Home / Colunas / Marina Silva: Algumas Propostas e Algumas Contradições

Marina Silva: Algumas Propostas e Algumas Contradições

Por Bruno Andrade – Fala!MACK


Conheça algumas propostas de Marina Silva e suas atitudes contraditórias

Nascida em 8 de fevereiro de 1958, na cidade de Rio Branco, Acre. Marina Osmaria da Silva Vaz de Lima, conhecida popularmente como Marina Silva, começou a trabalhar no seringal aos dez anos, para pagar a divida de seus pais para os patrões. Alfabetizada aos 16 anos, a candidata cursou história na Universidade Federal do Acre, e formou-se aos 26 anos. Um tempo depois, fez especialização em teoria psicanalista na UnB (Universidade de Brasília).

Começou sua vida política no PT (Partido dos Trabalhadores), tendo sido vereadora por Rio Branco entre 1 de janeiro de 1989 até 1 de janeiro de 1991. Deputada estadual entre 1991 até 1995. Foi senadora pelo Acre entre fevereiro de 1995 até janeiro de 2011 –  vale ressaltar que nesses mandatos de senadora ela se ausentou do cargo de janeiro de 2003 a maio de 2008, quando Marina foi Ministra do Meio Ambiente.

Além dessa eleição, Marina foi candidata à presidência em 2010 e em 2014. No modo geral, a candidata defende o uso de energias renováveis. Segundo seu plano de governo, o investimento nessa área pode gerar um total de 3,9 milhões de empregos diretos e indiretos. Além disso, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) afirma que o investimento em massa para evitar e controlar o desmatamento gera entorno de 1,7 milhões de empregos. Desse modo, Marina pretende investir não somente na energia renovável, mas também evitar o desmatamento, o que totaliza 4,6 milhões de emprego.

Em seu programa, Marina promete manter os programas sociais como o Bolsa Família, PROUNI, entre outros. O que pode ser visto como inovador em sua campanha é o plebiscito para a legalização do aborto e da maconha. Marina diz que é contra a legalização de ambos, mas prefere abrir para um debate democrático com a sociedade.

Marina Silva – FOTO: Marcos Michael/VEJA

Alguns críticos apontam isso como uma forma de ficar isenta perante esses dois temas polêmicos: a estratégia seria “jogar para o povo decidir”, sendo assim, ela pode negar qualquer participação no resultado final. Seria uma tentativa de ganhar votos de todos os lados, dos contrários e dos favoráveis. Mas, na realidade, a candidata perde votos conservadores e alguns votos liberais.

Um ponto positivo em suas duas ultimas candidaturas é o fato da candidata ter alertado que a polarização entre PT e PSDB levaria o País ao caos. Em 2014 ela dizia que a briga do poder pelo poder acarretaria em uma crise política, e por causa disso ocorreria uma crise econômica. Marina, porém, é criticada por muitos por ter apoiado Aécio em 2014. Pois, se a candidata dizia ser contra a essa polarização, não fez sentido ela apoiar o Tucano e reforçar esse estilo de política naquele ano.

Com todas essas controvérsias, os marineiros afirmam seu apoio para candidata, alegando que a mesma pretende construir um governo participativo, de baixo para cima, sem muito autoritarismo. O que pode chocar a maioria dos brasileiros, que estão acostumados a um plano de governo pronto e definido, sem maiores participações fora do período eleitoral.

Confira também

Os piores lutadores da história do UFC

Muitos lutadores buscam a vida inteira disputar o UFC, por ser o maior campeonato de ...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *