Cadastre-se e tenha acesso a conteúdos exclusivos!
Quero me cadastrar!
Menu & Busca
March for Our Lives: saiba o que aconteceu no protesto global

March for Our Lives: saiba o que aconteceu no protesto global

Por Fernanda Ming – Fala! Anhembi

Estudantes de diversos países ocupam as vias com um mesmo objetivo, exigindo seus direitos de segurança.

Manifestantes em Washington DC

No último sábado, 24, milhares de pessoas ao redor do mundo foram às ruas protestando a favor do controle da venda de armas nos EUA. O principal evento ocorreu na capital americana, Washington. A multidão ocupou a Avenida Pensilvânia, que liga a Casa Branca ao Capitólio.

Em fevereiro deste ano, estudantes ao redor de todo os EUA passaram a organizar um projeto chamado March for Our Lives (marcha por nossas vidas) que tem como objetivo “exigir que um projeto de lei abrangente e efetivo seja levado imediatamente ao Congresso para tratar desses problemas com armas”. A iniciativa foi criada após o massacre na escola Marjory Stoneman Douglas em Parkland, no estado da Flórida. Um ex-estudante da escola, Nikolas Cruz, de 19 anos, entrou no prédio, portanto um rifle AR-15 e matou 17 pessoas.

[read more=”Leia Mais” less=””]

A marcha do dia 24 foi formada não só de alunos, como também professores e familiares das vítimas de massacres em escolas. O protesto teve como objetivo chamar a atenção dos líderes e pediu a proibição de fuzis de assalto, da venda livre de carregadores de armas semiautomáticas e o reforço do conhecimento de antecedentes de pessoas interessadas em comprar armas. A marcha ocorreu também em outras cidades americanas, como Nova York e Miami; Canadá, Reino Unido, Espanha e Austrália são alguns dos países que também tiveram manifestações. Ao todo, foram marcados mais de 800 protestos ao redor do mundo.

No Brasil, a ação também marcou presença: cerca de vinte pessoas, a maioria americanos, se juntaram com cartazes de protesto ao redor do prédio do consulado americano, em São Paulo.

David Hogg, sobrevivente do massacre na Flórida, discursando em Washington

Em Washington, estudantes que sobreviveram ao ocorrido na escola de Parkland disseram palavras de incentivo no microfone. Cameron Kasky leu o nome de todos os 17 mortos e Emma Gonzalez fez um silêncio de seis minutos e vinte segundos, tempo que durou o ataque na Marjory Stoneman Douglas.

O protesto também abordou a violência urbana em grandes cidades e jovens discursaram em alerta a morte de negros, hispânicos e mulheres por armas de fogo. Naomi Wadler, de 11 anos, disse “Essas mortes não chegam às primeiras páginas dos jornais”.

“Lutem por suas vidas antes que seja o trabalho de outra pessoa”. Emma Gonzalez.

Artistas como Ariana Grande e Miley Cyrus subiram ao palco para fazer apresentações musicais. Outros artistas mostraram apoio a causa juntando-se à multidão, como Paul McCartney, em Nova York.

Ao final do dia, a organização havia arrecadado 5,4 milhões de dólares em doações pela internet; Oprah Winfrey, Steven Spielberg e a marca Gucci também fizeram doações. O dinheiro foi usado para suporte logístico da marcha, projetos paralelos e apoio às famílias das vítimas do massacre de Parkland.

Donald Trump não estava em Washington acompanhando o protesto, viajou sexta-feira para a Flórida. Em nota, a Casa Branca disse que “admira a coragem dos jovens americanos que exercitaram seu direito à liberdade de expressão” e que “manter as crianças seguras é a prioridade do presidente”.

O que aconteceu antes

Após a tragédia que ocorreu na Flórida, o presidente Donald Trump e seu vice, Mike Pence, reuniram-se com estudantes sobreviventes de massacres, familiares de vítimas e professores para discutir e ouvir sugestões a respeito do armamento nos EUA. Trump afirmou que o país será muito forte em checagem de antecedentes e acompanhamento de saúde mental. Além disso, disse que a ideia de um dos presentes, em manter armas em local seguro nas escolas para que professores possam rebater ataques, será avaliada, alegando, em suas redes sociais, que “Uma escola sem armas, é um imã para pessoas ruins”. Um estudante citou a Austrália como exemplo, que endureceu suas leis em relação às armas após um ataque em escola, em 1999, dizendo que nenhum massacre foi registrado no país desde então. Já um professor falou de sua unidade escolar, que implantou detectores de metal na entrada da escola, por onde alunos e funcionários passam e disse que todos sentem-se mais seguro após a iniciativa.

Dias antes, Trump assinou uma carta que recomenda ao Secretário de Justiça dos EUA que proponha uma legislação que proíba a venda de dispositivos que permitem que fuzis semiautomáticos disparem continuamente.

No mesmo dia da reunião na Casa Branca com Trump, alunos da Marjory Stoneman Douglas encontraram-se com parlamentares, na capital da Flórida, Tallahassee, para pedir que armas de assalto sejam proibidas. Houve uma manifestação de estudantes locais em frente ao Capitólio do país, que gritaram “Nunca novamente” para os parlamentares. O projeto de lei foi negado.

[/read]

0 Comentários