dois anos posteriores, Senna não conseguiu conquistar o título, terminando na quarta posição em 1992 e na segunda em 1993, seu último ano pela McLaren. Como destaque, realizou no GP da Europa o que muitos chamam de “a melhor primeira volta da história”, quando, após largar em 4º e cair para 5º, ultrapassou todos que estavam a sua frente e terminou a primeira volta em 1º lugar. Além disso, obteve sua sexta vitória em Mônaco, batendo o recorde de Graham Hill, com cinco, fazendo jus a seu apelido de “Rei de Mônaco”.

Em 1994, o brasileiro fechou contrato com a Williams, principal escuderia do momento. Na sétima volta da terceira corrida do ano, o GP de San Marino, na Itália, Senna perdeu o controle de seu carro devido a uma barra de direção quebrada, indo direto contra o muro da curva Tamburello. Ayrton foi socorrido e levado ao hospital de helicóptero, mas, infelizmente, não resistiu aos ferimentos e faleceu. Sua vitoriosa carreira chegava ao fim de forma trágica naquela tarde de 1º de maio de 1994.

Ayrton Senna encerrou sua história na Fórmula 1 com 162 GPs, 41 vitórias, 80 pódios, 65 poles e 3 títulos.

Rubens Barrichello

Paulista nascido em 23 de maio de 1972, Barrichello iniciou sua carreira na Fórmula 1 em 1993, pela escuderia da Jordan. Na humilde equipe, fez sua primeira pole no GP da Bélgica, em 1994, e obteve como melhor resultado um segundo lugar no Grande Prêmio do Canadá, em 1995.

Em 2000, Barrichello viveu seus melhores momentos na F1 ao fechar com a Ferrari, passando a ter como companheiro de equipe o alemão Michael Schumacher. Nessa temporada, o piloto finalmente conquistou seu primeiro triunfo na categoria, após vencer o GP da Alemanha, a primeira vitória brasileira desde a morte de Ayrton Senna. Veja os momentos finais da prova:

Entretanto, sua passagem pela escuderia italiana não resultou em nenhum título, pois Rubinho sempre esteve à sombra do alemão. Enquanto seu companheiro, Barrichello só podia almejar o vice-campeonato, conquistado nos anos de 2002 e 2004, os quais representam os melhores resultados da carreira do brasileiro.

Em 2009, Barrichello viveu seu último grande momento na Fórmula 1. Pilotando pela escuderia da Brawn GP, o brasileiro conquistou a centésima vitória de pilotos brasileiros na categoria, ao vencer o Grande Prêmio da Europa.

Rubinho pilotou por mais 2 anos na Fórmula 1, pela equipe da Williams, antes de concluir sua carreira em 2011. Apesar de não conquistar títulos, o brasileiro deixou seu nome na história da categoria devido a seus recordes de longevidade: participou de 19 temporadas da F1 de maneira ininterrupta e alcançou a impressionante marca de 326 GPs disputados, números que dificilmente serão batidos. Além de suas mais de 300 corridas disputadas, terminou sua atividade na principal categoria do automobilismo com 11 vitórias, 68 pódios, 14 poles e 2 vices.

Felipe Massa

Nascido em 25 de abril de 1981, em São Paulo, Felipe Massa teve sua estreia na principal categoria do automobilismo mundial no GP da Austrália, em 2002, pela equipe da Sauber. Durante seus anos pela escuderia, realizou corridas consideradas sensacionais para um piloto promissor, chamando a atenção de todos do universo da Fórmula 1.

Em 2006, foi contratado pela Ferrari para substituir Rubens Barrichello. Lá, viveu os melhores momentos de sua carreira. Em seu ano de estreia pela equipe italiana, ganhou sua primeira corrida, o Grande Prêmio da Turquia, e venceu o GP do Brasil, em Interlagos, sendo o primeiro brasileiro a vencer nessa pista desde Ayrton Senna em 1993. Relembre a última volta do triunfo de Massa em Interlagos:

Em 2008, Felipe assumiu a liderança do campeonato após vencer o GP da França, algo que não era feito por um brasileiro desde Senna em 1993. Além disso, Massa fez uma excelente temporada como um todo, chegando a brigar até a última etapa pelo título mundial, tendo como concorrente o inglês Lewis Hamilton. Contudo, acabou perdendo o troféu de campeão por apenas 1 ponto (98 para Hamilton e 97 para Felipe), ficando apenas com o vice-campeonato.

No ano de 2013, Massa trocou a Ferrari pela Williams, escuderia na qual permaneceu até encerrar sua participação na Fórmula 1, em 2017. Disputando 272 GPs, o brasileiro obteve 11 vitórias, 41 pódios, 16 poles e 1 vice-campeonato.

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