Marcas a favor da causa LGBTQ+: mundo com mais equidade e liberdade
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Marcas a favor da causa LGBTQ+: mundo com mais equidade e liberdade

Marcas a favor da causa LGBTQ+: mundo com mais equidade e liberdade

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A sigla LGBTQ+ é utilizada desde meados dos anos 1990 para denominar pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros. Seu principal objetivo é promover a diversidade em questões de identidade sexual e de gênero, por isso, ela geralmente é utilizada para se referir a qualquer pessoa que não se identifique como heterossexual ou cisgênero. Isso explica o porquê cada vez mais letras vão sendo incluídas ao longo dos anos.

Segundo pesquisa baseada nos dados do Sistema Único de Saúde (SUS) do período de 2015 a 2017, a cada uma hora, um LGBTQ+ é agredido no Brasil. Foram registradas 24.564 notificações de violências contra essa parte da população, com uma média de mais de 22 notificações por dia, ou seja, quase uma notificação a cada hora. O levantamento é resultado de uma ação conjunta entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), secretarias de Atenção Primária em Saúde e de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

O preconceito é uma realidade neste país e precisa ser combatido dia após dia para que essa situação deixe de existir. Você não precisa fazer parte desta comunidade para se assustar com estes números, muito menos para entender a importância e relevância de apoiar a liberdade de outra pessoa.

Nesse sentido, muitas marcas têm aderido cada vez mais discursos e campanhas que dialogam com a causa e aqui vai uma lista com 5 empresas que realmente lutam lado a lado da comunidade LGBTQ+, sem pensar somente no marketing positivo ao aderir tal posicionamento.

LGBTQ+
Marcas apoiam a causa LGBTQ+ ao redor do mundo. | Foto: Reprodução.

Conheça 5 marcas a favor da causa LGBTQ+

Google 

Esta empresa mundialmente famosa já tomou diversas atitudes em prol da causa LGBTQ+. Assim, se posicionou contrariamente à Lei Proposition 8, nos Estados Unidos, pois previa apenas o casamento entre homem e mulher em algumas unidades da federação, já apoiou paradas que celebram a diversidade sexual em São Francisco (EUA) e Dublin (Irlanda), além de possuir funcionários que se identificam gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros, chamado Gayglers. 

Amazon

Em 2012, o CEO e presidente desta empresa, Jeff Bezos, e sua mulher, MacKenzie Bezos, fizeram uma doação de 2,5 milhões de dólares à Washington United for Marriage, entidade que apoia o casamento igualitário no estado de Washington. 

Em dezembro daquele ano, o casamento gay passou a ser legal no estado. No ano seguinte, em 2013, a empresa lançou um comercial que retratava um homem e uma mulher, ambos usuários do leitor digital Kindle, acompanhados de seus respectivos companheiros.

Apple 

Em 2014, o CEO Tim Cook se declarou homossexual em uma carta aberta. Ele foi o primeiro no cargo de uma empresa importante, membro na lista da Fortune 500, a se declarar gay.

A empresa também já se posicionou contra a lei que restringe o conceito de família a homem e mulher nos Estados Unidos.

Starbucks

A maior rede de cafeterias do mundo também tem participação na luta pela causa. Em 2011, fez parte de um grupo de 70 companhias que se opuseram ao projeto de lei que definia o casamento como apenas entre homem e mulher. No ano seguinte, apoiou um projeto de lei do estado de Washington (EUA) que previa o casamento gay.

Absolut Vodka

Desde 1981, já anunciava em revistas direcionadas ao público gay masculino, como The Advocate e a extinta After Dark. Em 2008, para comemorar os 30 anos da bandeira símbolo do movimento, lançou uma garrafa chamada “Absolut Colors”, com as cores do arco-íris, assinada por Gilbert Baker, o mesmo criador da bandeira. 

Atualmente, a marca é patrocinadora oficial de todas edições do reality show Ru Paul’s Drag Race, uma competição que coroa a próxima estrela drag americana.

É muito importante que empresas mundialmente conhecidas como essas tomem partido e se conectem de fato com a comunidade LGBTQ+, contratando pessoas da comunidade, com equidade, a fim de representá-las e dar voz a essa parcela da sociedade que é alvo de preconceito diariamente.

Referências externas:

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Por Lara Wille – Fala! Universidade Federal de Juiz de Fora

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