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Marcha do Orgulho Crespo segundo a opinião de alguns universitários

Ontem mais uma manifestação tomou conta do MASP, e dessa vez foi a Marcha do Orgulho Crespo. O título é bem indireto, e fez com que muita gente interpretasse com equívoco o motivo da mobilização. A marcha, obviamente, não era apenas para falar sobre um estilo, corte, ou um jeito de pentear o cabelo.

Primeiramente, o evento no Facebook deixou claro que a data faz referência ao Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, comemorado todo dia 25 de julho.

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foto por – larissa Isis

 

E, acima de tudo, a marcha representa o protesto contra o preconceito racial que o negro ainda sofre e tem que aguentar no próprio território brasileiro.

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foto por – larissa Isis

 

Pra facilitar toda essa compreensão, vamos deixar que as próprias pessoas, com seus cabelos afros ou não, nos expliquem com sua própria opinião o que eles acham dessa marcha. Então, que abram as aspas para os universitários responderem a pergunta: você acha válida a Marcha do Orgulho Crespo? Por quê?

1509687_883016765074778_4240337221468985212_n“Com certeza! Muito mais do que o nome bem-humorado pode sugerir, a Marcha do Orgulho Crespo não é só um clamor pela apropriação do seu próprio tipo de cabelo, mas sim contra os padrões estéticos que por tantos anos estabeleceram o que seriam madeixas boas e ruins, seguindo um opressor padrão eurocentrista.
É um grito de liberdade da população negra, latino-americana e caribenha, vítima de um preconceito histórico que constantemente é disfarçado, ou até deslegitimado, por uma cultura reacionária preservada por toda uma construção histórica capenga.
É uma manifestação pacífica, bem-intencionada e legítima que, como tal, tem todo o meu apoio.
Até porque meu cabelo não é liso  hahahaha” – Eduardo Pereira, estudante de Jornalismo.

 

11233535_827080684052425_3798748738639190908_n“Acho sim! É importante salientar que o movimento negro vem crescendo bastante e com isso tem-se uma maior demanda por símbolos de resistência da cultura afrodescendente: do cabelo à cor, do turbante à musicalidade… É importante que signos de resistência, como o próprio cabelo, continuem a existir e melhor, sejam protagonistas em espaços públicos. Temos que entender que dizer-se negro implica em saber de sua história e se conhecer numa sociedade ainda embranquecedora e preconceituosa. O cabelo, a religião, a pele, o canto e toda forma que temos para propagar cultura e negritude, é bem-vinda” – Igor Pires, estudante de Publicidade e Propaganda.

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“Bom, eu acho que a marcha é super válida sim, pois ela faz com que pessoas que sentem vergonha do próprio cabelo, vejam que não precisam alisar para serem lindas! A marcha mostra a beleza como ela é, e encoraja as pessoas a serem naturais !” – Emanoel Moreira, estudante de Publicidade e Propaganda.

 

 

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“Acho super válido. Mas acho muito mais válido se essa questão não precisasse ter uma marcha, afinal todos os tipo de cabelo deveriam ser aceitos, sem ser impostos por uma MODA. Não importa se o cabelo é liso ou crespo, o que importa é sentir-se bem. Se a mídia não colocasse uma “moda”, o “certo” sobre como VOCÊ deve usar o seu cabelo, essa questão iria passar despercebida. Eu acho super lindo as mulheres e homens que aceitam ter um cabelo crespo, é muito mais natural e muito único !!! Tem uma frase de um livro que diz o seguinte ‘O espelho nos dá essa sensação mágica de, subitamente, tomarmos consciência de nós mesmos. É o momento em que você se encontra com o que você representa para o mundo’ “- Agatha Fonseca, estudante de Publicidade e Propaganda.

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“Sim. A Marcha do Orgulho Crespo é um ato de valorização do negro na sociedade. Os negros são estigmatizados como inferiores culturalmente, intelectualmente e até fisicamente aos brancos. O padrão de beleza é branco.Essa estigma não é real, o racismo sim. Logo, acho a Marcha do Orgulho Crespo válida, pois reforça a identidade dos negros, que são oprimidos socialmente” – Matheus Bueno, estudante de Direito e Geografia.

 

 

 

 

Por: Marcelo Gasperin – Fala!Universidades

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