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Marcos Vinicius da Silva, o estudante que se tornou símbolo de luta

Por Thiago Dias – Fala!Anhembi

O luto pelo estudante Marcos Vinicius da Silva que se tornou símbolo de luta

“Mãe eu sei quem atirou em mim, foi o blindado, mãe! Ele não me viu com a roupa da escola?” disse Marcos Vinicius antes de morrer.

Durante a operação policial que ocorreu na quarta-feira, 20 de junho, na favela da Maré, zona norte da cidade do Rio de Janeiro, Marcos Vinicius da Silva, 14 anos, foi baleado enquanto ia pra escola.

Em fevereiro, Michel Temer assinou o decreto de intervenção federal da segurança pública do estado carioca. A população fluminense já está habituada com a presença da Polícia Militar e Forças Armadas nas favelas, mas o que ilustrou um cenário diferente foi o poder assumido pelas Forças Armadas no Rio.

Foto: @juliocesaarrrr / @midianinja

O Rio de Janeiro é o segundo estado onde a polícia mais mata no Brasil. Segundo a Anistia Internacional, no período de uma década (2005 – 2014), foram mais de 8,4 mil mortes ocasionadas pela polícia no estado. No ano de 2015, o número de pessoas mortas em intervenções policiais no Brasil cresceu 37% em comparação com 2013. Foram 3.022 mortos em todo o país.

“A intervenção vai atuar somente na consequência e não na causa. Se fosse para pensar uma resolução para o problema teria que mudar tudo no Rio: mudanças na educação, saúde, devolver dinheiro aos cofres públicos…Infelizmente a medida é paliativa e vai contra a constituição”, explica Rose Naves,  jornalista e professora da Universidade Anhembi Morumbi.

Foto: @juliocesaarrrr / @midianinja

Domingo, 1 de julho, aconteceu o ato Vidas importam, pela vida de Marcos Vinicius da Silva e de todas pessoas negras e pobres vítimas de violência policial no Brasil. Os manifestantes se concentraram por volta das 14h no vão livre do Masp e desceram a Av. Paulista.

‘Lute como uma mãe’ era a frase da camiseta de Bruna Silva, mãe do adolescente de 14 anos que estava presente no ato e levou o uniforme que seu filho usava quando foi baleado.

Crianças também estavam presentes com cartazes com frases: “Assim como eu, ele também tinha sonhos…LUTO. LUTA”.

Foto: @juliocesaarrrr / @midianinja

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