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Cinco Documentários Incríveis sobre Música e Artistas

Cinco Documentários Incríveis sobre Música e Artistas


Por Beatriz Salvia e Karolyne Oliveira – Fala!Cásper

Para você que já zerou o catálogo de filmes do Netflix e não sabe o que assistir naquele dia de tédio; para você que já adora uns desses artistas e para você que gostaria de saber um pouco mais sobre a vida de algumas das maiores personalidades da música,  fizemos uma lista com cinco documentários musicais incríveis que estão no Netflix ou no YouTube.

 

Simply Complicated

O documentário acompanha um pouco da rotina da cantora, atriz e escritora Demi Lovato. Ele foi lançado em 2017 no canal dela no YouTube e traz depoimentos da cantora sobre a sua vida – constantemente diante dos holofotes desde o início da sua vida pública. De maneira simples, Demi Lovato mostra detalhes sobre a sua carreira: podemos vê-la em estúdio, gravando músicas para seu álbum, enquanto temos a perspectiva da própria Demi do que a mídia publica sobre ela.

O filme apresenta também revelações sobre sua vida pessoal: ela compartilha sua relação com as drogas, assume que quando gravou seu último documentário Stay Strong não estava sóbria, e conta história das reabilitações que passou. A cantora desabafa acerca do seu relacionamento com Wilmer Valderrama, ator com quem ficou durante 6 anos. Ela declara nunca ter amado ninguém como o ama, e se abre em relação a história do seu pai biológico e sua dinâmica familiar.

Simply Complicated, no decorrer de um pouco mais de uma hora, consegue aproximar os espectadores à pessoa Demi Lovato, e mostra que as vezes o complicado é simples – e vice-versa.

Little Girl Blue


Janis Joplin
cantava Blues, tentou o Folk, foi parte da Big Brothers & the Holding Company, participou do famoso festival de Woodstock e veio ao Rio para o carnaval. Por trás da mulher com a voz marcante e cheia de personalidade, existia uma pequena garota triste.

O documentário, dirigido por Amy Berg em 2015, é conduzido por cartas escritas pela própria Janis e enviadas para a família ao longo de sua vida.

Os primeiros relatos são dos familiares: sua irmã e irmão. Eles contam como foi difícil para a então menina viver em uma pequena cidade do Texas. Por não se encaixar no padrão vigente do que deveria ser ou parecer uma garota e com opiniões controversas para uma sociedade sulista dos anos 50, Janis sofreu com as provocações de colegas durante toda sua vida escolar.

O documentário narra todas as viagens da cantora: desde Port Arthur, sua cidade natal, para Austin, onde muito mudou. Foi lá que ela encontrou a música que queria cantar e o que queria fazer. No entanto, o bullying dos colegas não cessou – eles não estavam preparados para uma mulher como Janis Joplin. E depois, de Austin para São Francisco. Ela dizia que foi ser livre na Califórnia. E lá, ela decolou e afundou. Começou a cantar em bares, mas também teve seu primeiro contato com um parceiro recorrente em sua vida, as drogas.

https://www.youtube.com/watch?v=r05zPLNk10c

Cada parte do documentário é seguida por uma performance em vídeo da artista. Como grande parte das músicas eram autobiográficas, depois de entender o que estava acontecendo na vida dela no momento, as letras se tornam claras como cristal.

Berg conseguiu captar todas as faces de Janis. A Janis que namorava muitxs e não ligava, a que participou do Verão do Amor em São Francisco, a que não conseguia segurar a energia quando cantava, a que se apaixonou no Rio de Janeiro e, por último,  a que perdeu a vida para a heroína.

Gaga: Five Foot Two

Lady Gaga, ou Stefani Joanne, como foi batizada, fez sucesso com roupas extravagantes e surpreendentes, como o icônico vestido de carne. Em Gaga: Five Foot Two, conhecemos uma Gaga completamente diferente, de moletom em sua cozinha dançando e cozinhando com amigas. Durante as filmagens, ela se preparava para a apresentação no intervalo do Super Bowl em 2017 – o documentário se inicia, inclusive, com filmagens deste espetáculo. Além da produção do seu quinto álbum, Joanne.

A doença crônica que Gaga possui, a fibromialgia, é explorada também no doc: acompanhamos suas visitas ao hospital e podemos ver as dores constantes que assolam a rotina da cantora. A doença foi um dos motivos para que a sua apresentação no Rock in Rio no Brasil em 2017 fosse cancelada.

Na produção original da Netflix, a compositora está com sua casa cheia de balões em comemoração ao lançamento do filme Nasce uma Estrela, que além dela no papel principal, também conta com Bradley Cooper.

A suposta rixa entre ela e Madonna é citada brevemente, ao que a cantora de Born this Way confidencia que sempre a admirou. Sobre suas composições, Lady Gaga se abre e relata o quão importantes suas letras são para ela, e declara que compor é como fazer uma cirurgia de coração, pois é preciso visitar as partes danificadas.

De shows à batizados, Gaga brincando com seus cachorros a Gaga gravando em estúdio, assim como o caso de Simply Complicated, o público entra e compreende de maneira mais profunda a vida do artista.

 

What Happened, Miss Simone?

Nascida Eunice Waymon na Carolina do Norte em 1933, Nina Simone – como ficou conhecida durante toda sua carreira – conta sua própria história neste documentário original da Netflix. Lançado em 2015, o filme é dirigido por Liz Garbus e concorreu ao Oscar como melhor documentário. O longa é composto majoritariamente por vídeos e áudios de entrevistas recuperados, mas também contém entrevistas com os amigos mais próximos de Simone e sua filha.

https://www.youtube.com/watch?v=iuN3SGzLGmw

A diretora conta a história de Nina cronologicamente: sua infância solitária aprendendo música clássica até sua morte na França. Sua carreira começou a decolar quando Andrew Stroud (seu marido) virou o empresário, e agenciou a cantora para grandes mídias e shows – o que poucas pessoas sabiam, no entanto, era a relação abusiva e violenta que os dois mantinham. Simone também foi uma revolucionária, embora isso tenha custado uma parte de sua carreira; participante ativa do movimento pelos direitos civis, nunca escondeu suas opiniões, e fez delas muitas canções políticas que a afastaram da mídia e de contratos. Passava do bom humor para a agressividade em minutos e chegou a ter um colapso mental antes de um show. Deixou o marido, a filha e os Estados Unidos, foi para a África e depois para a Europa, onde viveu seu período mais obscuro – sozinha e sem dinheiro, definhava nos bares de Paris. Diagnosticada com transtorno bipolar e depressão, Nina foi ajudada por amigos e se reergueu aos poucos, embora nunca igual aos seus dias de auge.

Garbus e sua equipe mostram a cantora que todos amavam e a que ninguém conhecia de maneira esplêndida, não deixando nos escapar Nina ou Eunice.


Tropicália 50 Anos

Nem Bossa Nova, nem Jovem Guarda: o movimento é a Tropicália. O especial feito pela TV Brasil em 2017 em comemoração aos 50 anos do movimento conta com relatos de historiadores, jornalistas e artistas da época em um pouco mais de 25 minutos.

É difícil saber o que veio primeiro, o nome ou o movimento. Mas foi uma exposição de artes plástica feitas por Hélio Oiticica, onde revolucionou ao dar a opção ao espectador de fazer parte da obra. A mostra de Hélio em 1967 acabou nomeando o álbum de Caetano Veloso, esse considerado sim um marco do movimento.

Engajado na política desde seu nascimento, o tropicalismo explorou todas as formas de arte, unindo o contemporâneo e o tradicional. É claro que a performance de “Alegria, Alegria” no festival da Record é bastante emblemática, mas não podemos esquecer que o movimento também foi para o teatro, na peça “O Rei da Vela”.

A Tropicália foi a voz de uma geração, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Gal Costa foram alguns dos porta vozes que viviam um instante de ruptura e inovação no país. Através de fotos e vídeos recuperados da época podemos sentir como era viver aquele momento, podemos ver jovens fazendo história usando a arte como forma de protesto, fugindo da dor e mostrando a alegria que ainda persistia em meio a repressão.

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