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Mattilha – Rock’n Roll no Século XXI

Mattilha – Rock’n Roll no Século XXI

Independente da tendência que estiver em alta, é notório que os gêneros musicais se reciclam e constroem sua identidade em constante transformação com o tempo.  Hoje, com a abençoada internet, podemos clicar e ficar por dentro do que está rolando de inédito em cada cenário musical. O eterno Rock’n Roll, que passa por uma fase quase que invisível pelos olhos das grandes mídias de massa, está borbulhando e vivendo nas ruas, passando por casas de show, estúdios, bares e alguns festivais. Ou seja, ele está por aí, vivo no underground e morto para a grande audiência.

É por isso que conversamos com um dos integrantes da banda Mattilha. O grupo está com os nervos pra fora, com sede de música, divertimento e resistência. Com 5 anos de banda, eles utilizam a internet, principalmente, para divulgar o trabalho, que já agrega vídeo clipes para o Youtube, um Cd com 10 faixas para o Spotfy, álbum de fotos para o Instagram e outras coisas mais.

Confira nosso bate papo com o Victor Guilherme, guitarrista da banda:

 

01 – Victor, em paralelo ao projeto da banda, o que mais você faz da vida? Pensa em algum dia poder viver (financeiramente) de música?

Salve, salve, galera! Primeiramente, gostaria de agradecer a oportunidade e dizer que é um prazer estar aqui com vocês. Atualmente, sou bancário e universitário. Curso o último semestre em Publicidade e Propaganda. Guardo toda a bagagem para que eu possa aplicar em um projeto pessoal que envolve música. Além de pensar em viver somente de música, tenho isso como objetivo de vida. Seja através da minha banda, ou através da minha futura produtora.

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02 – Como você enxerga a cena Rock’n Roll hoje em São Paulo? A galera é unida e se junta para somar forças?

Olha… eu vejo a cena underground de hoje em ascensão. Claro que dentro da imensidão do rock nós temos algumas cenas já mais consolidadas, entretanto, a do rock n’ roll em si, em um processo de desenvolvimento. Tem muita banda boa por aí. O rock n’ roll não está morto… Ele está nas ruas, nas redes sociais, em streaming na internet… O que acontece é que boa parte do público e da mídia não dão oportunidades às bandas, seja por preguiça ou por “medo” de arriscar no novo. Só que: e quando os dinossauros do rock nacional não existirem mais? Pra que viver em ostracismo? A “última fornada” honesta que tivemos por aqui, pode-se dizer que veio na década de 80 com Barão Vermelho, Cazuza, Titãs, Raul, RPM, Aborto elétrico, Paralamas, Ultraje, Inocentes, Camisa de Venus, Rita Lee, entre outros. Não dá pra se comparar estas bandas com as da atualidade, mas, temos muitas novas bandas surgindo a cada dia que passa. Junto com as novas bandas, vão surgindo novos movimentos entre as bandas, se unindo para apoio. Semana passada li uma matéria a respeito da cena no RJ, que ganhou seu espaço em casas conceituadas de lá, e logo em seguida, li uma matéria a respeito de uma casa em São Paulo, na Rua Augusta, que está com um projeto dedicado ao rock autoral. É de se admirar uma parada dessas, pois isso prova que cada vez mais estamos conquistando nosso espaço. A união faz, de fato, a diferença.

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Ian Martini (Bateria), Andrews “Andy” Einech (Baixo), Gabriel Martins (Vocal) e Victor Guilherme (Guitarra).

 

03 – Onde você considera os melhores locais para uma banda de rock começar a tocar? Tem muito espaço para as bandas que estão iniciando as atividades?

Espaço sempre tem. É preciso apenas pensar com calma, vestir a camisa e ir pra cima com vontade.  Só que muitas casas e produtores contratam as bandas por sistemas de vendas de ingressos. Particularmente, sou contra esse procedimento. Mas foi algo pelo qual nós também passamos e aprendemos muito por este período. Nem sempre só o sangue e o coração são suficientes. Aconselharia as novas bandas a produzirem material, gerar bom conteúdo e divulgar ao máximo o seu trabalho pela internet. Seja com clipes, webclipes, sons novos… O importante é sempre gerar conteúdo pra se manter na ativa. Sugiro também que dêem uma olhada nos movimentos locais de sua cidade. A cada dia que passa é mais comum ver projetos de bandas se unindo para virar o jogo. Inclusive, estamos presentes em dois movimentos de solidificação do rock nacional aqui na cena de São Paulo. São eles: Base Rock e Gang da 13. Vale a pena conferir pelo facebook e entrar em contato. É uma grande oportunidade pra quem também quer se dedicar a música e mostrar seu trabalho. Esses movimentos são iniciativas que consistem basicamente em produzir material de divulgação, promover festivais e fazer mistura de público das bandas do underground. Dessa forma, todos crescemos juntos.

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04 – Além da internet, vocês já tiveram contato com a rádio, a televisão ou alguma revista ou jornal?

A internet é a nossa maior força hoje em dia. Entretanto, tivemos nossos sons tocados em rádios como a Kiss Fm, a 89 A Rádio Rock, a lendária web rádio Brasil 2000, entre outras espalhadas por todo o Brasil. Além de matérias publicadas em revistas digitais, nós tivemos publicações na revista impressa Roadie Crew, a respeito de nosso CD.

05 – O que você espera para o futuro das bandas e da cena do Rock?

Espero que as bandas estejam cada vez mais juntas, sem ninguém tentar passar a rasteira em ninguém, pois isso só atrasa o bem em comum a todos. Até porque, tudo que vai, volta. A cena do rock nunca morreu e nunca vai morrer. Não é apenas por um hiato que tivemos dos anos 2000 pra cá que significa que ele morreu. A mídia é a grande causadora disso. Acredito que hoje em dia o pessoal já tenha se ligado disso. Seja o ouvinte, seja o contratante, os donos de bar… E a tendência é que isso se amplie com o tempo.

Para 2015, a banda se encontra em uma fase de produção do novo CD, além de vários outros projetos, como o Canil Fest II, evento realizado 100% pela banda Mattilha, que soma cada vez mais para o cenário independente do Rock.
Pra quem quiser conhecer mais, acesse nosso site e acompanhe a gente pelas redes sociais.

Acesse:
www.mattilha.com.br

www.facebook.com/BANDAMATTILHA

Valeu, galera! Nos vemos na estrada! Abraço a todos! – Victor Guilherme.

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Por: Marcelo Gasperin – Fala!M.A.C.K

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