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São Paulo: Entenda as manifestações dos alunos da Anhembi Morumbi

Bianca Dias, Fernanda Ming e Gabriela Henrique – Fala Anhembi

 

#NãoTemArregoUAM: você precisa saber o que está acontecendo na universidade

 

  • Manifestações e reivindicações dos alunos

Na última semana, do dia 02/10, as manifestações feitas por alunos de comunicação acabaram ganhando notoriedade no campus Mooca. Como muitos já sabem, na terça-feira, 02, a Universidade Anhembi Morumbi demitiu dois coordenadores do curso de comunicação: Nivaldo Ferraz (coordenador do curso de Jornalismo) e Renato Tavares (coordenador do curso de Rádio, TV e Internet). A demissão, não só desses profissionais, como de outros já desligados da faculdade, fez com que estudantes de diversos cursos realizassem manifestações ao decorrer da semana.

Entre as diversas pautas que estavam em discussão, os alunos queriam saber qual o motivo de tantas demissões e por que até agora ninguém obteve um posicionamento da instituição.

O “reajuste”, que vem sendo feito pela Laureate, fez com que esse debate ganhasse um tom preocupante, pois muitas dessas alterações têm sido feita por ‘questões econômicas’, entretanto a mensalidade dos cursos continuam aumentando e as explicações vão se tornando escassas. Durante algumas manifestações, o protesto dos alunos, de forma indireta, tentou ser dispersado ou silenciado, contudo as mobilizações não pararam e, até serem ouvidos, a intervenção estudantil não vai parar.

A discussão acerca da demissão em massa de professores iniciou-se no ano passado, mas foi na metade do segundo semestre que as manifestações começaram a ganhar força. Movimentos como o MEIP (Movimento Estudantil Insurreição Popular) surgiu com o intuito de representar uma frente estudantil autônoma que luta contra o sucateamento da educação, redução da carga horária e demissões em massa. Vale ressaltar que todas as mobilizações foram pacíficas e toda tentativa de diálogo foi respeitada.

 

  • O que aconteceu ANTES?

As demissões dos coordenadores Nivaldo Ferraz e Renato Tavares não é uma grande novidade, já que isso vem acontecendo há algum tempo tempo, porém, nesse momento à mobilização foi notável, e os estudantes começaram a usar sua voz. Cerca de 250 professores foram demitidos nos últimos semestres, de variados cursos, na instituição. Isso não aconteceu somente na Universidade Anhembi, como também em outras faculdades particulares, como o Mackenzie e a Universidade São Judas, que também sofreram com o desligamento, em números expressivos, de professores.

A grande questão é: com a demissão de excelentes professores, os alunos ficam a mercê do sucateamento da educação, já que tiveram sua carga horária diminuída, como aconteceu no último ano, onde foi decidido que as aulas iriam começar às 08h25 até 11h15, perdendo cerca de uma hora de aula, e a desvalorização do curso com a perda de seus docentes, que não só trazem bagagem para o curso, como também, servem de exemplo e base para a formação de novos profissionais que estão ingressando no mercado de trabalho.

Tais decisões acabam resultando na desvalorização dos cursos da universidade, que vem perdendo sua credibilidade e até mesmo sofrendo com o decaimento das notas no MEC e no Guia do Estudante (principal órgão de avaliação de cursos nas universidades brasileiras).

 

  • Resposta da universidade 

A Anhembi ainda não deu uma resposta aos protestos. Na última quinta-feira, dia 04, a assessora de comunicação da faculdade, Ângela, foi enviada para conversar com os estudantes aderentes do protesto daquela manhã.

Alunos dos diversos cursos de comunicação expressaram o descontentamento com a demissão em massa dos professores e coordenadores, fizeram questionamentos e até pediram uma reunião com representantes da Laureate, rede de instituições privadas que a Anhembi faz parte. No entanto, não houve respostas conclusivas por parte da assessora.

Os estudantes que lideravam a manifestação sugeriram ainda uma reunião com a diretora da universidade na região sudeste do país, Luciane Bonaldo, onde seriam escolhidos, entre os alunos, porta-vozes para realizar a conversa e a mesma seria realizada em um auditório, onde todos os outros estudantes pudessem acompanhar a reunião. O pedido foi negado pela diretora.

As mobilizações continuam acontecendo, os militantes convidam não apenas alunos de comunicação, mas de outros cursos que estejam insatisfeitos com os serviços da faculdade para fazerem parte dos movimentos e mostrando que não haverá “arrego” pela buscas das respostas exigidas.

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